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Lottopar publica edital de credenciamento de operadores de apostas

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O Governo do Paraná publicou nesta sexta-feira (19) o edital n° 001/23 para o credenciamento de operadores lotéricos para a exploração das apostas esportivas (apostas de quota fixa) no Estado. De acordo com o documento, os operadores deverão estar conectados integralmente à plataforma de gestão e meios de pagamento da Lottopar, autarquia responsável pela implantação do serviço público de loteria no Paraná, o que garantirá segurança e transparência ao processo.

O credenciamento para a concessão será realizado em duas etapas: a primeira destinada a qualificar os proponentes e a segunda fará a avaliação técnica para verificação do cumprimento de requisitos para a obtenção da concessão. O edital também está disponível no Portal de Compras Paraná e Portal da Transparência do Estado. A plataforma já foi contratada, também mediante licitação pública.

“O sistema de credenciamento é importante porque vamos atrair empresas sérias para trabalhar no Paraná, com critérios técnicos. E a plataforma fará o controle individualizado das atividades lotéricas e financeiras, possibilitando que a Lottopar gerencie e fiscalize de modo integrado tanto as atividades quanto o fluxo financeiro dos operadores lotéricos do Estado e dos apostadores”, detalha o diretor-presidente da Lottopar, Daniel Romanowski.

De acordo com o edital, é permitido participação de empresas e consórcios que cumpram os requisitos técnicos mínimos estabelecidos. O documento também exige que as empresas possuam capital social integralizado ou de patrimônio líquido igual ou superior a R$ 2 milhões, o que inibe “aventureiros”.

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Nessa modalidade, a Lottopar será remunerada pela concessão da exploração, em uma outorga fixa inicial de R$ 5 milhões e mais variáveis, todos os meses, de 1% sobre a receita bruta do operador do mês anterior. Além disso, 5% da receita bruta do operador deverá ser destinada para contrapartidas sociais, conforme previsto em lei.

A Loteria do Estado do Paraná (Lottopar) foi criada no final de 2021 através da Lei 20.945, que regulamentou o serviço público de exploração de loteria. O objetivo principal do serviço é gerar recursos para financiar ações para a promoção de direitos sociais. Até 2020, a legislação brasileira previa que as loterias eram um serviço público exclusivo da União.

O sistema lotérico do Paraná terá duas vertentes: aposta esportiva de quota-fixa, no formato das “bets”, e as loterias tradicionais, ambos podendo ser explorados em ambientes físico e virtual.

SEGURANÇA – Esse edital foi construído de maneira a resguardar a segurança do processo e por isso ocorre apenas após a contratação da plataforma, impondo obrigação da utilização dela para atuação no Paraná. A Lottopar, além fiscalizar os futuros operadores lotéricos, será a responsável por encaminhar denúncias sobre eventuais irregularidades.

Com a plataforma de gestão e monitoramento contratada pelo Estado, a Lottopar e os operadores do segmento conseguirão identificar irregularidades. “O monitoramento das apostas esportivas inibe fraudes e permite que atuemos em conjunto com as autoridades para o compartilhamento de informações sobre ações suspeitas, além de facilitar a prestação de contas aos órgãos fiscalizadores”, comenta o diretor-presidente.

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Além disso, a autarquia planeja adotar uma série de medidas para garantir a integridade e a transparência no mercado de apostas esportivas. Na vertente de educação e conscientização, serão estabelecidas parcerias com as entidades esportivas para conscientizar atletas e dirigentes esportivos quanto à imposição de se manterem afastados dos jogos. Serão criados canais de denúncia, materiais informativos e campanhas publicitárias para orientar toda a população sobre a tramitação do jogo.

LOTERIAS – Ainda em fase de implantação de sistemas e integrações necessárias, a expectativa é de que as loterias do Paraná, já com a possibilidade da realização apostas de quota fixa, estejam operando até o fim de 2023. Além do pagamento de prêmios, parte da arrecadação será destinada para programas sociais e o desenvolvimento de ações e serviços relacionados à segurança pública, habitação popular e promoção de direitos vinculados aos idosos, mulheres e crianças.

Fonte: Governo PR

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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