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Inscrições para adquirir casas populares em Moreira Sales terminam no dia 28

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As famílias que buscam comprar uma das 52 novas casas populares que o Governo do Estado está construindo em Moreira Sales, na região Centro-Oeste, têm até o dia 28 de março para se inscrever no processo seletivo. Os interessados devem preencher a ficha de cadastro no site da Cohapar, responsável pela fiscalização da obra e seleção dos beneficiários.

Financiados diretamente pela companhia, os imóveis estão divididos em dois empreendimentos e têm plantas de 43 m² à 52 m², sendo as maiores adaptadas para pessoas com deficiência. Todas as casas contam com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço externa, cujo projeto arquitetônico e as dimensões dos lotes permitem futuras ampliações pelos proprietários.

Segundo o chefe do escritório regional da Cohapar em Campo Mourão, Ben-Hur de Souza, o empreendimento será entregue ainda neste semestre, depois que a comercialização das unidades for concluída. “As obras estão bem adiantadas, o empreendimento com 23 unidades está em torno de 95% e o conjunto de 29 unidades já passa dos 86% de execução” diz.

Ele reforça que é importante que todas as pessoas interessadas preencham o cadastro com atenção, ou revisem e atualizem as informações de seu cadastro atual. “Hoje a base de cadastros de Moreira Sales conta com 506 famílias. Nem todas as pessoas estão dentro dos critérios de seleção, e há cadastros que estão desatualizados. É importante verificar se o seu cadastro não está vencido ou com informações erradas”, completa.

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PROCESSO SELETIVO – Com um investimento de mais de R$ 5,3 milhões, os conjuntos são destinados a pessoas com renda familiar de até seis salários mínimos e que não possuem casa própria. A prioridade de atendimento será para aquelas que preenchem o maior número de critérios (mulher chefe de família, pessoa com deficiência na família, morador de área de risco ou desabrigado, criança e/ou adolescente na casa, BPC na família, ônus excessivo de aluguel).

Após o fechamento das inscrições, no dia 29 de março os técnicos da Cohapar iniciarão a análise de crédito dos pretendentes. Até este período é necessário que aqueles que tiverem interesse em participar estejam sem restrições em seu nome. Os inscritos serão organizados por ordem dos critérios e convocados por telefone, e-mail e publicação no site para apresentação dos documentos comprobatórios e simulação do financiamento.

O custo do financiamento poderá ser dividido em até 420 meses pelos beneficiários aprovados, que também poderão ter isenção de entrada e arcarão com juros imobiliários de apenas 2% ao ano. Famílias com renda de até três salários mínimos terão um desconto de R$ 15 mil no valor da unidade.

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ATENDIMENTO – Quem quiser saber mais sobre o projeto, esclarecer dúvidas ou tiver dificuldades na inscrição pode entrar em contato com o escritório regional da Cohapar. “O atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 17h, no telefone (44) 3518-2450, do escritório da Cohapar em Campo Mourão. Este número também funciona para mensagens via WhatsApp”, explica Souza. “A Prefeitura de Moreira Sales também está prestando assistência no CRAS para quem precisa de ajuda presencialmente”.

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Moreira Sales fica na Rua Maria Ferreira da Cruz, 550, no centro da cidade. O atendimento é feito pelas servidoras Izabela e Aline, de 2ª a 6ª feira, das 7h30 às 12h e das 13h30 às 17h.

Fonte: Governo do Paraná

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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