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Novo recorde: BRDE garante financiamentos de R$ 4,4 bilhões para projetos do Sul em 2022

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) bateu seu recorde histórico em movimentação de negócios na Região Sul em 2022, com um total de R$ 4.418.007.598,71 injetados na economia. Com R$ 1,7 bilhão contratados, o Paraná lidera entre os estados do Sul (Rio Grande do Sul teve R$ 1,5 bilhão e Santa Catarina, R$ 1,2 bilhão) e também supera sua marca histórica, uma vez que em 2021 atingiu R$ 1,4 bilhão, com média aproximada de R$ 1,2 bilhão desde 2019.

O crescimento das operações do banco, que envolvem o setor produtivo como um todo (Agronegócio, Indústria, Comércio, Serviços, Infraestrutura, Pequenos Negócios e Inovação), chega a quase 185% nos últimos quatro anos. Em 2019, o total movimentado foi de R$ 2,3 bilhões para o fomento de municípios.

Os investimentos na Indústria representaram 30,7%, segmento seguido pelos setores de Comércio e Serviço e Agronegócio, ambos com 24,6%. Infraestrutura reúne 19,8%. De acordo com o banco, aproximadamente 78% das linhas oferecidas se enquadram em ao menos um ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável). São 40 mil clientes em 61 anos de atuação.

“O resultado do BRDE é reflexo da nova mentalidade das nossas equipes, gestão e parceiros; um novo BRDE, formado pelo Banco Verde, com o mote da sustentabilidade e inovação, diálogo com a sociedade e a participação na construção de políticas públicas em consonância com as diretrizes estaduais”, explicou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

“Somos o maior banco de desenvolvimento social e econômico do Sul, pautado pela transformação social, transparência dos atos e especialmente geração de empregos, compromisso com a Agenda 2030 e efetividade da Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática”, acrescentou Bley, à frente da presidência do banco desde novembro de 2021.

PARANÁ – A atuação no Paraná se destacou na Agropecuária, com 31,7% de contratações. O Banco do Agricultor Paranaense, programa que tem o Governo do Paraná como ente que subsidia os juros, contratou, em 2022, 537 operações, somando R$ 126.993.370,93. No total, desde o início em abril de 2021, são R$ 168.709.881,84 movimentados por produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, além de agroindústrias familiares, projetos que utilizem fontes renováveis de energia e programas destinados à irrigação.

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O programa Trator, Implementos e Equipamentos Solidários para a Agricultura Familiar do Estado do Paraná, que possibilita o financiamento, com preços mais acessíveis, de tratores, pulverizadores e colhedoras para pequenos produtores, teve contratadas, via BRDE, 763 operações em 2022, com valor de R$ 137.075.977,79.  No total, já são R$ 415.410.174,82. Trata-se de parceria entre a Secretaria da Agricultura e Abastecimento, IDR-Paraná, Fomento Paraná, agentes financeiros e cooperativas de crédito, além de fabricantes de implementos, equipamentos e tratores.

Segundo Bley, o BRDE consolidou sua reaproximação às políticas públicas estaduais ao focar nos programas Banco do Agricultor e Trator Solidário no Paraná. “Estar alinhado aos programas de governo fortalece a atuação do BRDE e alavanca os negócios, inclusive reduzindo riscos para o banco, quando tecnicamente bem definidas as políticas”, salientou.

DIVERSIFICAÇÃO – A diversificação de fundos de investimentos foi um dos fatores fundamentais para o avanço do BRDE como maior banco de desenvolvimento do Sul. Foram 10.415 contratos no total, com destaque aos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido de Finame, Financiamento de Máquinas e Equipamentos e do próprio BRDE.

Ainda em 2022, o banco obteve junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aprovação para novas operações através de organismos internacionais que somam R$ 2 bilhões pela cotação atual das moedas estrangeiras. O aval é para captações junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na ordem de US$ 150 milhões, Banco Mundial (89,6 milhões de euros) e outros 134,6 milhões de euros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Para o diretor de Planejamento do banco, Otomar Vivian, os resultados históricos que o BRDE alcançou no ano passado reforçam o papel estratégico da instituição. “O BRDE está fechando um ciclo com crescimento contínuo nos últimos anos. Foram muitos os desafios neste período por conta da pandemia, mas o banco se mostrou um parceiro importante, apoiando projetos cada vez mais voltados à inovação e à sustentabilidade”, frisou.

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MACROPROGRAMAS – Ao se tornar um banco alinhado com os novos tempos, o BRDE renomeou seus programas e linhas, a fim de facilitar as operações e possiblidades de crédito aos diversos segmentos. Os mais requisitados são Meu Agro BRDE, com R$ 2,1 bilhões; Meu Negócio é BRDE movimentou R$ 871,5 milhões; e BRDE Energia Sustentável, R$ 642,6 milhões. Entre os outros macroprogramas, há ainda BRDE Turismo, Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Municípios, Microcrédito, Responsabilidade Social, Jovem Empreendedor e Empreendedoras do Sul.

TECNOLOGIA – O BRDE modernizou seu aplicativo e 76% das solicitações virtuais se convertem em contratações. Ao efetuar o login, qualquer pessoa pode fazer uma solicitação de financiamento de forma simples com as principais informações sobre o produtor rural ou a empresa que deseja o crédito. A análise é acompanhada pelo solicitante por ali mesmo e, quando aprovada a contratação, o envio de documentos e o acompanhamento dos pagamentos também são feitos diretamente pelo aplicativos disponíveis para baixar nas duas versões Google Play e App Store.

CONCURSO PÚBLICO – Em dezembro passado, o BRDE abriu concurso público com 31 vagas e outras para cadastro reserva, com inscrições até dia 23 de janeiro. As funções são para pessoas com nível médio, superior. com salários de até R$ 9. 268,39. A data prevista para as provas é 12 de março de 2023.

De acordo com o diretor-administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira, os candidatos serão avaliados pela etapa discursiva e avaliação de títulos para cargos de nível superior. “Os candidatos serão avisados das provas por meio das publicações legais e pelo site da Fundatec. E os aprovados poderão trabalhar nas agências do BRDE em Curitiba, Florianópolis ou Porto Alegre. Essa é mais uma iniciativa do banco para expandir sua atuação, com profissionais qualificados para contribuir com o desenvolvimento da região Sul”, concluiu.

Mais informações sobre o concurso AQUI.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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