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Novo aplicativo para professores moderniza rotina na rede estadual

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O aplicativo LRCO Paraná, criado pela Celepar para a Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR), é uma inovação tecnológica que facilita a rotina dos professores da rede estadual. Além da chamada dos alunos por reconhecimento facial, já implementada, a nova versão permite aos docentes lançar conteúdos, notas e frequência de forma prática e integrada.

O LRCO, que substitui o antigo Escola PR Professores, é totalmente online, modernizando ainda mais a gestão das aulas e aumentando a eficiência nas escolas.

“Estamos muito satisfeitos com o lançamento do LRCO Paraná, um grande avanço na aplicação da tecnologia na educação. A ferramenta facilita a rotina dos professores e, ao mesmo tempo, aprimora o aprendizado dos alunos. Nosso objetivo é continuar inovando e oferecendo soluções que facilitem ainda mais o trabalho dos educadores”, afirmou o presidente da Celepar, André Gustavo Garbosa.

Desenvolvido em parceria com a Diretoria de Tecnologia e Inovação (DTI), da Seed-PR, o LRCO Paraná passou por testes em três escolas com cerca de 30 professores. A avaliação positiva durante o período resultou em pequenas melhorias, e a versão final do app foi lançada no mês passado.

Camila Furlan, da equipe técnica da Celepar, destacou o desafio de transformar uma aplicação web em um aplicativo funcional para dispositivos móveis. “Conseguimos fazer isso e ainda aproveitar os recursos nativos dos smartphones, como a câmera, o que trouxe o grande diferencial do reconhecimento facial para a chamada”, afirmou.

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O antigo aplicativo, lançado em 2018, exigia que os professores baixassem os dados no início do dia e os atualizassem quando houvesse acesso à internet. Essa funcionalidade foi útil em um momento em que muitas escolas do Estado ainda enfrentavam limitações de conectividade.

Com a melhoria da infraestrutura tecnológica nas unidades, o LRCO Paraná, agora totalmente online, permite uma gestão de aulas mais ágil e integrada, garantindo que os professores acessem e editem o Livro de Registro de Classe Online (LRCO) em tempo real, tanto pelo celular quanto pelo computador.

Astrid Adriane Koelbl Muniz, professora de Inglês do Colégio Estadual Professora Ziloah de Moura Carvalho, em Contenda, município localizado na Região Metropolitana de Curitiba, destacou o impacto positivo do novo app na rotina escolar.

“O melhor sistema operacional que já inventaram, plataforma bem acessível, fácil e rápida. Otimizou, e muito, o tempo do professor, mesmo usando diariamente e várias vezes ao dia”, disse.

De acordo com o secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, o novo aplicativo representa um avanço fundamental na modernização da educação do Estado. “Permite uma gestão mais eficiente e integrada, o que se traduz diretamente em melhores condições para o trabalho dos professores e, consequentemente, para o aprendizado dos alunos”.

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A campanha de divulgação do app, promovida pela Seed-PR, resultou na instalação de mais de 10 mil cópias em dispositivos Android na primeira semana. De acordo com o órgão, estima-se que cerca de 80 mil professores da rede estadual utilizem o app, impactando aproximadamente 1 milhão de alunos.

Com os planos de aprimoramento do LRCO, o app deve ganhar novas funcionalidades, como a integração da carteirinha do professor e melhorias na usabilidade, com previsão de implantação em 2025.

COMO ACESSAR O APP — Para utilizar o LRCO, os professores devem vincular sua conta da escola (@escola.pr.gov.br) na Central de Segurança (PIA), que é a Central Única de Login do Estado, permitindo acesso a diversos serviços. Além disso, é necessário ter um cadastro no sistema RHSeed, que contém informações importantes sobre o local de trabalho, carga horária, disciplinas e outros dados relevantes da vida profissional do docente.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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