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Pessoas privadas de liberdade recebem certificados de curso profissionalizante em Cascavel

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Vinte pessoas privadas de liberdade (PPLs) da Penitenciária Industrial Marcelo Pinheiro – Unidade de Progressão (PIMP UP) receberam nesta terça-feira (11) os certificados de conclusão do curso profissionalizante em fabricação de salgados. A iniciativa fez parte do Projeto Educar para o Futuro, financiado pelo Conselho da Comunidade de Cascavel e realizado em parceria com a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Além do certificado de conclusão, as PPLs também são beneficiadas com a redução de pena. A cada 12 horas de estudo, um dia é subtraído do tempo total da condenação. A formação é dividida em quatro módulos com aulas teóricas e práticas, totalizando 16 horas de qualificação, sendo quatro encontros de quatro horas cada.

A cerimônia de certificação foi realizada na Sede do Conselho da Comunidade e contou com a presença de autoridades, familiares dos participantes e representantes das instituições envolvidas no projeto. Um dos formandos fez o discurso em nome da turma e, ao final, recebeu o certificado das mãos da avó, que prestigiou o evento. 

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“Foi maravilhoso, fui privilegiada por entregar o certificado para ele”, disse ela. O neto ressaltou a oportunidade de uma nova vida. “O passado não tenho como mudar, mas com estes cursos e projetos, nos quais estou inserido, posso sim mudar de vida, mudar a forma de pensar, de agir e sair para a rua focado em uma vida correta”, afirmou.

BENEFÍCIOS – Para o diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Messias Machado, o investimento em cursos profissionalizantes gera benefícios não só aos apenados, mas para toda a sociedade. “Esses cursos têm muita importância, pois quando a pessoa sai de uma unidade prisional profissionalizada está em melhor condição de conseguir emprego de forma imediata, como é o exemplo dos cursos de panificação e confeitaria, que são áreas carentes de profissionais”, disse. 

Segundo o coordenador regional da PPPR em Cascavel, Thiago Correia, a qualificação profissional dos detentos faz parte da modernização do sistema penitenciário. “A missão da Polícia Penal ultrapassa as barreiras da segurança e da custódia dos apenados. Temos como missão, também, devolver à sociedade a pessoa diferente do que entrou no sistema prisional e esse curso é a materialização disso”, afirmou.

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O Conselho da Comunidade de Cascavel atua com foco em contribuir para a melhoria da sociedade. “A função do Conselho é resgatar oportunidades para estas pessoas que erraram, mas que precisam ter o apoio para voltar ao convívio social e familiar com uma vida digna, nova e de resgate da cidadania”, comentou o presidente da entidade, Rosaldo Chemim.

O coordenador na Unioeste do Projeto Educar para o Futuro, Valdecir Soligo, explicou que o certificado é emitido pela instituição de ensino superior com o propósito de minimizar o preconceito após o cumprimento da pena. “A certificação é importante não só para a universidade, que está cumprindo seu papel social, mas também para cada um dos apenados que passam a ter o certificado de uma universidade. Para muitos pode ser o o incentivo para que busquem ainda mais o conhecimento”, conta.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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