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Governo já empenhou quase metade do valor total da Ponte de Guaratuba

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda, já garantiu quase metade do valor estimado para a construção da Ponte de Guaratuba, liberando R$ 178 milhões para a obra. Isso representa cerca de 46% dos R$ 386,9 milhões orçados para criar a tão esperada ligação entre as cidades de Matinhos e Guaratuba, no Litoral do Estado. Desse valor, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ligado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil), empenhou mais de R$ 108 milhões para a obra apenas em 2024.

Os empenhos correspondem à reserva de dinheiro do orçamento destinada para o pagamento de bens e serviços contratados. Na prática, isso significa que parte dos custos totais da obra já está separada e deve ser liberada à medida que os trabalhos avancem.

O levantamento mais recente do DER aponta que a construção da ponte já está quase 15% pronta em que R$ 55 milhões foram executados para o pagamento de pessoal, materiais e maquinários. Na atual etapa dos trabalhos, estacas de concreto de 470 toneladas estão sendo instaladas no trecho marítimo da baía de Guaratuba. Até o momento, 14 de 64 dessas estruturas já foram construídas.

“O empenho desse montante é resultado de um trabalho que a Diretoria de Orçamento Estadual (DOE), ligada à Secretaria da Fazenda (Sefa), vem realizando ao coletar saldos orçamentários disponíveis e os direcionando para as demandas prioritárias do Governo”, explica o diretor do Orçamento Estadual, Tadeu Cavalcante. “E a Ponte de Guaratuba é, sem dúvida alguma, uma delas”.

A Ponte de Guaratuba é uma das grandes conquistas do Governo do Paraná e uma demanda antiga de quem vive na região. Viabilizada com recursos do Tesouro Estadual, ela vai facilitar o tráfego entre os dois municípios. Há décadas, moradores e turistas dependem do ferryboat para fazer o trajeto.

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“A entrega deste empreendimento trará bastante conforto para toda a população paranaense”, antecipa o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destacando o quanto as balsas historicamente se tornaram um gargalo no fluxo de pessoas na região, sobretudo durante a alta temporada. “Então, por essa razão, é fundamental que a gente conclua a construção da ponte o quanto antes, evitando grandes transtornos e permitindo que esse já o litoral seja ainda mais utilizado por todos”.

Os 1.244 metros da estrutura contarão com quatro faixas de tráfego e mais duas de segurança, além de barreiras rígidas em concreto, calçada com ciclovia e guarda-corpo nas extremidades. O projeto ainda inclui mais 1.800 metros de acessos nas duas cidades, além da implantação de vias locais e conexão à Estrada de Cabaraquara.

DINHEIRO RESERVADO – De acordo com a DOE, os R$ 178 milhões já liberados para a construção da ponte foram destinados não apenas para os gastos de engenharia, mas também de desapropriação de terrenos na região próxima ao local por onde a ligação entre Matinhos e Guaratuba vai passar.

Atualmente são mais de 300 funcionários trabalhando e a expectativa é de que esse número dobre com o andamento da obra. A estimativa é de que, no ápice dos trabalhos, o número de profissionais chegue a 600 atuando nas diversas frentes simultaneamente.

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E esse montante é mais do que representativo, pois mostra o quanto o planejamento e a execução da obra estão avançados. A construção começou em outubro de 2023 com previsão de término de dois anos — e o Governo do Estado já tem garantido boa parte de todo o valor orçado. O restante virá da mesma fonte, ou seja, dos saldos orçamentários provenientes do Tesouro Estadual, frutos de uma gestão dedicada a aumentar os investimentos.

“A garantia dos recursos é a garantia da execução”, aponta o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex. “Nós estamos cumprindo rigorosamente o cronograma de construção da ponte. Já estávamos com 14% e fecharemos o mês chegando a 18% – e vamos seguindo o ritmo para manter a entrega absolutamente dentro do calendário programado para a população do Paraná. O governo trabalha unido para a entrega das grandes obras estruturantes do Estado”.

Tudo isso, inclusive, faz parte do investimento recorde que o Paraná registrou no primeiro semestre de 2024. Com um total de R$ 3,29 bilhões empenhados entre janeiro e junho deste ano, o valor é o maior já aplicado pelo Estado nos últimos 20 anos, segundo levantamento da assessoria econômica da Secretaria da Fazenda. Dentro desta cifra está incluído o total de R$ 1,15 bilhão aplicado na área de Urbanismo, o que inclui as grandes obras que estão sendo realizadas no Estado.

