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Governo destina R$ 8,7 milhões para instituições de cuidado de longa permanência de idosos

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), destinou R$ 8,7 milhões a instituições de cuidado de longa permanência para idosos. São 159 entidades em 132 municípios contemplados. O repasse é feito via Fundo Estadual dos Direitos do Idoso do Paraná (Fipar) a municípios que tenham atestado de regularidade fundo a fundo atualizado.

O montante faz parte de um total de R$ 25,87 milhões para políticas voltadas às pessoas idosas, anunciado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em setembro de 2024. Os R$ 8,7 milhões são destinados para ações de melhoria de Unidades de Acolhimento Institucional para Pessoas Idosas e Serviço de Acolhimento Familiar para Pessoas Idosas, regularmente cadastradas no CadSUAS – sistema de cadastro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O papel do acolhimento institucional dentro das políticas públicas para pessoas idosas compôs os temas do I Fórum de Envelhecimento e Longevidade: Cuidados de Longa Duração, realizado nesta segunda-feira (25), em Curitiba. A iniciativa foi da Semipi em parceria com a Escola de Gestão do Paraná e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio da Ação Social do Paraná (ASP) e Associação São Francisco de Assis de Pinhão (Asfapin).

O evento proporcionou um espaço de diálogo sobre projetos, programas e serviços que melhorem a qualidade de vida das pessoas idosas acolhidas ou dependentes de cuidados de longo prazo e suas famílias. “Discutimos acessos a serviços e programas que atendam as necessidades deste segmento populacional. Precisamos olhar com mais urgência para o cuidado a longo prazo e para as instituições de longa permanência, com uma política pública permanente e de continuidade”, disse a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

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A promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná Mariana Dias Mariano disse que órgão trabalha para identificar as violações de direitos e garantir que as pessoas tenham acesso a uma vida digna. Ela afirmou que iniciativas como o fórum alinham expectativas de todas as instituições envolvidas, o que é fundamental para prevenir as possíveis violações. “Com o apoio do Estado as instituições conseguem construir de maneira conjunta as propostas que garantirão que as pessoas idosas alcancem a dignidade que elas têm direito”, afirmou.

OUTROS ATORES – A discussão envolveu, ainda, outros atores, como a UFPR e o Conselho Estadual dos Direitos do Idoso do Paraná (Cedipi/PR). A chefe do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade, Taiuani Marquine Raymundo, afirmou que a aproximação com o Governo do Estado, via Semipi, se deu pelo trabalho com pessoas idosas que estão nas instituições de longa permanência.

“Uma das maiores práticas da Terapia Ocupacional na gerontologia se dá dentro dessas instituições. Temos uma boa visão sobre promoção de saúde, prevenção de doenças, e isso tem casado com as últimas políticas e normativas voltadas ao cuidado de longa duração, muito mais consistente e baseado nos direitos da pessoa idosa”, ponderou.

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Um dos conselheiro do Cedipi/PR, Adrianis Gaudino, ressaltou que o fórum é um primeiro momento para discutir, alinhar e traçar metas para o futuro. “O Paraná tem mais de 290 instituições de longa permanência que executam diariamente cuidados prolongados. Garantir que as pessoas tenham um envelhecimento saudável e com qualidade. É nesse ponto que a Semipi, apoiada pelo Conselho e demais entidades que prestam cuidados às pessoas idosas, precisa atuar”, completou.

DIGNIDADE E RESPEITO – O encontro contou com uma mesa que discutiu o tema “Cuidados de Longa Duração para a Pessoa Idosa: Estamos preparados para o envelhecimento com dignidade, respeito e qualidade de vida?”, com a participação da secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte; do psiquiatra e diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Eduardo Hostyn Sabbi, e da doutora e mestra em Ciência Política, especialista em política de cuidado e gênero, Symone Maria Machado Bonfim.

Também houve oficinas sobre qualidade de serviço, qualificação e proteção dos cuidadores, governança, fomento e recursos, e infraestrutura. O objetivo foi proporcionar um ambiente colaborativo e motivador, para que fossem compartilhadas experiências e estimulassem uns aos outros para o desenvolvimento de ideias inovadoras no tema.

Fonte: Governo PR

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Presente especial: documentário celebra os 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná

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Quatro décadas de história, centenas de concertos inesquecíveis e um repertório que atravessa gerações. Em 2025, a Orquestra Sinfônica do Paraná celebra seus 40 anos e ganha um presente especial: um documentário que resgata essa trajetória marcante. Dividido em quatro capítulos no formato de websérie, o material será disponibilizado no YouTube do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (IAOSP) e do Teatro Guaíra, permitindo que o público mergulhe nos momentos mais emblemáticos da Orquestra.

