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Paraná lidera produção e exportação nacional de carne de peixe

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Os últimos dados disponíveis no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Paraná lidera com ampla margem a produção nacional de carne de peixe. As informações mais recentes demonstram que o setor de piscicultura paranaense atingiu 144,9 mil toneladas em 2021, o equivalente a 25,9% da produção nacional, que totalizou 559 mil toneladas. É o único estado com três dígitos nesse volume. Em sequência estão São Paulo, Rondônia e Santa Catarina.

Desde o início da série histórica do IBGE , em 2013, a produção estadual passou de 51,1 mil toneladas para as atuais 144,9 mil toneladas. Em apenas nove anos, portanto, o segmento cresceu 183,2% no Paraná, ante um aumento de 42,4% da produção geral do Brasil no mesmo período (de 392,5 mil toneladas para 559 mil toneladas).

O forte ritmo de crescimento da produção de peixes no Paraná está diretamente relacionado à criação de tilápia, que correspondeu a 96% de toda a oferta estadual em 2021, com 139,2 mil toneladas produzidas. O montante equivale a 38,5% de toda a carne da espécie de peixe do País no ano, que foi de 361,3 mil toneladas. Apenas com essa espécie o salto foi de 211% (era de 44.748 toneladas em 2013)

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De acordo com o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, o resultado é reflexo dos grandes investimentos realizados nos últimos anos, em especial pelas cooperativas paranaenses.

“A Copacol e a C.Vale direcionaram expressivos volumes de recurso para a implantação de estruturas de abate de tilápias, beneficiando toda a cadeia produtiva”, afirmou. “Adicionalmente ao efeito econômico do funcionamento dos frigoríficos, há o impacto positivo em termos de renda no âmbito rural, uma vez que centenas de produtores estão integrados a esse processo no Estado”.

De acordo com o Anuário PeixeBR , publicação de referência do setor, que trabalha com outros dados, o Paraná deve manter o protagonismo também em 2022, com a produção de 194 mil toneladas, à frente de São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Santa Catarina. O Brasil alcançou 860 mil toneladas nesse indicador. De 2021 para 2022 a evolução na Região Sul foi de 2,4%. No mundo, foram produzidas 6,5 milhões de toneladas do pescado no ano passado.

EXPORTAÇÕES – O dinamismo na produção paranaense se estende também ao comércio exterior. O Estado lidera as exportações de filés de peixe, com a venda de US$ 5 milhões no mercado internacional em 2022, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Nesse segmento, o Paraná respondeu por 29% do total vendido pelo Brasil ao exterior no ano passado, seguido por Mato Grosso do Sul (19,1%), Pará (15,3%) e Ceará (11,3%).

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O mercado norte-americano se destaca entre os compradores internacionais dos filés de peixes produzidos no Estado, com a aquisição de um total de US$ 4,2 milhões em 2022. Depois estão os mercados da Líbia e do Canadá.

APLICATIVO – O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, lançou em fevereiro deste ano um aplicativo que visa facilitar a comercialização da produção estadual de peixes. O Vendo Meu Peixe, disponível para dispositivos Android e, em breve, também para iOS, pode ser utilizado por piscicultores, abatedouros e compradores de peixe de todo o Estado, facilitando o contato e a negociação entre as diferentes partes envolvidas na cadeia produtiva.

Fonte: Governo do Paraná

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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