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Governo do Estado garante R$ 72,8 milhões para investimentos em saúde no Vale do Ivaí

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O Governo do Estado anunciou nesta terça-feira (24) o maior pacote de investimentos da saúde da história do Vale do Ivaí. Constituído pelas 16ª Regional de Saúde de Apucarana e 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã, a região abriga 33 municípios que receberão R$ 72,8 milhões em recursos.

Entre os destaques das liberações estão a construção do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Ivaiporã, o novo Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Apucarana, recursos para a Saúde da Família e incentivo financeiro para prestadores de serviço, além de obras em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais. 

“Estamos falando não somente de investimentos para expandir o atendimento, mas de valores e obras que representam o futuro da saúde do Paraná em pelo menos 30 anos. O governador Ratinho Junior determinou que a saúde chegasse até a casa do paranaenses, e é com esse horizonte que trabalhamos todos os dias”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Uma das principais estruturas anunciadas, o AME de Ivaiporã irá transformar a capacidade de atendimento especializado na região. Com um valor de R$ 13,6 milhões, a unidade é a décima anunciada neste mês e possuirá uma capacidade de atendimento de até 13 mil consultas ao mês. Para isso, o ambulatório será equipado com 22 consultórios e sete salas de exames cada, numa área de 2,5 mil metros quadrados. Estruturas similares em Irati, Cianorte e União da Vitória.

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“É com muita alegria que vemos a formalização destes recursos. O Governo do Paraná é regido pela parceria com todos os 399 municípios e isso é notado em todas as esferas de atuação do Estado. Isso somente é possível devido ao olhar sensível e municipalista do governador”, enfatizou o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega.

Outro grande destaque é a liberação de R$ 3,5 milhões para a construção de um novo PAM em Apucarana. Construído no terreno da antiga Casa da Pedra, terá 812,89 metros quadrados, contará com uma área de apoio técnico com farmácia, além de atendimentos ambulatorial e de emergência, destinando espaço para consultas e triagem, exames, suturas, emergência, observação e aplicação de medicamentos.

O Estado ainda anunciou outros R$ 3,2 milhões para a fase três das obras de ampliação do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir). Ao todo, os investimentos em obras para a região ultrapassam R$ 15 milhões.

ATENÇÃO PRIMÁRIA – Uma das área de saúde mais impactadas pelos repasses será a da Atenção Primária, que receberá outros R$ 24,5 milhões em recursos fundo a fundo para a aquisição de equipamentos e kits odontológicos, mobiliário e automóveis, expandindo a capacidade de atendimento das equipes da Saúde da Família. Ainda será destinado um incentivo adicional de R$ 12,2 milhões para 66 prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) de toda a região, conforme a Resolução Sesa n° 875/2022.

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VALE DO IVAÍ – A região é constituída pelos municípios de Apucarana, Arapongas, Bom Sucesso, Borrazópolis, Califórnia, Cambira, Faxinal, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Kaloré, Marilândia do Sul, Marumbi, Mauá da Serra, Novo Itacolomi, Rio Bom, Sabáudia, São Pedro do Ivaí (16ª RS), e Arapuã, Ariranha do Ivaí, Cândido de Abreu, Cruzmaltina, Godoy Moreira, Ivaiporã, Jardim Alegre, Lidianópolis, Lunardelli, Manoel Ribas, Mato Rico, Nova Tebas, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí, Santa Maria do Oeste, São João do Ivaí (22ª RS).

PIRAQUARA E ALMIRANTE TAMANDARÉ – Durante o evento, também foram anunciados recursos para os municípios de Piraquara e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Entre as formalizações, estão uma Unidade Mista de Saúde (UMS) para Piraquara, que permitirá o acesso dos cidadãos aos serviços de Atenção Primária e Pronto Atendimento de Baixa Complexidade, no valor de R$ 3,5 milhões, além de investimentos em equipamentos, incentivo a prestadores de serviços e transporte sanitário, num total de R$ 2,2 milhões. Já para para Almirante Tamandaré, destaca-se um novo PAM no valor de R$ 3,5 milhões, e outros R$ 1,2 milhão distribuídos entre equipamentos, veículos e repasses a prestadores de serviços.

AMES JÁ ANUNCIADOS – O Governo do Paraná autorizou a construção de dez Ambulatórios Médicos de Especialidades: Cornélio Procópio, Campo Mourão, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Paranaguá, Jacarezinho, Paranavaí, Cianorte e União da Vitória, além de Ivaiporã.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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