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Prefeitura de Curitiba formaliza ingresso do Tecpar em programa de incentivo fiscal para P&D

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu da Prefeitura de Curitiba o certificado que formaliza a adesão do instituto ao Tecnoparque, programa de incentivo fiscal que prevê que parte dos impostos do município possa ser investida em Pesquisa e Desenvolvimento. O certificado de participação foi entregue nesta quinta-feira (17) pelo prefeito Rafael Greca ao diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss.

Para Kloss, a qualificação para o programa consolida a atuação do instituto como referência no desenvolvimento de projetos inovadores em ciência e tecnologia. “O Tecpar é um instituto que se reinventa e se orienta pelas necessidades do País. Com estes recursos para investir em pesquisa e desenvolvimento, poderemos direcionar toda a expertise para gerar oportunidades de inovação que tragam benefícios reais à sociedade”, destacou.

Segundo o prefeito Rafael Greca, quando a inovação se transforma em processo social é que realmente acontece o progresso da sociedade. Neste contexto, ele destacou a importância de empresas que trabalham com a inovação na área da saúde, como é o caso do Tecpar. “A participação do Tecpar neste programa é uma prova de que Curitiba acredita na inteligência, porque não há nada mais humanitário do que uma empresa que investe em vacinas, que investe em laboratórios”, afirmou.

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Ao todo, 16 empresas receberam a certificação de adesão ao programa.

INOVAÇÃO – A inovação apresentada pelo Tecpar, e que foi aprovada para integrar o programa, trata da pesquisa e desenvolvimento de um novo método de produção da vacina antirrábica veterinária, um dos produtos que há mais tempo fazem parte do portfólio do instituto.

A proposta prevê que o Centro de Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos do Tecpar desenvolva uma metodologia para produzir a vacina antirrábica veterinária sem um dos insumos usados atualmente: o soro fetal bovino. Hoje, a aquisição desse soro representa cerca de 75% do custo total dos componentes utilizados para produzir o imunizante.

Outra vantagem em conseguir fabricar a vacina sem o insumo é a eliminação de processos internos de controle da qualidade para identificar a presença de eventuais contaminantes, e também para evitar ocasionais reações alérgicas causadas por proteínas presentes no soro em cães e gatos que são imunizados.

TECNOPARQUE – Coordenado pela Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, o Tecnoparque é uma das iniciativas desenvolvidas no ecossistema de inovação da cidade, o Vale do Pinhão. Ele foi criado para fomentar o desenvolvimento de empresas de base tecnológica e instituições de ciência e tecnologia.

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Por meio do programa de incentivo fiscal, o município permite regime diferenciado de tributação do Imposto sobre Serviços (ISS). A alíquota passa de 5% para 2%, durante participação da empresa no programa. Para contar com o incentivo, é necessário atender as exigências legais e ter o Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação Tecnológica aprovado no Comitê de Fomento do programa.

O prazo de incentivo fiscal para o desenvolvimento do projeto é de 36 meses. Ao final, é possível apresentar novo projeto, visando a um novo período de incentivo.

Entre as características exigidas para participar do programa estão: o desenvolvimento de produtos ou processos tecnologicamente novos ou melhorias tecnológicas significativas em produtos ou processos existentes, bem como o emprego de mestres, doutores ou profissionais de titulação equivalente em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, em 5% ou mais do quantitativo total de seu quadro de pessoal.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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