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Jornada de educação ambiental capacita profissionais da rede estadual de ensino

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Com o objetivo de divulgar e promover as diretrizes do Programa Estadual de Educação Ambiental do Paraná (Peea) nas escolas, a Jornada de Educação Ambiental, promovida pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) acontece nos dias 26, 27 e 30 de junho, com continuação em 03 e 04 de julho. A capacitação é voltada para professores, pedagogos e demais profissionais, sendo também aberta para participação de toda a comunidade.

Os módulos englobam diferentes temas envolvendo a educação ambiental, totalizando 16 horas de certificação. Esta é a primeira edição da jornada, que conta com 170 inscritos, entre educadores e colaboradores da rede estadual de ensino. O objetivo é preparar os profissionais da rede estadual a aplicarem, em sala de aula, as estratégias presentes no Peea, que prevê a inclusão da educação ambiental nas atividades escolares em todos os níveis e modalidades de ensino, com foco na sustentabilidade, fortalecendo o papel da escola como espaço educador cada vez mais sustentável.

“O Programa Estadual de Educação Ambiental será a principal ferramenta para a capacitação dos profissionais, no sentido de dar oportunidades a debates e implementar atividades voltadas à Educação Ambiental nas escolas da rede estadual. Para isso, contaremos com a orientação de professores e educadores que já vêm implementando ações práticas nas instituições nas quais atuam”, ressalta Maria Cristina Bittencourt, coordenadora do grupo de trabalho do Peea.

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Em formato 100% online, a jornada inclui temas como Educação Ambiental Formal e Educação Ambiental Não Formal, além de palestras sobre ações práticas como o cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs), Educação Ambiental e Esportes de Aventura, Mudanças Climáticas e Emergências Humanitárias.

Juliana Guimarães, professora do Colégio Estadual João XXIII, no município de Clevelândia, no Sudoeste do Estado, é uma das palestrantes. Responsável pela apresentação de um projeto de iniciativa própria, ela orientará os participantes sobre os primeiros passos para cultivar uma horta de Pancs.

“Começamos o projeto com dez turmas do ensino médio, já no ano passado. Coletamos plantas comestíveis ou medicinais como dente-de-leão, azedinha, coração de bananeira e amor perfeito. Depois plantamos essas primeiras amostras no terreno da própria escola e realizamos receitas com essas plantas”, diz.

Segundo Juliana, a ideia fez sucesso e o tema foi incluído na grade do sistema curricular eletivo da escola. “O plano é que a produção aumente a ponto de podermos incluir alguns desses alimentos na merenda”, afirma.

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“A partilha de conhecimentos e experiências com nossos colegas e alunos tem papel importante na influência positiva entre as famílias, amigos e a comunidade em geral. Lembremos que o meio ambiente é o legado que deixaremos para as futuras gerações e é nossa responsabilidade preparar os nossos jovens para enfrentar os desafios ambientais que herdarão, além de capacitá-los a serem agentes ativos na construção de um futuro mais sustentável e equilibrado”, acrescenta Maria Cristina.

LEGISLAÇÃO – O Programa Estadual de Educação Ambiental (Peea) foi instituído pelo Decreto nº 11.300/2022, alinhado à Política Estadual de Educação Ambiental. O normativo estabelece diretrizes, princípios e objetivos para o programa como instrumento de políticas públicas na educação formal e não formal do Paraná, na área ambiental.

Além da Seed, integram o grupo de órgãos gestores da Educação Ambiental do Paraná as secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável (Sedest); da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti); da Agricultura e do Abastecimento (Seab); e da Saúde (Sesa). As secretarias atuam em conjunto para a viabilização do Peea e articulação de projetos, inclusive no âmbito do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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