O lançamento dos três primeiros episódios está previsto para os dias que antecedem o aniversário da OSP, 28 de maio, data que também marca o início de uma série de concertos comemorativos no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). Nessas apresentações especiais, que serão realizadas nos dias 28, 29 de maio e 1º de junho, a OSP trará ao palco a grandiosa Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler, conhecida como Sinfonia da Ressurreição. Com quase 200 músicos reunidos, a obra promete emocionar o público e tornar essa celebração inesquecível.

O quarto e último episódio da websérie será lançado após os concertos comemorativos, pois incluirá trechos dessas apresentações. Desta forma, o documentário vai contar a história da Orquestra desde o dia de sua estreia, em 1985, até o aniversário de 2025. O diretor Rogério Vieira explica que, diferente de uma narrativa linear, o documentário não seguirá uma ordem cronológica rígida.

A ideia do documentário nasceu de uma conversa entre Samuel Lago, presidente do IAOSP, e o produtor audiovisual Rogério Vieira. “Queremos que as pessoas conheçam a história da Orquestra por meio daqueles que a viveram de dentro: músicos, maestros, organizadores e trabalhadores da arte, todos que ajudaram a construir essa trajetória. A proposta é retratar essa jornada de forma autêntica e emocionante, com depoimentos que resgatam memórias e experiências únicas”, afirma Lago.

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Apaixonado por música clássica, Rogério Vieira acompanha os concertos da OSP há muitos anos. “Muitas pessoas que apreciam a Orquestra e acompanham seus concertos talvez não tenham noção da complexidade envolvida, desde a forma como uma orquestra funciona até os desafios de administrá-la. É por isso que o documentário será tão especial: ele permitirá ao público enxergar os bastidores da Orquestra Sinfônica do Paraná, revelando os detalhes que tornam cada apresentação única”, revela o diretor do documentário.

PRIMEIRO TRECHO DISPONÍVEL — Ao longo dos meses de abril e maio, trechos do documentário serão divulgados no Instagram do Teatro Guaíra, da Orquestra Sinfônica do Paraná e do IAOSP. O primeiro, lançado nesta sexta-feira (04/04), traz um depoimento do maestro João Carlos Martins, pianista reconhecido internacionalmente como o maior intérprete do compositor clássico Johann Sebastian Bach.

Em maio de 2024, Martins teve uma participação memorável em um concerto da OSP: ele atuou como solista e dividiu a regência da Sinfônica com o diretor musical e regente titular da Sinfônica do Paraná, maestro Roberto Tibiriçá. “O maestro Eleazar de Carvalho, que foi meu professor, tinha uma admiração muito grande por João Carlos. Um dos grandes feitos dele como músico foi gravar toda a obra de Bach, é algo impressionante. E hoje é um exemplo de superação”, afirmou Tibiriçá, na ocasião.

Confira AQUI o primeiro trecho do documentário.

TRAJETÓRIA – Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná surgiu por iniciativa de uma equipe composta por profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura, Fernando Ghignone. Seu primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos e um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Falecido em 2013, Bocchino é maestro emérito da OSP. Na época da fundação, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.

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Desde então, a OSP tem contado com a direção de outros renomados maestros. Após Bocchino e Colarusso (1985-1998), regeram Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020), e atualmente tem como maestro titular e diretor musical Roberto Tibiriçá, que está à frente da orquestra desde 2022.

Ao longo de quatro décadas, a OSP construiu um vasto repertório com mais de 900 obras catalogadas de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. A Orquestra também teve a honra de trabalhar com mais de 50 maestros convidados e cerca de 200 solistas nacionais e internacionais.

A atuação da Orquestra Sinfônica do Paraná transcende os palcos paranaenses, com mais de mil apresentações realizadas dentro e fora do Paraná. A Orquestra participou de montagens de importantes óperas e balés, incluindo O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, Romeu e Julieta, de Prokofiev, além das óperas Carmen, de Bizet, A Viúva Alegre, de Lehar, e La Bohème, de Puccini.

Com uma capacidade notável de transitar entre estilos clássicos, românticos e contemporâneos, a Orquestra Sinfônica do Paraná se coloca como um dos principais conjuntos sinfônicos do país. Acompanhe a programação dos concertos no site da OSP e siga a Orquestra no Instagram e no Facebook para não perder nenhuma novidade deste corpo artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra.

Fonte: Governo PR

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