NOVA AURORA

PARANÁ

Integração entre educação e campo: Agrinho premia 2,6 mil estudantes paranaenses

Publicado em

O programa Agrinho, promovido pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e que conta com a parceria do Governo do Estado, chegou à 29ª edição premiando quase 2,6 mil estudantes paranaenses (confira os resultados AQUI) e promovendo a integração da educação ao trabalho no campo. O vice-governador Darci Piana participou nesta segunda-feira (4) da cerimônia de premiação, que reuniu cerca de 4 mil pessoas no Expotrade Convention Center, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O programa reúne as redes pública e privada e é levado às salas de aula em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e com outras entidades e apoiadores. Os materiais didáticos próprios são distribuídos gratuitamente às escolas, dentro de uma proposta pedagógica que trabalha com os princípios da colaboração, interdisciplinaridade, transversalidade e pesquisa.

Para o vice-governador, o programa é um incentivo às novas gerações para que o Paraná se mantenha como uma grande potência do agronegócio. “Eu sou fã desse programa desde o início, porque ele incentiva as boas práticas aos jovens. É mais difícil mudar o as pessoas mais velhas, que descartam as embalagens de agrotóxico de qualquer jeito, mas dá para mudar os filhos que vão tocar aquela propriedade mais para frente”, afirmou.

“São iniciativas como esse que ajudam o Paraná a ser um grande produtor de alimentos ao mesmo tempo que é referência mundial em sustentabilidade, o Estado mais sustentável do Brasil”, ressaltou Piana. “É um programa fantástico, do qual somos parceiros por meio das secretarias da Educação e da Agricultura, entre tantas outras”.

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, explicou que a iniciativa paranaense já ultrapassou divisas e foi levada para outros estados, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rondônia e Ceará. “É um trabalho desenvolvido com escolas municipais e estaduais, colégios agrícolas, Apaes, temos parceria com o governo estadual. Um projeto que mostra a importância do agronegócio, a preocupação com o meio ambiente e ensinando na base, às nossas crianças e jovens, a valorização que eles devem ter a isso”, disse.

“Com o Agrinho, conseguimos tratar com as futuras gerações sobre a agropecuária, que é a principal atividade econômica do nosso Estado. O Paraná pratica a melhor agricultura do País, é o estado mais sustentável e é sempre muito importante tratar disso com a sociedade, principalmente com os jovens”, destacou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance.

“Gostaríamos de ter mais jovens na agricultura, porque isso significa mais acesso à inovação, mais modernidade e vida digna no campo. E esta é a oportunidade de discutir isso com uma parte importante da sociedade. Estamos plantando o futuro do nosso Estado, da nossa sociedade e da nossa agricultura”, complementou.

Leia Também:  Operação da PCPR apreende 10 toneladas de fio de cobre em Pinhais

O secretário da Educação, Roni Miranda, salientou que o programa é um incentivo aos estudantes paranaenses, que podem aproveitar o concurso para colocar em prática o que aprendem em sala de aula, inclusive em disciplinas como Robótica e Programação. “É o maior programa do Brasil que promove a integração entre agricultura e educação, em que os estudantes produzem trabalhos envolvendo também a sustentabilidade. Por isso o Paraná é hoje o estado mais sustentável e com a melhor educação, porque trabalha desde cedo com iniciativas como esta”, disse.

CONCURSO – Com o tema “Agrinho: do campo à cidade, colhendo oportunidades”, esta edição teve o maior número de inscritos da história. Foram mais de 1,3 milhão de participantes em 17 categorias. O Concurso Agrinho teve 658,1 mil alunos inscritos, e a categoria Redação Paraná somou mais de 551,6 mil participações. No total, 3.741 unidades escolares aderiram à iniciativa, entre escolas estaduais, municipais, particulares, colégios agrícolas e Apaes.

Entre os finalistas, está a equipe do Colégio Estadual Agrícola Getúlio Vargas, de Palmeira, que desenvolveu um sistema de robótica para alimentar animais a distância. “Nosso projeto foi de AgroRobótica. Desenvolvemos um comedor automático para colocar em fazendas, para possibilitar que o produtor possa sair em viagens e não ficar se preocupando em alimentar os animais, podendo manejar do próprio celular”, contou Flavia Spricigo, de 15 anos, estudante do 1º ano do curso técnico.

