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Governo discute na Expoingá novas ações para fortalecimento das mulheres do campo

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O Governo do Paraná, por meio do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), Fomento Paraná e outras entidades parceiras, trabalha para fortalecer políticas públicas para as mulheres que atuam na agricultura familiar. 

O assunto foi discutido nesta quinta-feira (11), na Expoingá, em reunião com a primeira-dama e presidente do Conselho de Ação Solidária, Luciana Saito Massa, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, equipes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná) e da Fomento Paraná.

Uma das ações que será debatida no governo é a criação de uma linha específica para mulheres do campo dentro do programa Banco do Agricultor Paranaense, além de benefícios no programa Coopera Paraná, que é voltado para pequenas agroindústrias e cooperativas familiares.

“A participação das mulheres na gestão das propriedades rurais aumentou. As agroindústrias têm ótimos exemplos. Estamos dando força na cooperação, no associativismo, e intensificando nossas ações”, disse Ortigara.

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De acordo com o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, o acompanhamento que a entidade faz a agricultores familiares mostra que projetos com participação de mulheres têm grandes resultados. “Quando esses projetos se fazem em grupos, a exemplo das Mulheres do Café e também da Uva, avançamos mais rápido”, afirmou.

A primeira-dama defendeu maior presença de mulheres nas decisões dentro das propriedades rurais. “É preciso ouvir as mulheres e dar a elas o poder de transformar a realidade em várias áreas”, disse Luciana. Ela reforçou que é um compromisso do Estado atender a agricultura familiar.

APOIO – Técnicos do IDR-Paraná apresentaram iniciativas bem sucedidas com mulheres em pequenas propriedades, que têm gerado renda e apresentado novas possibilidades de desenvolvimento ao aliar diferentes atividades, como no turismo rural.

Programas de governo como o Renda Agricultor Familiar, por exemplo, têm garantido melhorias em propriedades de famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social. Ele ajuda famílias em condição de vulnerabilidade a melhorarem as propriedades. “Estamos atendendo mulheres não só na agricultura, mas na questão da saúde e na parte social”, explicou a extensionista do IDR-Paraná Carolina Moreira.

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FOMENTO – O diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves, e o diretor de Mercado, Vinícius Rocha, também participaram da reunião. A Fomento Paraná mantém o programa Banco da Mulher Paranaense, que oferece condições diferenciadas de taxas de juros reduzidas para apoiar empreendimentos que pertencem a mulheres ou nos quais há pelo menos uma sócia mulher.

Outras iniciativas estão em estudo e a intenção é levar também às mulheres do campo essa alternativa de crédito em condições adequadas, que pode contribuir significativamente com o desenvolvimento e a melhoria da renda e da qualidade de vida das famílias.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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