NOVA AURORA

PARANÁ

Guaíra 140 anos: governador anuncia maior investimento da história do teatro

Publicado em

O Teatro Guaíra celebra 140 anos neste mês de setembro com um grande presente. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (12) o repasse de R$ 50 milhões para uma série de melhorias no espaço, o maior investimento da história do teatro. Fundado em 1884 como Theatro São Theodoro, e desde 1954 na atual sede, o Guaíra se consolidou como um dos principais espaços culturais do Brasil e da América Latina.

“É o maior investimento da história do Teatro Guaíra desde a sua construção, para fazer desse espaço o ativo cultural mais moderno e tecnológico do Brasil, com uma revitalização total”, afirmou Ratinho Junior. “Será feita uma revitalização estrutural, investimentos para modernização dos equipamentos, com aquilo que tem mais moderno nos grandes teatros do mundo. Tudo isso para fortalecer a cultura paranaense, dando garantia para o Teatro Guaíra continue cada vez mais relevante pelos próximos 50 anos”.

O investimento contempla a reforma, revitalização, adequação e modernização da estrutura do Teatro Guaíra para receber com excelência espetáculos artísticos e culturais, que vão desde peças teatrais e concertos musicais até apresentações de ópera e balé. Somente em 2023, os espetáculos apresentados nos palcos do Guaíra receberam 378 mil espectadores e a expectativa, para este ano, é atingir um público de 500 mil pessoas.

Outra novidade será a criação de uma espécie de museu audiovisual para abrir o Guaíra a visitas guiadas permanentes. “Além das apresentações de teatro, música e dança, a ideia é fazer também um teatro-museu, abrir as portas do Guaíra para que a população de Curitiba, do Paraná e os visitantes que vêm de fora também possam conhecer sua história e bastidores”, salientou o governador.
Também está prevista a aquisição de novos equipamentos cenotécnicos e de instrumentos musicais para a Orquestra Sinfônica do Paraná, um dos quatro corpos artísticos permanentes da casa, ao lado do Balé Teatro Guaíra, da Escola de Dança Teatro Guaíra e da G2 Companhia de Dança.

“A materialização desse investimento simboliza a sensibilidade que o governo tem com a área cultural e a valorização das pessoas que atuam aqui, fazem esse teatro pulsar e que são a alma do Teatro Guaíra”, salientou a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira. “É um investimento necessário, principalmente nas áreas que não aparecem ao público, mas que são utilizadas pelas pessoas que trabalham aqui”.

A previsão é de que as obras iniciem no primeiro semestre do ano que vem. “Essa revitalização vai tornar o teatro cada vez mais técnico e atuante dentro da cena dos grandes teatros do País e do mundo”, afirmou o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro. “A reforma vai abranger toda a parte de bastidores, os estúdios de danças e os espaços dos músicos e bailarinos, que serão totalmente readequados”.

“Além disso, vamos criar espaços dentro do Teatro Guaíra para visitações do público, sem interferir na programação e no dia a dia da casa, para que todos possam aproveitar muito mais esse maravilhoso complexo cultural”, destacou Cavalheiro. “Estamos criando um caminho onde as pessoas vão poder se conectar com os bastidores, ver como funciona esse outro lado da cena, que desperta muita curiosidade do público”.

Leia Também:  Com anúncio de 16 viagens, Paranaguá entra na rota definitiva de cruzeiros internacionais

COMPLEXO ARQUITETÔNICO – Projetado pelo arquiteto Rubens Meister, o Teatro Guaíra começou a ser construído em 1951 como parte da celebração do Centenário da Emancipação Política do Paraná. O primeiro espaço foi inaugurado em 1954, o Pequeno Auditório Salvador de Ferrante, o Guairinha.

Programado para ser finalizado em 1971, o Grande Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, o Guairão, foi inaugurado em 1974, depois de um incêndio de grandes proporções atingir a estrutura quatro anos antes. Por fim, o Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, o terceiro espaço que compõem o complexo, abriu para o público em 1975.

O edifício, que é um marco da arquitetura modernista em Curitiba, foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Estado do Paraná em 2003. É um dos maiores complexos culturais da América Latina, com 16,9 mil metros quadrados e capacidade para 2,8 mil pessoas. O Centro Cultural Teatro Guaíra conta ainda com um quarto espaço, o Teatro José Maria Santos, localizado no bairro São Francisco e também tombado pelo Patrimônio Cultural do Estado.

REFORMA – Referência no Brasil e na América Latina por sua qualidade técnica e acústica, o Guaíra passará por uma grande reforma para melhorar ainda mais as performances no palco e a experiência do público, atendendo toda a parte interna do edifício.