Filha de produtores rurais, ela tem aulas de robótica na própria escola e tem uma boa perspectiva de aplicação da tecnologia no campo. “A minha ideia é continuar trabalhando no campo, na parte de agronomia ou zootecnia, seja na propriedade dos meus pais ou na minha própria”, afirmou. “É ótimo aprender todas essas coisas na escola porque, querendo ou não, mexer com trator é uma grande tecnologia, na atividade leiteria também é muito aplicada. Então já temos essa base tecnológica”.

Professora de Projeto Integradores e orientadora da equipe, Carolina Baptista destaca a importância de contar com aulas como as de robótica na escola. “Participamos com dois projetos no prêmio, um deles ficou entre os quatro melhores do Estado. É um passo bem legal para as alunas, todas elas filhas de produtores rurais e que ainda estão no 1.º ano do curso técnico. É um passo bem importante”, disse.

Leia Também:  Prazo para pagamento das inscrições do Vestibular de Inverno da UEM é prorrogado

Luane de Oliveira, de 16 anos, estudante do 2º ano do Técnico em Administração no Colégio Estadual João Maria de Barros, de Campina Grande do Sul, foi finalista no concurso de redação. “Eu sempre gostei de ler e de escrever, sempre pratiquei muito e agora tenho muita facilidade, é algo que flui. Na minha redação falei sobre os pontos positivos e negativos no uso de drone, apontando o que poderia ser melhorado nessa tecnologia”, contou. “Fiquei muito emocionada quando descobri que seria premiada, chorei junto com a minha professora, que foi uma grande incentivadora”.

Além das categorias tradicionais, o evento também premia os vencedores das modalidades Robótica, Programação, Colégios Agrícolas e AgroRobótica. Os condecorados receberam prêmios como smartphones, tablets, chromebooks, notebooks e projetores multimídia, além dos três carros entregues às vencedoras da categoria Experiência Pedagógica.

PRÊMIO DE FORMAÇÃO – A integração entre os meios rural e urbano foi o eixo central dos três projetos premiados na categoria Experiência Pedagógica, premiados com carros zero km. Essa categoria reconhece o trabalho desempenhado pelos docentes na formação de cidadãos mais conscientes e engajados, inspirando os alunos a adotarem atitudes sustentáveis. 

O projeto que conquistou o primeiro lugar, desenvolvido pela professora Ana Paula Lazzeris Ghellere, da Escola Municipal Serafin Machado de Souza, em São Miguel do Iguaçu, abordou o conceito de empreendedorismo, destacando as relações entre o campo e a cidade, além das oportunidades de atuação em ambos os contextos. Em terceiro lugar, a professora Idana Cristina Menon, do Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora de Fátima, no distrito de Guamirim, localizado em Irati, trabalhou a valorização do aluno do campo, ressaltando a importância dos trabalhadores rurais e exaltando a qualidade da produção local de alimentos.

PRESENÇAS – Acompanharam a solenidade os secretários estaduais da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; e do Turismo, Marcio Nunes; o presidente da Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins; da Ocepar, José Roberto Ricken; e da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos; o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Alberto Emiliano Neto; o superintendente do Sebrae/PR, Vítor Tioqueta; o senador Sergio Moro; os deputados federais Tião Medeiros e Sergio Souza; os deputados estaduais Alexandre Curi, Luiz Claudio Romanelli, Maria Victória, Pedro Paulo Bazana, Fábio Oliveira, Anibelli Neto e Luís Corti; e o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento do Extremo Sul (Codesul), Orlando Pessuti.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Acordo do Estado e Instituto de Nebraska levará irrigação sustentável ao Noroeste do Paraná

Published

on

By

A irrigação sustentável vai se tornar realidade no Noroeste do Paraná e beneficiar os agricultores da região que sofrem os impactos da seca. O projeto é denominado IrrigaSIM e começou com uma pesquisa aplicada, já em andamento. A iniciativa é uma parceria entre a Fundação Araucária e o Daugherty Water for Food Global Institute, de Nebraska (EUA), em uma cooperação que envolve o Simepar e a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A parceria foi formalizada nesta quinta-feira (03), em solenidade na sede da Cocamar, em Maringá.

O IrrigaSIM envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. Pelo acordo, as partes vão trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.

“O aquecimento global precisa ser combatido com as armas da inteligência, da generosidade, jamais com as armas do orgulho. Por isso é bom que comece esse sonho no leito fértil e amoroso de uma cooperativa”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. “Que venham essas centopéias que andam pelos campos provocando os pivôs de irrigação. Que venham os aparelhos de tecnologia capazes de medir a evapotranspiração. Que venham os rapazes briosos do nosso Simepar, também trazidos com as mãos do IAT”, ressaltou Greca, na solenidade, que teve a participação do presidente do Conselho Administrativo da Cocamar, Luiz Lourenço; do prefeito de Maringá, Sílvio Barros, e da presidente da Câmara Municipal de Maringá, Majô Capdeboscq. 

