NOVA AURORA

PARANÁ

Governo define diretrizes do novo ciclo de planejamento do Estado e amplia transparência

Publicado em

Além de relatar as ações do Governo do Estado em 2022, a mensagem anual à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), entregue pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta segunda-feira (6), também traz as diretrizes para o Novo Ciclo de Planejamento. 

Sinalizar como se dará a gestão logo no primeiro ano dá transparência à população e define, junto às instâncias do governo, suas prioridades, segundo define o secretário estadual do Planejamento, Guto Silva. A pasta foi responsável pela elaboração do documento.

“O objetivo dessa sinalização é ganhar tempo, ter mais agilidade e poder fazer com que as políticas públicas, na ponta, beneficiem o cidadão paranaense e sejam compreendidas”, diz Silva.

Entre os destaques deste novo ciclo, destaca-se uma nova metodologia para a construção do Plano Plurianual 2024-2027 (PPA), a partir dos eixos temáticos expostos no Plano de Governo (2023-2026): Eficiência Administrativa, Infraestrutura e Mobilidade, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Inclusão Social, Direitos Humanos e Cidadania e Direitos Básicos e Bem-Estar.

Com o foco em consolidar uma gestão por resultados, o Planejamento propõe, entre as diretrizes, ampliar a quantidade e o detalhamento das entregas e metas que compõem a dimensão tático-operacional do Plano de Governo.

Leia Também:  Agilidade e rigor técnico: Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021

“Para isso, iremos selecionar indicadores alinhados tanto com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), quanto com o Ranking de Competitividade dos Estados e com indicadores de desenvolvimento de longo prazo definidos pelo Ipardes”, explica Silva.

Os indicadores objetivos ainda serão definidos, para permitir mensurar a aderência do novo PPA a cada um desses instrumentos. “Esses indicadores darão um norte rápido, um senso de organização para o que o governo consiga priorizar, logo no primeiro ano, as atribuições, que vão desde grandes projetos estruturantes, como a questão do hidrogênio verde, de novos terminais portuários e de novos projetos sociais, até a da destinação do orçamento”, diz Silva.

Confira as diretrizes específicas para o Novo PPA:

Eficiência Administrativa

Desenvolvimento de cultura institucional voltada para a gestão de resultados, eficiência da alocação de recursos públicos, sustentabilidade fiscal e a busca de melhoria para a tomada de decisões.

Promoção da eficiência da ação do setor público e redução de entraves burocráticos, estimulando uma cultura de confiança institucional entre estado e cidadão.

Fortalecimento da transparência, do controle social e do combate à corrupção.

Leia Também:  PRC- 280 é entregue no sudoeste do estado

Integração dos processos de planejamento e alinhamento estratégico do governo com mecanismos de monitoramento e avaliação baseados em evidências.

Infraestrutura e Mobilidade

Desenvolvimento urbano sustentável, ancorado no conceito de cidades inteligentes, resilientes, pacíficas e inclusivas.

Aperfeiçoamento da governança das obras públicas e dos projetos estruturantes, bem como de sua capacidade de execução.

Desenvolvimento Econômico Sustentável

Alinhamento dos conceitos de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Planejamento de políticas públicas regido pela sustentabilidade econômica, ambiental e social do Estado, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Inclusão Social, Direitos Humanos e Cidadania

Mitigação da pobreza, criação de oportunidades e respeito às demandas específicas.

Reconhecimento das especificidades paranaenses, heterogeneidade de territórios e de públicos, quanto aos arranjos familiares, modos de vida, vivências socioeconômicas, étnicas, culturais, raciais, de gênero e situações de vulnerabilidade no âmbito da proteção e desenvolvimento social.

Direitos Básico e Bem-estar

Ampliação das estratégias de melhoria da qualidade de vida da população paranaense.

Geração de oportunidades de trabalho e renda e de estímulos à inserção no mercado de trabalho.

Formação cidadã integral, inclusiva e de qualidade.

Fonte: Governo do Paraná

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

Published

on

By

O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

Leia Também:  Aplicativo da Receita Estadual disponibiliza consulta de pendências com o Governo

O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

Leia Também:  Governo do Paraná investe no ensino das ciências em comunidades indígenas do estado

CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA