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Paraná recebe novo investimento de R$ 107 milhões do Grupo Boticário

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O vice-governador Darci Piana acompanhou nesta terça-feira (29) a inauguração da ampliação do Centro de Distribuição (CD) do Grupo Boticário em Campina Grande do Sul, cujo investimento foi de R$ 107 milhões. Ele é destinado ao desenvolvimento de produtos e a ampliação logística. 

Segundo Piana, a ampliação vai contribuir para a geração de empregos na cidade, mas também para a consolidação desse mercado em todo o Estado. Com a expansão, o Grupo Boticário quer se tornar o melhor e maior ecossistema de beleza do mundo, por meio de uma estratégia de desenvolvimento sustentável, multicanal e multimarcas.

“É uma alegria ver o Grupo Boticário fazendo mais esse investimento em Campina Grande do Sul, com apoio do Governo do Estado, que abriu portas para isso, permitindo que aqui trabalhem mais de 500 funcionários, gerando emprego não só para região, mas para todo o Paraná. É um orgulho para nós”, destacou o vice-governador.

“O Grupo Boticário é um patrimônio do Estado e sua expansão ajuda a consolidar o crescimento da nossa economia, agora a quarta maior do País”, complementou Piana.

Artur Grynbaum, vice-presidente do Conselho Consultivo do Grupo Boticário, ressaltou que o número de vagas deve aumentar ainda mais nos próximos anos. Essa é uma continuidade do plano de investimento anunciado no início do ano, durante a celebração dos 40 anos da primeira fábrica no Paraná.

“Nosso olhar está voltado para o futuro, sempre pautado pelas demandas dos clientes. Por isso, seguimos investindo e buscando soluções que beneficiem o negócio, mas também proporcionem impactos socioeconômicos nas regiões onde estamos presentes”, complementou Grynbaum. “Há uma expectativa de crescimento de postos de trabalho em, pelo menos, 30% a 40% nos próximos cinco anos”.

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O prefeito de Campina Grande do Sul destacou que, além da geração de empregos para a população local, iniciativas como essa por parte da iniciativa privada contribuem para a modernização da cidade. “O municípios aprendem com investimentos dessa natureza. Isso reflete diretamente no comércio, que tem que se adaptar a essa nova cadeia logística”, disse.

ESTRUTURA – Com cerca de 20 mil metros quadrados, o CD de Campina Grande do Sul é o primeiro 100% multicanal e multimarcas. A ampliação da estrutura do local aumentará a capacidade de armazenamento de produtos e garantirá a separação de até 871 mil produtos por dia. 

A evolução do CD, que só foi possível com a modernização e expansão da unidade, permitirá a redução do tempo de entrega dos pedidos realizados pelos revendedores, franqueados e consumidores em um ou dois dias, proporcionando maior agilidade logística e menor margem de erro. 

“Com a nova tecnologia será possível distribuir qualquer marca que temos aqui para qualquer tipo de parceiro ou consumidor final. É uma inovação muito grande e hoje temos isso constituído em Campina Grande do Sul”, complementou Grynbaum.

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Unindo tecnologia e sustentabilidade, foram usadas paredes de blocos sustentáveis na obra, na qual 20% do plástico utilizado foi oriundo do Boti Recicla – maior programa de recolhimento de embalagens pós-consumo no segmento de beleza do Brasil –, uma iniciativa que colaborou com a retirada de 4,5 toneladas de lixo plástico do meio ambiente.

GRUPO – O Grupo Boticário está presente em 15 países. É dono das marcas O Boticário, Eudora, Quem Disse, Berenice? BeautyBox, Multi B, Vult, Beleza na Web, O.U.I e Dr. JONES. São 14 mil colaboradores diretos, além de outras 40 mil pessoas que trabalham na rede, considerada hoje a maior franquia de beleza do mundo, com mais de 4 mil pontos de venda em 1.780 cidades brasileiras.

PRESENÇAS – Participaram do evento o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o vice-presidente da Fiep, Alcino de Andrade; a superintendente do Sesi, Fabiane Franciscone; o fundador e presidente do conselho do Grupo Boticário, Miguel Krigsner; o CEO do Grupo Boticário, Fernando Modé; o vice-presidente de operações do Grupo, Sérgio Sampaio; a vice-presidente de Jurídico, Compliance, ESG e Assuntos Institucionais, Fabiana de Freitas; o conselheiro Eduardo Terra; os secretários Jeanderson Lopes (Administração) e Venicio Ferreira (Indústria e Comércio) de Campina Grande do Sul ; o presidente da Câmara do município, Eugênio Zanona; e outras autoridades.

Fonte: Governo do Paraná

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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