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Primeiros conselheiros dos povos indígenas do Paraná são diplomados

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O Governo do Estado realizou nesta quarta-feira (27) a diplomação dos primeiros representantes do Conselho Estadual dos Povos Indígenas do Paraná. A cerimônia foi realizada em Curitiba com a coordenação da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). O conselho foi criado pela lei estadual 21.430/2023.

A eleição dos primeiros conselheiros ocorreu na 1º Conferência Estadual dos Povos Indígenas, realizada em dezembro de 2023, em Foz do Iguaçu. O colegiado é composto por 26 cadeiras distribuídas de forma paritária, sendo 13 da sociedade civil e 13 de representantes do Executivo.

Das 13 vagas reservadas para a sociedade civil, 11 serão distribuídas entre as lideranças do Estado: cinco para líderes Kaingang, cinco para Guaranis e uma para o povo Xetá. As outras duas vagas serão ocupadas por organizações não governamentais de atuação na defesa dos direitos dos povos indígenas, indicadas após a publicação de um edital. 

“A constituição do conselho é uma vitória histórica para os povos indígenas e toda a sociedade. Esse conselho é um passo significativo para garantir que as vozes dessas terras sejam ouvidas, respeitadas e incorporadas nas políticas públicas”, afirmou a secretária Leandre Dal Ponte.

“A partir de agora teremos espaço e voz para criarmos medidas de prevenção e cuidados com os nossos povos, nossas mulheres e nossas crianças”, defendeu Indiorá Paraná, representante da etnia Xetá.

O Paraná tem 30.460 indígenas autodeclarados, de acordo os dados do Censo 2022. Em comparação com os dados do Censo anterior, de 2010, o Estado registrou um aumento de 14% na população indígena, que era de 26.559. O número representa 0,27% da população total do Paraná, que é de 11.443.208 habitantes. Em 2010, a participação da comunidade indígena na população total do Estado era um pouco menor, em 0,25%.

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Dos 399 municípios paranaenses, 178 apresentaram aumento das suas populações indígenas, segundo o Censo de 2022. São 345 cidades com registro de ao menos um indígena autodeclarado – 86% do total. 

PRESIDÊNCIA – A presidência do Conselho Estadual dos Povos Indígenas do Paraná será alternada, começando com um representante do Governo do Estado. Formado em sociologia e antropologia, Mauro Rockenbach, da Casa Civil, foi eleito presidente, com um mandato de dois anos. A vice-presidência será ocupada pelo cacique Miguel Alves, da etnia Guarani.

Rockenbach pretende ampliar a interlocução da pauta no Estado. “Devemos buscar o direito e a igualdade, nada mais que isso”, afirmou.

Membros do Conselho Estadual dos Povos Indígenas do Paraná: 

REPRESENTANTES DOS POVOS ORIGINÁRIOS

Etnia Kaingang

Titular: Angelo Kãvigtánh Rufino | Suplente: Isaqueu Refey Domingos Salles 

Titular: Miguel Alve | Suplente: Luiz Carlos Kog Te Sales 

Titular: Everton Cipriano | Suplente:Geovane Machado dos Santos

Titular: Valdemar Kehunh Cassemiro da Silva | Suplente: Silas Ubirajara de Oliveira

Titular: José Carlos Gabriel | Suplente: Fátima Koyó LOurenço 

Etnia Guarani

Titular: Everton Lourenço | Suplente: Wallace Rufino Sampaio

Titular: Eloy Jacintho | Suplente: Daniel Maraca Miri Lopes

Titular: Antoninho Karay Delani | Suplente: Reinaldo Karai Fernandes

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Titular: Rivelino Gabriel de Castro | Suplente: Celio Timoteo,

Titular: Izaias Benites | Suplente: Cornelio Veravy Alves

Etnia Xetá

Titular: Adriano da Silva | Suplente: Anderson da Silva

REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS

Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa

Titular: Mauro Rockenback 

Suplente: Felipe Kamaroski

Secretaria da Justiça e Cidadania

Titular: Elizabeth Massias

Suplente: Shanny Mara Neves

Casa Civil

Titular: Gustavo Henrique Mussi Augusto

Suplente: Roberta Zambenedetti Lima

Secretaria da Segurança Pública

Titular: Ana Cristina Oporto

Suplente: Leonardo Bueno Carneiro

Secretaria da Saúde

Titular: Lucimar Pasin de Godoy

Suplente: Rosane Souza Freitas

Secretaria do Desenvolvimento Social e Família

Titular: Silberto Cardoso

Suplente: Aloísio Justino do Nascimento

Secretaria de Turismo

Titular: Rhayane Radosnki

Suplente: Anna Carolina Vargas de Faria

Secretaria da Educação

Titular: Silvana de Melo Ribas

Suplente: Maria Daise Tasquetto Rech

Secretaria do Desenvolvimento Sustentável

Titular: Alex Justus da Silveira

Suplente: Ana Marcia Altoé Nieweglowski

Secretaria da Agricultura e Abastecimento

Titular: Miriam Fuckner

Suplente: Daniele Martin Sandri

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Titular: Dulcinéia Galliano Pizza

Suplente: Renê Wagner Ramos

Secretaria da Cultura

Titular: Josieli Andrea Spenassatto

Suplente: Claudia Chipon Staude

Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)

Titular: Sauri Pafej Manoel Antonio

Suplente: Caroline Willrich

PRESENÇAS – Participaram da diplomação a secretária da Cultura, Luciana Casagrande; a controladora-geral do Estado, Luciana Silva; o procurador de Justiça Olympio De Sá Sotto Maior Neto; o deputado estadual Goura; e o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul, Ivan Bribis Rodrigues.

Fonte: Governo PR

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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