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Posto do Ipem-PR em Araucária zera fila de fiscalização de caminhões-tanque

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Instalado para dar mais agilidade na inspeção de caminhões de transporte de líquidos, o Posto de Verificação de Veículos-Tanque do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) em Araucária completa um ano nesta quarta-feira (5). Nesse período, a nova unidade conseguiu zerar a fila de espera da fiscalização, que podia chegar a seis meses.

Em um ano de operação, a estrutura na Região Metropolitana de Curitiba realizou um total de 7.180 inspeções, sendo 7.068 verificações periódicas e 112 verificações pós-reparos.

“Considerando o cenário inicial, agora vivemos outra realidade. Não temos mais filas para verificações. Hoje os agendamentos são programados para no máximo 15 dias, sendo que em outros estados a espera pode passar de um ano”, enfatiza o presidente do Ipem-PR, Cesar Mello.

A unidade tem capacidade quatro vezes maior do que a estrutura antiga, no bairro Atuba, em Curitiba. A localização também facilita a fiscalização. Além de estar em uma área de grande circulação de caminhões-tanque, próxima à refinaria da Petrobras em Araucária, a antiga estrutura era na Linha Verde, o que atrapalhava o acesso dos veículos ao posto. Isso porque a Linha Verde, o trecho urbano da BR-476, tem restrição de circulação de veículos acima de 10 toneladas, que só podem transitar das 7h às 9h e das 17h às 19h.

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Por transportarem combustíveis ou outros produtos nocivos, os caminhões-tanque obrigatoriamente devem passar por inspeção para evitar riscos ao meio ambiente, à saúde humana e mesmo ao trânsito nas vias públicas.

AGENDAMENTO – O processo de agendamento da inspeção segue sendo aprimorado pela equipe do Ipem-PR, com melhorias no acesso ao site do instituto e mais agilidade na execução do serviço.

Com esses avanços, em especial a central de agendamentos, o Ipem-PR não só vem conseguindo atender a frota do próprio Paraná, como também os caminhões-tanque de outros estados – como as normas da fiscalização são regidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o procedimento pode ser feito em qualquer estado do Brasil.

“Temos contribuído para o atendimento de veículos de vários outros estados, principalmente do Rio Grande do Sul, onde as verificações foram suspensas devido à catástrofe provocada pelas chuvas”, explica o diretor de Metrologia e Qualidade do Ipem-PR, Gabriel Perazza.

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Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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