“O acordo de cooperação científica, tecnológica e inovação com o Instituto de Nebraska vai promover a colaboração em áreas como agricultura, irrigação, desenvolvimento sustentável e conservação de recursos hídricos, com o apoio da Seab. “É um marco muito importante para o Paraná o início desse projeto de pesquisa em irrigação, porque saímos à frente naquilo que chamamos de sustentabilidade do uso da água”, afirmou o presidente do Simepar, Paulo de Tarso.

“O Paraná vai permitir ao produtor rural que tenha a possibilidade de iniciar um processo de irrigação com toda a segurança e conhecimento que um estado como o do Nebraska pode transmitir. É a resposta que o Governo do Paraná dá para a questão das mudanças climáticas e crise hídrica que têm atingido o agricultor”, disse Paulo de Tarso. 

Leia Também:  Comec solicita alteração de semáforos na BR-116, na Linha Verde e em Fazenda Rio Grande

Doze pesquisadores e 11 técnicos vão testar diferentes tecnologias no Noroeste, região que historicamente sofre com estiagem. De acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, feito em parceria com o Simepar, desde fevereiro de 2024, há seca na região. Nos meses de outubro e novembro de 2024 ela foi considerada moderada a grave, e atualmente permanece moderada.

O Instituto Água e Terra (IAT) terá a missão de fazer a outorga das águas que serão utilizadas nos dez mil hectares alcançados pelo projeto de irrigação. “Para isso, precisamos ter conhecimento para tomar decisões certas, garantir a compatilidade do uso da água. Temos a obrigação de gerir esse uso mútuo, porque a água da irrigação é a mesma água que vai diluir o efluente das cidades, das indústrias”, afirmou o diretor-presidente do Instituto, Everton Souza de Maringá.

O Simepar fará a pesquisa aplicada do projeto, e contará com HubX IA Meteo, que representa uma colaboração multi-institucional de entidades promotoras de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Esta parceria com o Instituto de Nebraska para levar irrigação do Noroeste do Paraná abre oportunidades para troca de conhecimento e tecnologias em área vital para o Paraná, avançando na nossa agenda de cuidados com o território, assegurando cada vez mais ganho de competitividade com sustentabilidade no agronegócio”, afirmou o diretor da Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. 

ESTUDO DE CASO – Durante o evento, Christofer Neale, diretor do Water For Food, explicou que o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, passou um ano trabalhando com eles no instituto. Foi a partir daí que Governo do Paraná conheceu e se interessou pelas ações realizadas no Nebraska na agricultura intensiva sustentável por irrigação. Uma missão do Governo do Paraná visitou os EUA e posteriormente uma equipe técnica do Simepar também esteve no instituto para estudo de caso, e agora os profissionais do instituto é que vieram ao Brasil para trocar experiências.

Leia Também:  Rodada de Negócios da Invest Paraná ajuda empresas de Guarapuava a criar novos vínculos

Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebraska, localizado na região Central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.

Apesar da irrigação, o aquífero do Nebraska é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente aos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente. O Estado do Nebraska exige plano integrado de recursos hídricos, e todas essas são informações importantes para a criação de um plano de irrigação no Paraná.

WATER FOR FOOD – Fundado em 2010, o Instituto Water For Food tem como missão transformar a água em abundância para a alimentação através de atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovações em irrigação e gestão da água. Desde 2014, a organização atua no Brasil em parceria com instituições de pesquisa e universidades, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Estadual Paulista.

As principais áreas de atuação no País são atividades de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de irrigação mais eficientes e sustentáveis. O instituto também oferece cursos e treinamentos para agricultores e técnicos sobre o uso eficiente da água na agricultura e a troca de conhecimento entre diferentes setores da sociedade sobre a importância da gestão da água para a segurança alimentar.

Entre os projetos em andamento em nível nacional, estão o “Mais Água, Mais Renda”, para aumento da produtividade da agricultura familiar no Nordeste; o “Irrigação Sustentável na Amazônia”, ligado à produção de cacau na região Norte; e o “Gestão da Água na Bacia do Paraná”, que busca soluções para a gestão integrada de um dos maiores mananciais hídricos da América do Sul.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA