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Governo do Paraná inaugura condomínio do idoso de Cornélio Procópio

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O Governo do Estado, via Cohapar, inaugurou nesta quinta-feira (15) 40 casas destinadas a idosos em Cornélio Procópio, no Norte do Estado. Este é o quarto condomínio desta modalidade. Os outros três estão em Foz do Iguaçu, Prudentópolis e Jaguariaíva.

A construção do empreendimento, chamado Zulmira Alves Badaró, recebeu R$ 4,1 milhões de investimento por meio do programa Casa Fácil Paraná, na modalidade Viver Mais, voltada à oferta de condições dignas de moradia à população acima de 60 anos. 

O novo conjunto residencial conta com 40 casas adaptadas para idosos sozinhos ou em casal. As unidades ficam em um condomínio horizontal fechado com sistema de segurança 24 horas e diversos espaços de uso comum aos moradores.

O presidente da Cohapar, Jorge Lange, disse que este programa tem uma grande função social na sociedade. “Para os idosos é quase impossível adquirir uma casa própria em função do tempo de financiamento e pela dificuldade de renda. Esse condomínio é pensado para promover lazer, segurança, convivência, saúde e dignidade da pessoa idosa de baixa renda. Nossa população está envelhecendo, então o programa tem esse olhar para o futuro”, disse.

Michael Faleiros, coordenador da Cohapar em Cornélio Procópio, afirmou que a estrutura do condomínio foi pensada para atender com qualidade a população. “Temos salão de festas com churrasqueiras e banheiro, academia ao ar livre, praça de convivência, duas salas de atendimento para médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, e horta comunitária. O diferencial deste empreendimento é o lago com pista de caminhada. Tivemos todo um trabalho de drenagem e contenção para que local ficasse adequado, além do trabalho de paisagismo que está em andamento”, completou.

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O prefeito de Cornélio Procópio, Amin Hannouche, gostou do resultado. “É um momento de muita alegria e gratidão a todos que trabalharam para que este condomínio pudesse ser entregue. O município disponibilizou para a Cohapar a área em que o empreendimento foi construído e cuidaremos dos idosos que vierem morar aqui”, afirmou.

REALIZAÇÃO PESSOAL – Maria Aparecida da Silva, 62, aposentada, ficou emocionada ao falar sobre a nova casa. “É a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida, que vai mudar completamente. Eu pago R$ 650 de aluguel por uma casa que não é tão boa. Agora vou morar perto da minha família, que está no bairro vizinho, e conseguir pagar o aluguel com tranquilidade”, disse.

O pintor aposentado Manassés Bispo dos Santos, 67, está feliz em sair do aluguel abusivo. “Eu tenho o meu canto agora, pagando um valor acessível, que me possibilita ter uma vida mais agradável com a minha esposa. O lugar aqui é muito gostoso. Vamos mudar neste final de semana”, completou.

Aos 61 anos, a dona de casa Maria de Fátima Vicole relata que mal consegue acreditar na mudança. “Eu tive uma vida muito sofrida, trabalhei muito desde criança, e sustentei meus filhos com meu trabalho e muita luta, mas nunca tive uma casa. Eu fiz minha inscrição e fui chamada pela Cohapar. Desde aquele dia, quase não consigo dormir de felicidade”, afirmou.

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ALUGUEL SOCIAL – Os moradores do condomínio foram escolhidos entre as pessoas acima de 60 anos inscritas no cadastro de pretendentes da Cohapar, com renda de um a seis salários mínimos. Os contratos preveem a utilização das moradias por tempo indeterminado com o pagamento de uma taxa mensal de 15% de um salário mínimo, atualmente em R$ 181,80, cuja arrecadação será utilizada para manutenção do empreendimento.

A cessão dos imóveis neste modelo visa garantir o caráter permanente do programa, pois após a desocupação das unidades elas são redirecionadas para outros idosos na fila de espera da Cohapar, de acordo com os critérios de atendimento.

PROGRAMA – Este é o quarto condomínio do idoso. Jaguariaíva, nos Campos Gerais, recebeu o projeto-piloto do programa, entregue em 2019. Depois vieram Foz do Iguaçu e Prudentópolis, ambos em 2021. Há obras em andamento em Irati, Telêmaco Borba, Cascavel e Francisco Beltrão. A partir de 2023, novas cidades vão receber esses espaços.

Fonte: Governo do Paraná

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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