PARANÁ
IPR, nova ferramenta do Ipardes, dimensiona inflação mensal em seis cidades do Paraná
Publicado em
15 de dezembro de 2022por
Itajuba TadeuPuxado pelos produtos hortigranjeiros, o Índice de Preços Regional (IPR), que passa a calcular a variação no preço de alimentos e bebidas no Paraná, subiu 1,29% em novembro, na comparação com o mês anterior. O IPR foi lançado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e fará uma análise mensal de 35 itens alimentícios nas seis maiores cidades do Paraná, trazendo um indicador médio da inflação no Estado.
O item que teve o maior aumento no preço foi a cebola, com alta de 23,3% no mês passado. É seguida pelo tomate (14,17%), batata-inglesa (10,98%), laranja-pera (9,03%) e maçã (5,91%). Por outro lado, houve queda no preço do frango, que baixou 4,54% no mês, no leite integral (-2,98%), na margarina (-1,55%), no café (-1,16%) e no queijo mussarela (-1,03%).
O IPR de novembro foi 0,33% superior ao índice registrado em novembro do ano passado. A variação acumulada no ano chegou a 15,85%. A batata-inglesa foi o item que registrou o maior aumento, com alta de 106,94% entre janeiro e novembro, em relação ao acumulado nos mesmos meses de 2021. Já o feijão-preto ficou 10,07% mais barato, registrando a maior queda no período.
No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2021 e novembro de 2022, o IPR foi 15,1% superior ao registrado nos 12 meses anteriores. A cebola novamente puxou o índice para cima, com variação de 155,31% no período. E foi também o feijão-preto que apresentou a maior queda, ficando 12,19% mais barato.
O diretor de Estatísticas do Ipardes, Daniel Nojina, explica que o preço dos alimentos é reflexo de uma série de fatores, como o clima, o custo dos insumos, que é calculado em dólares, e até o cenário internacional, como no caso da Guerra na Ucrânia. “Assim como no resto do País, o índice está razoavelmente alto, e um dos motivos é que o Paraná está há pelo menos um ano e meio tendo problemas com o clima, muito quente, muito seco ou muita chuva. Isso prejudica a produtividade das lavouras, aumentando, consequentemente, o preço dos alimentos”, diz.
“Tivemos alguns meses do ano com queda no índice de inflação, mas o contexto ainda é de aumento de custos, com o dólar muito instável prejudicando o agricultor. Também tivemos flutuação na parte de combustíveis, que teve um alívio na metade do ano para cá”, analisa. “Temos, em geral, custos muito altos. Por isso ainda há, no contexto nacional e estadual, uma elevação no preço dos alimentos. O indicador está capturando essa variação em cada uma das seis regiões e também na média do Estado”.
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INDICADOR – O levantamento utiliza os registros fiscais da Receita Estadual do Paraná. O Ipardes faz uma média de 360 mil cotações por mês para a amostra, retiradas das notas fiscais emitidas em 366 estabelecimentos comerciais de diferentes portes, localizados nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.
Os 35 produtos avaliados foram definidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Paraná e representam cerca de 65% das compras de alimentos e bebidas dos paranaenses. Os dados completos do IPR do Estado e de cada uma das seis cidades analisadas estão disponíveis em um painel interativo no site do Ipardes.
A série histórica está sendo trabalhada pelo instituto desde 2020, sendo possível analisar a flutuação no preço de alimentos e bebidas nos últimos dois anos no Paraná.
“A partir de agora, municípios importantes do Paraná, que até hoje não tinham uma análise detalhada da inflação de alimentos, terão acesso a dados de excelente qualidade. Com esse serviço que o Ipardes está oferecendo, as maiores cidades do Paraná vão conseguir saber exatamente o comportamento dos preços dos alimentos, que têm um reflexo relevante na vida dos cidadãos”, ressalta o diretor-presidente do Ipardes, Marcelo Curado.
Segundo ele, os dados são importantes, por exemplo, para a elaboração de políticas públicas regionais e estaduais. “Será possível elaborar políticas mais direcionadas em função do comportamento particular do índice de preços nas cidades”, explica. “Até então, tínhamos apenas o IPCA medindo a inflação da Região Metropolitana de Curitiba, sem atender outros municípios que são polos de desenvolvimento no Paraná. Agora, temos uma visão mais regionalizada”.
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MUNICÍPIOS – Curitiba foi a cidade que registrou a maior variação em novembro em relação a outubro, com aumento de 1,55% na taxa do IPR. O índice na Capital no acumulado do ano foi de 16,38%, com aumento de 15,39% no acumulado de 12 meses. A maior variação no mês foi no preço da cebola, que subiu 21,39%. Já o quilo do peito de frango foi o produto que apresentou a maior queda na cidade, de -4,88% em novembro.
Já a cidade de Londrina, na região Norte, teve a menor variação no IPR em novembro, de 1,05%. A diferença acumulada do ano foi de 14,51% e, em 12 meses, chegou a 14,39%, também as menores taxas do Estado. Além da cebola (26,63%), que teve o maior aumento em todos os municípios no mês, a laranja-pera foi o segundo item com a maior alta, de 12,52%. O preço do quilo do peito de frango foi o que mais reduziu, com queda de 5,12%.
Em Maringá, no Noroeste, o IPR de novembro variou 1,47%, com alta de 17,35% no acumulado do ano – a maior do Estado para o período – e de 15,31% no acumulado de 12 meses. A cebola teve aumento de 26,11% no mês, seguida da batata-inglesa, com alta de 15,51%. A maior baixa foi no preço leite integral, que ficou 4,57% mais barato.
Ponta Grossa, nos Campos Gerais, teve aumento de 1,37% no IPR de novembro. A variação acumulada no ano foi de 15,8% e a acumulada de 12 meses chegou a 14,88%. Os maiores aumentos foram na cebola (22,08%) e no tomate (15,44%), com o peito de frango tendo a maior redução, de -,5,96%.
Em Cascavel, na região Oeste, a variação em novembro foi de 1,25%, com aumento de 16,03% no acumulado do ano e de 15,44% no de 12 meses – a maior alta no Estado para o período. Cebola (19,2%) e tomate (14,81%) puxam o índice para cima, enquanto o peito de frango apresenta a maior redução, de -4,08%.
Também no Oeste, o IPR de Foz do Iguaçu variou 1,25% em novembro, com aumento de 14,98% no acumulado do ano e de 15,13% no acumulado de 12 meses. A cebola teve alta de 24,58% e a batata-inglesa de 22,67%. Já o molho e extrato de tomate teve a maior redução entre todos os itens analisados no período, com baixa de -9,67% na cidade.

Fonte: Governo do Paraná
PARANÁ
Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava
Published
11 horas agoon
3 de abril de 2025By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.
Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora.
Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.
PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas.
Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.
O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.
Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”
CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES – Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.
A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.”
Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.
Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.
“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.
Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.
Fonte: Governo PR

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