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Novos viadutos vão eliminar gargalos e melhorar o trânsito na região de Maringá

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Parte do pacote de investimentos de R$ 3,4 bilhões do Governo do Estado, anunciado nesta terça-feira (07) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, vai beneficiar diretamente a região de Maringá, no Noroeste do Paraná. Na região, o governo vai construir cinco novos viadutos e uma trincheira nos cruzamentos das rodovias estaduais que passam por Maringá e pelos municípios vizinhos de Sarandi e Mandaguari, com a BR-376, que é o principal corredor de ligação das regiões Norte e Noroeste.

A construção de um novo viaduto no entroncamento da PR-317 com a BR-376, ao lado do Catuaí Shopping Center, vai resolver os frequentes congestionamentos e acidentes que ocorrem na região atualmente. O projeto foi doado ao DER-PR pela prefeitura de Maringá e as obras estão estimadas em cerca de R$ 81,5 milhões.

A intervenção também vai permitir melhorias de acesso à PR-323 a partir da cidade. Também fará com que o tráfego de longa distância de quem se locomove pela BR-376 aconteça sem interrupções.

De acordo com o governador, o projeto atende uma das principais demandas viárias dos maringaenses. “É uma obra importantíssima, pois irá acabar com os congestionamentos, que ocorrem, em especial, nos horários de pico, entre a manhã e a tarde em Maringá, solucionando um grande problema da cidade, algo que era muito desejado pela população”, afirmou Ratinho Junior.

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SARANDI O município vai receber a construção de dois novos viadutos na BR-376. Eles serão erguidos do quilômetro 181,34 ao quilômetro 182,10, em uma extensão de 760 metros, nas alturas da Avenida Rio de Janeiro e Avenida Brasil. O modelo é semelhante ao que foi implementado nos viadutos da BR-277, entre Campo Largo e Curitiba, com dois viadutos alongados, funcionando como bolsões incorporados às vias marginais.

A obra facilitará a ligação entre as regiões Norte e Sul da cidade, além de servir como retorno, aliviando o tráfego na BR-376, principal ligação do município com Maringá. O projeto prevê duas interseções ligando a Avenida Antônio Volpato e a Avenida Ademar Bornia (vias marginais da BR-376), garantindo a estrutura necessária para atender a crescente demanda da população da região.

“Sarandi tem crescido muito e ficou dividida ao meio pela BR-376. Conta, atualmente, com apenas dois pequenos viadutos para travessia de um lado para o outro da cidade, o que causa congestionamentos”, explicou Ratinho Junior durante a apresentação do detalhamento das obras, no Palácio Iguaçu.

A licitação está marcada para 31 de março e será na modalidade Concorrência com Regime de Contratação Integrada, que prevê a elaboração do projeto básico e do projeto executivo de engenharia, e a execução da obra em um mesmo contrato. Neste modelo, o valor máximo da licitação é sigiloso.

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MANDAGUARI – O Governo do Estado destinará R$ 23,2 milhões para construção de dois viadutos e uma trincheira na PR-444 por meio de convênio firmado com o município. A PR-444, que faz entroncamento com a BR-376, integra o principal o corredor de ligação entre Londrina e Maringá e os demais municípios da região.

Além de receber um grande fluxo de veículos diariamente, o trecho que receberá as novas estruturas é formado por um complexo de indústrias em ambas as margens da rodovia. A principal dificuldade é para fazer contornos e acessar o lado oposto da pista.

A trincheira será construída no quilômetro 38 da rodovia, na altura da Estrada Alegre. Já os dois viadutos ficarão entre os quilômetros 34 e 36, nas regiões das ruas Mario Benedetti e José Taccola. O projeto também prevê alças de acesso, vias marginais, dispositivos de drenagem e nova sinalização. O prazo de execução previsto é de 550 dias a partir da emissão da ordem de serviço.

Fonte: Governo do Paraná

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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