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Paraná busca parcerias com o Reino Unido em educação, infraestrutura e energia verde

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O Paraná quer estreitar as parcerias com o governo britânico em áreas como educação, infraestrutura e energias renováveis, além de ampliar o comércio bilateral com o Reino Unido. Como parte desse processo, o vice-governador Darci Piana recebeu nesta segunda-feira (29), no Palácio Iguaçu, a cônsul-geral do Reino Unido em São Paulo, Sarah Clegg, para apresentar os potenciais e os projetos do Estado nessas áreas.

Piana destacou uma série de projetos em andamento no Paraná, como a Nova Ferroeste, único projeto de infraestrutura da América Latina incluído no Sustainable Markets Initiative (Iniciativa de Mercados Sustentáveis), fundo criado pelo rei Charles III para apresentar ao mercado privado soluções sustentáveis para a transição a um futuro mais saudável.

“Temos muitos projetos de infraestrutura em andamento, como a Nova Ferroeste e as concessões rodoviárias, que estão abertos para a participação de investidores estrangeiros. O Reino Unido já teve um papel importante na implantação de ferrovias no Brasil e pode ser um parceiro estratégico novamente nesta área junto com o Governo do Paraná”, salientou o vice-governador.

Um dos principais produtores de energia renovável do País, o Paraná quer avançar em novas fontes energéticas, como biogás, biometano e hidrogênio verde. “Um dos grandes interesses do governo britânico é na área de energia renovável, com as nossas empresas tendo grande expertise nesse setor. O Paraná pode ser um parceiro em potencial nesse sentido”, afirmou a cônsul. “Queremos identificar os interesses em comum com o Estado para termos mais parcerias”.

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Na área da educação, um dos destaques é o programa Ganhando o Mundo, que neste ano está levando mil alunos da rede estadual para um intercâmbio gratuito em países de língua inglesa, sendo que 50 deles já embarcaram para a Inglaterra. O interesse do Governo do Estado agora é na ampliação do ensino técnico dos estudantes e também a formação continuada dos professores, com a possibilidade de também enviá-los para um intercâmbio ao país europeu.

AGENDA INTERNACIONAL – O Paraná também tem um histórico de parcerias bilaterais com o Reino Unido. Em 2022, a Invest Paraná realizou uma rodada de negócios com empresas britânicas na sede do consulado, em São Paulo. Um dos resultados do evento foi justamente a inclusão da Nova Ferroeste no Sustainable Markets Initiative.

A ideia agora é estreitar ainda mais esses negócios. Londres, a capital do Reino Unido, deve ser um dos destinos das missões internacionais promovidas pela Invest neste ano. A expectativa é que a agenda ocorra no segundo semestre de 2024, com foco nas áreas de energias renováveis, inovação, fundos de investimentos e agronegócio.

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PRESENÇAS – Também acompanharam a reunião os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; da Educação, Roni Miranda; e da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; o cônsul honorário do Reino Unido em Curitiba, Adam Patterson; o diretor-presidente de Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor de Relações Institucionais e Internacionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; e a chefe do escritório do Itamaraty no Paraná, a embaixadora Lígia Maria Scherer.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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