Fonte: Governo PR

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Escolas estaduais do Paraná que ofertam tempo integral recebem mais 3 mil kits de robótica

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Mais 100 escolas estaduais de todas as regiões do Paraná que ofertam educação em tempo integral estão recebendo do Governo do Estado, ao longo deste mês, 3 mil kits de robótica. Com essa entrega, chega a 23 mil o número de kits distribuídos às unidades paranaenses desde 2021.

“Com essa nova remessa, reforçamos mais uma vez que na rede estadual a inovação. A programação e a robótica estão lado a lado com o conteúdo pedagógico”, diz o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “É exatamente isso que temos buscado nas mais de 2 mil escolas da rede do Estado. É muito bom saber que os alunos que passam mais tempo na escola podem desenvolver mais e mais habilidades”.

O investimento nessa nova leva de kits foi de R$ 1,8 milhão, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados ao programa Escola em Tempo Integral, uma parceria do Ministério da Educação com a Secretaria da Educação do Paraná.

Entre os componentes eletrônicos estão  adaptadores de Wi-Fi, pilhas, baterias, displays, fitas de led, minisensores e resistores. Uma série de circuitos eletrônicos de comandos e peças que são utilizadas durante as aulas de Programação, Pensamento Computacional e Robótica, todas inseridas na grade curricular das escolas estaduais.

INVESTIMENTOS – Atualmente, mais de 160 mil alunos da rede têm acesso a práticas de robótica. O componente de programação chega a cerca de 500 mil estudantes de escolas estaduais. Os números foram alcançados após os investimentos de mais de R$ 30 milhões na compra dos kits – 2.577 unidades em 2021 e 18.380 no ano seguinte.

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Foi por meio do aprendizado nas aulas de Robótica que um grupo de alunos do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, construiu um protótipo de robô autônomo para auxílio no combate ao Aedes aegypti em sala de aula. A iniciativa dos estudantes é um exemplo de como a introdução da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem na rede estadual de ensino faz a diferença na formação dos jovens, estimulando a inovação e o empreendedorismo.  

Outro robô, desenvolvido por alunos do município de Toledo, na região Oeste do Paraná, auxilia na locomoção de pessoas com deficiência visual. Participaram deste projeto alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico Militar Frentino Sackser, sob o olhar atento do professor de Robótica Willian Joel Monteiro.

A ideia foi justamente construir um protótipo inicial de robô-guia utilizando sensores ultrassônicos, que fazem parte do kit de robótica para a detecção de barreiras, e um módulo player mini fornecendo feedback auditivo para informar o usuário sobre a presença e localização de obstáculos de forma precisa e intuitiva.

“Esse protótipo visa proporcionar uma solução acessível e complementar às ferramentas tradicionais, como bengalas e cães-guia, com potencial para aprimorar a autonomia e segurança dos deficientes visuais”, aponta o docente.

OUTROS EXEMPLOS – O forte investimento da Secretaria da Educação do Paraná na área da robótica tem angariado bons resultados  para os alunos da rede estadual, que ganham destaque ao se classificarem em competições nacionais, como as de luta de robôs construídos por estudantes. Caso da equipe de robótica do Colégio Estadual Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, que participou, em julho do ano passado, da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, realizado em São Paulo.

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Um grupo de Maringá, no Noroeste, utilizou os conhecimentos da matéria de Pensamento Computacional para transportar a escola para dentro de um jogo de computador, em que a instituição se tornou um cenário distópico para uma luta contra zumbis, que supostamente, pretendiam atacar o ambiente escolar. 

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA – Com a conexão de internet por fibra ótica na maior parte das escolas paranaenses, ampliou-se não apenas o ensino da Robótica e Programação, mas também o uso dos recursos digitais educacionais, como o Redação Paraná, que desenvolve a escrita nos  gêneros textuais e temas atuais; o Leia Paraná, de leitura digital com mais de 300 mil títulos lidos em 2024.

Outros recursos são o Matemática Paraná, com 30 milhões de atividades realizadas; o Inglês Paraná, com mais de 6 milhões de atividades concluídas; o Desafio Paraná e a Prova Paraná Digital, que neste ano chegou a  230 mil estudantes dos 8º e 9º anos com quase sete milhões de questões respondidas.

Fonte: Governo PR

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