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Matemática gamificada estimula alunos da rede pública na aprendizagem da disciplina

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Estudantes da rede estadual do Paraná contam, desde 2021, com ferramentas lúdicas para estimular a aprendizagem de uma disciplina que pode ser um desafio para muitos: a Matemática. Assim, por meio de jogos interativos e educacionais, os alunos têm uma opção a mais, paralela à sala de aula, para praticar de forma divertida exercícios de equação, porcentagem, trigonometria, entre outros conteúdos.

As atividades lúdicas são desenvolvidas em duas plataformas disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR): Matific e Khan Academy. A primeira é ofertada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental desde o segundo semestre de 2021 e, neste ano, passou a abranger também as turmas de 7º ano. No primeiro semestre de 2023, acessaram a plataforma mais de 4 mil professores e 263 mil alunos, que realizaram mais de 3 milhões de atividades.

No Colégio Estadual Professora Marli Queiroz Azevedo, em Curitiba, os desafios do Matific têm auxiliado os alunos na compreensão de conceitos matemáticos e no desenvolvimento do raciocínio lógico. Segundo o professor José Ricardo Dolenga Coelho, as atividades levam a um maior engajamento dos estudantes e, consequentemente, a melhores resultados de aprendizagem.

Outra importante função da plataforma é disponibilizar ao professor dados sobre a performance de cada estudante e turma em relação a cada conteúdo visto.

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“Consigo monitorar o progresso dos alunos e identificar a área em que eles mais necessitam de atenção. Então, ajusto meu plano de estudos e posso personalizar a aula, fornecendo feedbacks aos estudantes para que melhorem na área em que precisam”, diz José Ricardo.

Sophia Leonel Lamin (10), que está no 6º ano do Colégio Estadual Leôncio Correia, em Curitiba, diz que gosta do Matific e que está animada para avançar nas fases dos jogos. “Eu acho muito interessante fazerem esse tipo de jogo que é educativo, sobre o conteúdo que a professora passa”, afirma. “Foi assim que a Matemática virou minha matéria favorita.”

Neste primeiro semestre de 2023, o investimento da Seed-PR para a disponibilização do Matific aos estudantes foi de cerca de R$ 4,25 milhões.

NOVA PLATAFORMA – Disponível desde o início do ano letivo de 2023 para todos os estudantes desde o 8º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, além dos alunos do programa de reforço Mais Aprendizagem, a plataforma Khan Academy começou como projeto-piloto no último trimestre de 2022 e, agora, conta com quase 340 mil alunos ativos.

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A plataforma gratuita, criada por uma organização sem fins lucrativos, ganhou uma seção especial para os estudantes da rede estadual: o Curso Paraná, que consiste em uma série de aulas compostas por vídeos, artigos e exercícios, divididas trimestralmente, de acordo com o conteúdo previsto para cada série conforme a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). O curso foi disponibilizado por meio de um termo de cooperação, sem custos para a Seed-PR.

Ruan da Cruz Fortunato (12) estuda no 6º ano no Colégio Estadual Leôncio Correia, em Curitiba, e utiliza o Khan Academy durante as aulas de reforço do programa Mais Aprendizagem. “Eu acho muito legal. Tem muitas perguntas que eu gosto. Desde que comecei a usar, eu melhorei bastante”, diz o aluno.

“As turmas com as quais tenho utilizado o Khan Academy apresentam bons resultados”, diz a professora Luzia Regis Narok Pereira, que leciona no Colégio Estadual Professora Marli Queiroz Azevedo, na Capital. “Nós, professores, discutimos muito as possibilidades de utilização da plataforma com os alunos”.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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