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Paraná ganha mais uma PCH com capacidade de atender 15 mil residências

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Um dos principais geradores de energia limpa do Brasil, o Paraná ganhou mais uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), com capacidade para atender cerca de 15 mil residências. O vice-governador Darci Piana participou nesta quinta-feira (2) da inauguração da PCH Lúcia Cherobim, construída no Rio Iguaçu, no limite dos municípios da Lapa e de Porto Amazonas, na Região Metropolitana de Curitiba.

O empreendimento do Grupo CPFL Energia e da chinesa State Grid recebeu investimentos de R$ 421 milhões e tem potência instalada de 28 MW. A construção da PCH empregou cerca de 1,8 mil pessoas na fase de obras, que durou 28 meses.

“O Paraná responde por mais de 30% da geração de energia renovável no Brasil, e a PCH Lúcia Cherobim vem se somar às centenas de empreendimentos que produzem energia limpa no Estado”, ressaltou Piana. “Estamos fazendo um esforço muito grande no Governo do Estado para trazer empreendimentos como este ao Paraná, que beneficiam nossa economia e nossa gente”.

Por conta da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o território estadual abriga 126 complexos desse tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 MW, a segunda maior do país, perdendo apenas para o Pará, com 22.393 MW.

E para incentivar a instalação de novos empreendimentos hidrelétricos de menor porte no Paraná, o Governo do Estado reduziu a burocracia envolvida para a liberação das PCHs e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), que passaram a ter uma nova dinâmica para emissão de licenciamento ambiental. Com isso, o prazo médio de liberação passou de 814 dias, em 2020, para apenas 60 dias.

O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, destacou que mais de 80 usinas hidrelétricas foram licenciadas pela atual gestão. “A PCH Lúcia Cherobim é fruto de investimentos de duas empresas, uma chinesa e uma brasileira, e é uma maravilha porque não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas”, disse. “Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”.

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“Desde 2019, com a emissão de uma resolução, criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários”, disse o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza.

“Demos uma atenção especial à geração hidrelétrica, que por não ser intermitente, está constantemente produzindo, faça chuva ou faça sol”, salientou Souza. “O que fizemos nesses anos foi criar uma forma de atendimento aos empreendedores, inclusive com nosso sistema de gestão ambiental adaptado para esse licenciamento e um número grande de técnicos que analisaram toda a complexidade envolvida nesse processo”. 

Além de fortalecer o fornecimento de energia na região, a PCH vai contribuir para a ampliação de áreas cobertas por vegetação nativa, seja nas margens do Rio Iguaçu, seja nas áreas de compensação florestal, com a criação de uma Unidade de Conservação no município de Porto Amazonas.

“A usina já se encontra em plena operação, atendendo cerca de 15 mil famílias, aproximadamente 60 mil pessoas, e o projeto foi concebido pensando no menor impacto possível”, explicou o CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella. “Foi muito bem pensado para ter um aproveitamento ótimo do Rio Iguaçu e que veio com um conceito na tecnologia de engenharia para gerar energia limpa e renovável em benefício da sociedade”.

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EMPREENDIMENTO – A concepção da PCH Lúcia Cherobim previu o aproveitamento da queda d’água do rio, por meio de um barramento com trecho em terra e estrutura de pedra, na margem direita, e o restante em concreto, tanto no leito do rio como na margem esquerda. A captação das vazões serão turbinadas, na margem esquerda do rio, por meio de um canal de adução, seguido de tomadas d’água e condutos forçados até a entrada das turbinas.

O vertedouro é do tipo soleira livre, dimensionado para a vazão recorrente, mas com sobrelevação para, quando houver cheias no rio, não haja riscos de transbordamento, o que atende aos requisitos de segurança de barragens. O reservatório tem 1,47 quilômetro de área e a barragem chega à altura de 26,80 metros. 

A usina conta com três unidades geradoras. A energia gerada na PCH foi conectada à subestação Cherobim, da Copel, com as linhas de transmissão chegando às subestações da Copel na Lapa e em Palmeira.

A usina é do grupo CPFL Energia, que é uma das líderes no setor elétrico brasileiro, com negócios em distribuição, geração, transmissão, comercialização de energia elétrica e serviços. O grupo, que em 2017 passou a ser parte da estatal chinesa State Grid, já conta com dois empreendimentos energéticos no Paraná. Já a State Gride é a maior empresa de serviço de utilidade pública do mundo, sendo responsável pela distribuição de energia para mais de 1,1 bilhão de pessoas na China. 

