NOVA AURORA

PARANÁ

Portos do Paraná ensina comunidade da ilha de Eufrasina a instalar sistema de esgoto

Publicado em

A Portos do Paraná implantou recentemente um sistema de tratamento de esgoto alternativo com biodigestores na escola e na sede da Associação de Moradores da Ilha de Eufrasina, no Litoral do Estado. Agora a empresa pública ministrou aos moradores da comunidade uma oficina sobre como implantar o sistema em suas residências.

A ação faz parte do Programa de Educação Ambiental da Portos do Paraná e conta com parceria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Secretaria Municipal de Aquicultura e Pesca de Paranaguá.

“Temos ouvido as 15 comunidades que vivem na área de abrangência dos portos de Paranaguá e Antonina e esse pedido sobre sistema alternativo de tratamento de esgoto veio dos moradores, é uma demanda deles que estamos atendendo”, explica o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana.

Segundo o professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFPR, Fernando Armani, primeiro foi feito um diagnóstico do local. “Visitamos todas as residências e edificações da vila de Eufrasina. A maioria não tem um sistema de tratamento de esgoto adequado ou está lançando diretamente nas águas da Baía de Paranaguá, ou ainda estão usando uma solução de fossa subdimensionada, que tem mais a função de diluir o esgoto que de fato tratar”, completa. Segundo ele, a comunidade está bastante receptiva, interessada em implantar os sistemas.

Leia Também:  Ganhando o Mundo: 950 alunos da rede estadual já embarcaram para intercâmbio em 2024

Para a médica veterinária Tayana Missal Galvão, que trabalha na Secretaria Municipal de Aquicultura e Pesca de Paranaguá, o problema está em vias de ser resolvido. “Pouquíssimas casas têm um tratamento adequado, isso expõe a população da ilha a várias doenças, sem contar no prejuízo à pesca, que é o modo econômico deles, do que dependem para viver. Melhorar esses sistemas de tratamento de esgoto é uma prioridade para nós”, afirma.

Manoel Ferreira Machado, conhecido como Maneco, tem 52 anos e nasceu em Eufrasina. Ele diz que, se depender de sua vontade, começam hoje mesmo os trabalhos de implantação do sistema. “Esse projeto é coisa de primeiro mundo, saneamento em ilha é difícil em todo lugar. As famílias não têm esgoto”, afirma.

CARTILHA Durante a oficina foi entregue aos moradores uma cartilha que ensina a instalar o sistema com biodigestor. O equipamento é usado para o processamento de matéria orgânica, como método alternativo ao convencional. É utilizado em vários locais do mundo por conta da tecnologia barata, eficaz e ecológica no tratamento de esgoto humano e animal. O biodigestor evita a poluição do meio ambiente com dejetos orgânicos, sobretudo das águas.

Leia Também:  Peça de Dalton Trevisan: elenco da nova montagem do TCP inicia ensaios no Teatro Guaíra

A cartilha demonstra como dimensionar o sistema, quantas pessoas esses biodigestores podem atender, sendo residência, pousada ou restaurante, e como confeccionar e fazer a instalação.

PERMACULTURA – O Programa de Educação Ambiental da Portos do Paraná segue os princípios da permacultura – cuidar das pessoas, cuidar do planeta e a partilha justa da distribuição dos excedentes. A prática consiste no planejamento de ocupações humanas sustentáveis, unindo práticas ancestrais aos conhecimentos de ciências agrárias, engenharias, arquitetura e ciências sociais, sempre sob a ótica da ecologia.

Além disso, todos os projetos ambientais e monitoramentos executados pela Portos do Paraná têm relação direta com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, do qual a empresa pública é signatária.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

Published

on

By

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

Leia Também:  Ganhando o Mundo: 950 alunos da rede estadual já embarcaram para intercâmbio em 2024

Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

Leia Também:  Estado planeja implantação de cursos de tecnologia no sistema prisional

A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA