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Programa de capacitação para transferências aos municípios é protagonista de fórum nacional

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O secretário de Estado do Planejamento do Paraná, Guto Silva, esteve nesta quinta-feira (15) em Brasília e apresentou o programa Conecta399 durante o VIII Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União, da Rede de Parcerias, realizado pela Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Durante o Fórum, a equipe da Secretaria informou que o programa teve concluída a fase de estruturação da rede, com 331 dos 399 municípios paranaenses tendo indicado interlocutores (83% de cobertura do Estado), somando 667 indicados, que a partir da segunda-feira (19) passarão por uma trilha de capacitação inicial, que terá duração de um mês.

Lançado em abril, o Conecta399 visa acelerar projetos dos municípios paranaenses, apoiando agentes públicos com foco no processo de obtenção de recursos federais, orientando a preparação, o projeto, a execução e até a prestação de contas.

O secretário Guto Silva citou que o programa segue a determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior de se buscar um legado de planejamento a médio e longo prazo para o Paraná, com uma rede madura de gestores capacitados em todos os municípios. “O diagnóstico que fazemos é que os municípios maiores têm corpo técnico robusto e maduro para buscar recursos, enquanto os pequenos muitas vezes não conseguem captar investimentos pela dificuldade de escrever os projetos e de buscar essas oportunidades”, diz.

A ideia, segundo Guto Silva, é “pegar pela mão” esses agentes municipais e ajudá-los a desenvolver projetos e a identificar recursos para que esses investimentos possam chegar na ponta, principalmente ao pequeno município, de forma que melhore a vida dos paranaenses.

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Para Marcos Marini, diretor de Projetos da SEPL, a ideia é conectar os diversos serviços e oportunidades que existem no Brasil – e até mesmo em nível internacional –, tendo como o principal cliente os municípios paranaenses menores, que são 70% do total no Estado.

“Sabemos como é difícil um município pequeno ter um corpo técnico no seu executivo para acompanhar projetos e o surgimento de ferramentas novas. Então queremos conectar os municípios e suas prioridades a um conjunto de possibilidades de fomento a partir de editais nacionais e internacionais e de vários órgãos não governamentais, para fazer essa grande conexão entre o que se precisa e como desenvolver esse projeto a partir do fomento”, diz.

Além da estruturação da rede, o Conecta399 já atingiu mais duas marcas importantes, segundo o coordenador do programa na SEPL, Marcelino Manhani, uma delas que resultou da prospecção ativa de processos de investimentos dos municípios, quando foi testada a importância dessa ação.

“Recentemente foi liberada uma grande quantidade de emendas parlamentares às quais, no último dia do prazo, 38 municípios ainda não tinham recorrido através de procedimento dentro do Transferegov.br, para que o recurso pudesse cair na conta do município. Agimos através do Conecta399 trazendo um resultado extremamente positivo, fazendo com que todos os municípios realizassem esse procedimento, garantindo o envio de R$ 37 milhões para o caixa dos municípios, o que vai impactar mais de 400 mil paranaenses”, complementa.

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Outra marca importante foi alcançar uma boa capacitação e distribuição espacial de técnicos para serem multiplicadores do Modelo Governança e Gestão Pública – Gestaopublicagov.br, que o Paraná ainda não tinha.

“Hoje temos formados 61 técnicos com essas qualidades, cobrindo 100% do Estado, algo que atingimos ao dividirmos as vagas por associação de municípios. Isso vai potencializar o processo de formação desse pessoal e também a implantação do programa, o que vai ajudar na multiplicação dentro dos municípios e, posteriormente, em municípios vizinhos”, finaliza.

OBJETIVO – O Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União visa promover o fortalecimento da governança, da melhoria da gestão e do controle, bem como apresentar e discutir as inovações e experiências empreendidas no âmbito das transferências de recursos públicos, aprimorando, assim, a execução de políticas públicas, com vistas à melhoria de vida do cidadão.

Durante o evento, foram abordados diversos temas com o intuito de capacitar e aprimorar o conhecimento profissional para o melhor desenvolvimento das competências dos diversos atores atuantes nas transferências de recursos públicos da União, assim como demais interessados na área. Entre o público-alvo estiveram gestores, servidores, colaboradores e membros de órgãos e entidades públicas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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