VICE GOV LAPA

A energia gerada na PCH foi conectada à subestação Cherobim, da Copel, com as linhas de transmissão chegando às subestações da Copel na Lapa e em Palmeira. Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria

CARACTERÍSTICAS – As Pequenas Centrais Hidrelétricas são unidades de geração de energia de pequeno porte que, de acordo com a legislação brasileira, variam entre uma potência igual ou superior a 5 MW e igual ou inferior a 30 MW. Na comparação com as centrais hidrelétricas de grande porte, as PCHs têm um potencial de impacto menor ao meio ambiente e podem demandar estruturas menores para a transmissão de energia.

As centrais têm uma das menores pegadas de carbono entre todas as formas de geração de energia existentes e não sofrem com intermitência na produção de energia, o que garante sustentabilidade e segurança às regiões que atendem.

Entre as vantagens das PCHs no aspecto ambiental, estão a contribuição para a limpeza dos rios por meio da remoção do lixo flutuante, a proteção das margens dos rios contra erosão e a possibilidade do reaproveitamento da água para múltiplas finalidades, como irrigação, piscicultura, lazer, entre outros.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Sanepar, Wilson Bley; o cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng; os prefeitos de Porto Amazonas, Elias Gomes da Costa; e da Lapa, Diego Ribas; e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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Com foco em IA, BRDE Labs apresenta empresas e conceito da edição de 2025

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, deram início, nesta semana, a mais uma edição do BRDE Labs. Em 2025, o programa tem como foco a Inteligência Artificial e vai conectar startups a grandes empresas para o desenvolvimento de soluções inovadoras. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Brasil), que auxilia na captação de empresas participantes.

O evento de lançamento foi realizado no Centro de Realidade Estendida da PUCPR e reuniu representantes das dez companhias âncoras desta edição: 3L Bike Parts, Atlas Eletrodomésticos, Bree, Brose, C.Vale, Grupo Gondaski, Horse, Lojas MM, MGL Mecânica de Precisão e Millpar. Cada empresa foi apadrinhada por um colaborador do BRDE, que dará suporte ao longo do processo de desenvolvimento das soluções.

As empresas participantes conheceram em detalhes o programa, que tem como finalidade a apresentação de uma Prova de Conceito (PoC) criada pelas startups para as empresas. Esse modelo permite testar a viabilidade de soluções antes de sua implementação definitiva. O programa também disponibiliza uma comunidade digital, ferramenta para conexão dos participantes de todas as edições do programa e para divulgação de conteúdos de interesse. O edital das startups que planejam desenvolver conexões com IA está previsto para maio.

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O superintendente do BRDE, Paulo Starke Junior, destacou a importância de fomentar a inovação no setor empresarial. “Somos o maior financiador de inovação com recursos direcionados no País, mas sabemos que inovar vai além do financiamento. Criar um ambiente propício ao desenvolvimento é essencial para gerar soluções transformadoras”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a colaboração entre clientes, parceiros e empresas é fundamental para fortalecer a conexão entre startups, universidades e o mercado.

Criado em 2020, o BRDE LABS tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação no Sul do Brasil, capacitando startups e conectando-as a empresas em busca de soluções estratégicas para seus desafios internos. Desde seu lançamento, o programa já impactou 47 organizações em 31 cidades do Paraná e acelerou 59 startups.

Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, disse que o programa impulsiona o desenvolvimento do Paraná. “Ele abriu caminho para a criação de novas iniciativas, promovendo não apenas a pesquisa, mas também a conexão com o mercado dentro da economia 4.0”, disse. “A IA já faz parte da realidade do mercado e sua incorporação aos produtos e serviços pode trazer ganhos expressivos em eficiência”.

A 3L Bike Parts, uma das âncoras desta edição, conheceu o BRDE LABS em um evento realizado em 2024. Paulo Henrique Valasque, diretor de engenharia da empresa que tem foco na produção e comercialização de componentes para bicicletas de alta performance, conta que o interesse foi imediato, levando a participar da iniciativa.

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“Muitas vezes estamos tão focados no dia a dia da empresa que não percebemos o vasto mundo de inovação ao nosso redor. Estar nesse ambiente, junto a outras companhias, nos mostra quantas oportunidades estão surgindo e como podemos adotar novas ferramentas para otimizar desde a rotina até aspectos que impactam significativamente o nosso negócio”, ressaltou.

Empresas veteranas no programa, como Bree, Brose e C.Vale, também reafirmaram os benefícios da iniciativa.

Alessandra Anami, gerente de engenharia, laboratório e SGI da Bree, destacou que a participação permite ampliar o conhecimento sobre inteligência artificial e implementar soluções inovadoras. “O programa nos conecta com o que o mercado está fazendo e amplia nosso conhecimento sobre inteligência artificial. Com isso, ganhamos em dois aspectos: primeiro, por meio dos treinamentos e capacitações que aceleram nosso aprendizado, e segundo, pela oportunidade de solucionar um problema de maneiras que, muitas vezes, nem imaginávamos”, explicou.

Fonte: Governo PR

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