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Programa Compra Direta recebe 27 toneladas de alho apreendidas pela Receita Federal

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Uma carga de aproximadamente 27 toneladas de alho, apreendida pela Receita Federal, avaliada em mais de R$ 800 mil, foi entregue a beneficiários do Programa Compra Direta Paraná, do Governo do Estado, que atende 309 mil pessoas em vulnerabilidade, em todos os municípios. Pelo programa, o governo adquire alimentos produzidos por agricultores familiares e distribui a entidades filantrópicas e iniciativas que oferecem refeição a baixo custo.

A entrega da carga foi uma ação em parceria da Defesa Civil do Paraná, secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Receita Federal. Segundo a Alfândega da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, município catarinense na divisa com o Paraná, a carga foi interceptada porque vinha da Argentina sem o trâmite aduaneiro exigido. A apreensão aconteceu na sexta-feira (03). A carga foi depois avaliada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária que, após atestar a qualidade do produto para consumo, destinou à Defesa Civil.

Em rápido alinhamento com a Secretaria da Agricultura, foi ajustada a logística da entrega em quatro pontos do Estado – abrangendo os 23 núcleos regionais da pasta – e sua redistribuição. De acordo com a diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) da Seab, Márcia Stolarski, entre as instituições beneficiadas estão casas de longa permanência, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, hospitais públicos e filantrópicos, Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

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AÇÕES INTEGRADAS – O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou a iniciativa e reforçou a importância de ações integradas e parcerias como esta. “O Estado precisa ser ágil para evitar perdas e desperdícios e beneficiar quem mais precisa, garantindo segurança alimentar”, disse.

PARCERIA – O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schuning, destacou que uma das missões da entidade é promover a integração entre os órgãos, independente da esfera de atuação, e a sociedade de modo geral. “Isso foi demonstrado nessa apreensão, em que a delegacia de Dionísio Cerqueira entrou em contato com o coordenador executivo, tenente-coronel Adriano de Mello, que realizou todas as tratativas, desde a coleta do material à destinação final através da Seab”.

COMPRA DIRETA – O programa Compra Direta Paraná é uma política pública de Estado implantada em 2020 e associada a atitudes de incentivo ao consumo e à valorização dos alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar. Em 2023, segundo o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, o programa está beneficiando cerca de mil entidades filantrópicas e 309 mil pessoas com o recebimento de alimentos diversificados (inclusive orgânicos) nos 399 municípios do Paraná. 

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Na outra ponta, o programa promove a inclusão econômica, social e digital do agricultor familiar, com fomento à produção com sustentabilidade, ao processamento de alimentos e industrialização e à geração de renda para aproximadamente 19,3 mil agricultores familiares de 163 associações e cooperativas do Estado, totalizando um investimento de R$ 40 milhões ao ano, com o fornecimento de 5 mil toneladas de 72 tipos de alimentos.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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