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Paraná levou ao Salão Nacional do Turismo experiências com lavanda e mergulho virtual

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O estande do Paraná no Salão Nacional do Turismo, no Rio de Janeiro (RJ), permitiu aos visitantes conhecer e sentir a natureza, cultura e gastronomia do Estado. O Salão Nacional do Turismo foi organizado pelo Ministério do Turismo, e reuniu, até este domingo (11), representantes da área de todos os estados.

O público estimado pela organização ultrapassou 100 mil pessoas. O estande do Paraná foi montado pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e pelo Viaje Paraná, órgão de promoção do turismo do Estado. Os visitantes foram recepcionados pela Kapivara Comk, personagem famosa da capital do Estado.

Durante os quatro dias de programação, mais de 80 expositores paranaenses apresentaram seus produtos e serviços. Eles são profissionais de hospedagem, restaurantes, agências de viagens, gastronomia e artesanato, além de representantes de municípios e de Instâncias de Governança Regionais (IGRs), responsáveis por atuar no fomento ao turismo em suas regiões.

“Este espaço ficou incrível, mostrando o que de fato os turistas encontram no Paraná. Aqui o visitante não passa apenas olhando, ele sente, pode pegar, degustar, sentir. Temos experiências de sol e praia, gastronomia, arte, natureza, enfim, uma parte do que o Estado tem a oferecer ao País”, disse o secretário do Turismo, Márcio Nunes.

Entre as atrações, foi criado o espaço para mostra do artesanato paranaense, em parceria com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). “É muito importante apresentar o Paraná com essa dinâmica diferente. As pessoas se interessaram pela lavanda e não sabiam que ela é produzida no Estado. Da mesma forma o café, o Museu Oscar Niemeyer, foram escolhas muito interessantes e práticas”, destacou o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes.

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ARTE E INSTAGRAM – Pelo turismo cultural, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura holandesa no Brasil. O visitante pode experimentar os trajes típicos holandeses (roupa, tamancos e chapéu) e tirar fotos com a imagem do Parque Histórico de Carambeí ao fundo, que mostra tulipas e moinhos.

O Museu Oscar Niemeyer levou um cenário interativo, com uma moldura de quadro tendo como fundo o famoso olho. A expositora Leda Godoy Rosa explicou que levou ainda uma atividade prática na qual os participantes fizeram suas próprias obras de arte. “O visitante recebe um papel sulfite e giz de cera para poder fazer uma frotagem com inspiração nas obras do artista paranaense Poty Lazarotto”, disse.

A frotagem é uma técnica em que se fricciona um instrumento de desenho, como um lápis, sobre uma folha de papel, apoiada sobre uma superfície texturizada, produzindo uma espécie de gravura.

LAVANDA E CAFÉ – Outras atrações do estande paranaense passaram pela degustação de produtos regionais e experiências sensoriais. Elas foram selecionadas em parceria com o Sebrae-PR, dentro dos segmentos do turismo de natureza, sol e praia, rural, gastronômico e cultural.

Pelo turismo rural, a parceria foi com o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR). O visitante podia começar a experiência contemplando as paisagens da produção do café. Depois, distinguir pelo cheiro a variedade de aromas dos grãos de café e das terras férteis do Paraná. No próximo passo, escutava sons que indicavam a colheita, autênticos das fazendas, e degustava o café paranaense com cachaça.

Por fim, era possível experimentar hidratante para a pele à base de borra do café, com textura esfoliante. “Essa é uma mistura de óleo com café que deixa uma sensação suave na pele. Em vez de jogar fora, passamos a borra do café na pele junto com um óleo e depois lavamos”, destacou Adrian Saegesser, da Chácara Marabú, localizada em Rolândia.

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Outra experiência remetia aos campos de lavanda do Estado. Além de experimentar os produtos, foi possível sentir a fragrância calmante que preenche o ambiente e saborear delícias como o refrigerante com lavanda. “Misturamos o aromatizante com água com gás e transformando em um refrigerante muito gostoso. Também apresentamos produtos cosméticos como sabonetes, aromatizadores, creme para mãos, óleo, essências, e com a experiência de massagem nos visitantes”, explicou Denise Los, do Het Dorp, Vilarejo Holandês, localizado em Carambeí.

SOL E PRAIA – No segmento sol e praia, os participantes encontraram cadeiras de praia e guarda-sol para conhecer as paisagens do lago de Itaipu. Também foi possível “mergulhar no Rio Paraná” com óculos de realidade virtual. As experiências do turismo de natureza foram produzidas em parceria com o Ekôa Park, que atua com o turismo dentro da Grande Reserva da Mata Atlântica, em Morretes.

O espaço paranaense também distribuiu mudas e sementes de árvores que estão na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção. Outra experiência foi a oficina de bioconstrução. Os participantes conheceram a técnica chamada adobe, que é o nome dado a um tijolo ecológico. Os participantes aprendem a confeccionar esse material.

Outros empresários paranaenses também levaram seus produtos para o Salão Nacional, como o tradicional submarino do Bar do Alemão, localizado em Curitiba.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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