Estão previstas a readequação de layouts internos, dos estúdios de dança e salas de ensaio, criação de vestiário para músicos da orquestra, reforma de banheiros, substituição das instalações elétricas, da iluminação interna e da fachada externa e do sistema de ar-condicionado nos estúdios e salas de trabalho.

Também haverá readequação do elevador e melhoras na acessibilidade das plateias dos três auditórios, dos camarins e do acesso entre a plateia e o palco. Outro projeto diz respeito à acústica, com o fechamento dos vãos entre os auditórios, além da instalação de isolamento e portas acústicas. Serão construídos, ainda, novos depósitos para equipamentos e instrumentos musicais e uma passarela no fundo do palco do Guairão, que também vai ganhar elevador de carga além da padronização dos quadros de energia.

Os recursos contemplam, ainda, a contratação de serviços de consultoria técnica para a elaboração dos elementos técnicos necessários para a aquisição de uma nova concha acústica profissional para a Orquestra Sinfônica e para a melhoria do isolamento acústico entre os auditórios Guairão e Guairinha.

Também será contratado o projeto executivo cenotécnico e de arquitetura cênica para os três auditórios, que inclui a instalação de novas varas de iluminação automatizadas, instalação de sistema de sonorização, infraestrutura para passagem de cabeamentos, vestimentas cênicas e acessórios de palco.

Leia Também:  Cohapar entrega as chaves de novo residencial e beneficia 256 famílias em Curitiba

Outra novidade é a adequação da arquitetura cênica do Edifício Andrade Muricy, construção quase centenária localizada no Centro de Curitiba que pode ser a nova sede da Escola de Dança Teatro Guaíra. Com 100 alunos fazendo aulas de dança gratuitas, a escola é o corpo artístico mais antigo CCTG, com 68 anos de história.

NOVOS INSTRUMENTOS – Prestes a completar 40 anos de existência, a Orquestra Sinfônica do Paraná, que é a maior e mais antiga do Estado, vai ganhar novos instrumentos musicais. Serão adquiridos um piano Steinway, cravo, harpa, celesta, contrabaixos, órgão e trompete, além mobiliários como estantes, pódio e cadeiras, entre outros equipamentos de iluminação, áudio e vídeo.

“A orquestra vai completar 40 anos no ano que vem e os instrumentos que a compõem precisam de uma manutenção constante. A vida útil de um piano de concerto, por exemplo, são três anos segundo a fábrica, e o nosso tem a idade da orquestra”, contou o regente da Orquestra Sinfônica do Paraná, o maestro Roberto Tibiriçá. “Está na hora de uma renovação e da manutenção desses instrumentos, que são caros. E só com vontade política podemos ter essa verba significativa”.

A melhoria da infraestrutura do teatro também vai interferir na qualidade técnica das apresentações, ressaltou o maestro. “Serão feitas novas salas para os músicos e a cereja do bolo, que é a concha acústica. O teatro é aberto e os sons vão para cima e para os lados, então vamos fechar o palco e a acústica ficará extremamente melhor. O nosso objetivo é consolidar o Guaíra como um dos melhores teatros da América do Sul”, afirmou.

SÉRIE DE REPORTAGENS – A história do Teatro Guaíra será destaque da série de reportagens “Guaíra 140”, produzida pela Agência Estadual de Notícias (AEN). As reportagens serão publicadas a partir desta segunda-feira (16) e seguem até a sexta-feira (20), no site da AEN. A série aborda desde os primórdios do teatro, construído em 1884 no terreno onde fica hoje a Biblioteca Pública do Paraná, os espetáculos marcantes e todo o movimento que tornou o Teatro Guaíra referência em cultura e produção artística.

E nesta sexta-feira (13), as portas do Teatro Guaíra se abrem ao público, que terão a oportunidade de conhecer os bastidores através de uma visita encenada à casa de espetáculos. A experiência “Guaíra do Avesso” faz parte das celebrações de 140 anos, sendo conduzida pelos técnicos do teatro e com a participação dos quatro corpos artísticos.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários estaduais da Fazenda, Norberto Ortigara; do Planejamento, Guto Silva; e da Comunicação, Cleber Mata; o diretor-presidente do Palco Paraná, Danilo Peres Buss; o diretor Artísitico do Teatro Guaíra, Áldice Lopes; o diretor de Operações do BRDE no Paraná, Renê Garcia Junior; a diretora da Escola de Dança Teatro Guaíra, Larissa Pansera; o diretor do Balé Teatro Guaíra, Luiz Fernando Bongiovanni; artistas e funcionários.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

Published

on

By

O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

Leia Também:  Paraná será sede da Copa do Mundo de Escalada, evento inédito na América Latina

O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

Leia Também:  Cohapar entrega as chaves de novo residencial e beneficia 256 famílias em Curitiba

CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA