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Governo compra óculos de inteligência artificial para alunos cegos da rede estadual 

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Para promover a melhor inclusão de crianças e adolescentes com deficiência visual, o Governo do Paraná, através da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), está investindo na aquisição de 147 dispositivos de inteligência artificial OrCam MyEye 2.0. Os equipamentos de tecnologia visual assistiva permitem o acesso fácil e instantâneo a informações em tempo real, com transmissão por áudio. Serão beneficiados todos os estudantes com cegueira total da rede estadual de ensino. O investimento é de R$ 2,19 milhões.

O dispositivo é discreto, mede 7,6 cm de comprimento, e fica acoplado na haste de um óculos comum. O aparelho possui uma câmera inteligente que é capaz de ler instantaneamente textos de qualquer superfície, reconhecer produtos, cores e cédulas de dinheiro em real ou dólar, rótulos, identificação de rostos e até mesmo a cor de uma roupa. Sua velocidade pode ser controlada, possibilitando a leitura de 100 a 250 palavras por minuto, permitindo escolher entre voz masculina e feminina, com comandos para pausar, adiantar ou retroceder a leitura.

O contrato de compra dos 147 aparelhos foi assinado nesta semana pelo secretário da Inovação, Marcelo Rangel. “Essa é uma das tecnologias mais modernas do mundo, que vai facilitar a inclusão de crianças e jovens. Através dos dispositivos, os alunos terão acesso a informações e oportunidades de aprendizado semelhantes às dos demais colegas. Essa inovação promove inclusão e mais acesso à educação, cultura, esporte, lazer, assistência social, aprendizagem e qualificação profissional”, afirma.

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A primeira remessa será entregue em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, em agosto, e as demais regiões serão contempladas na sequência, conforme a chegada dos dispositivos.

O valor unitário de cada Orcam My Eye é de R$ 14,9 mil, investimento que será bancado pelo Fundo para Infância e Adolescência (FIA). O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente (CEDCA/PR), colegiado vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), aprovou o projeto da SEI e, por meio de deliberação, transferiu o recurso no valor de R$ 2,19 milhões para a aquisição dos dispositivos.

Essa tecnologia do Orcam My Eye já está sendo utilizada na Biblioteca Pública do Estado e outras unidades municipais. Agora, com a parceria da Secretaria da Inovação, o projeto pode ser ampliado para estudantes da rede estadual de ensino. “Temos já alguns exemplares cedidos a três bibliotecas públicas, em Curitiba, Londrina e Cascavel. Por meio dessa importante união, conseguiremos atender crianças que hoje frequentam escolas e que utilizarão esse mecanismo no seu dia a dia”, destaca o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.

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ACESSIBILIDADE – O objetivo é garantir atendimento integral aos alunos da rede estadual que possuem cegueira total. O projeto-piloto com essa tecnologia será acompanhado pelo Observatório de Transformação Digital da SEI. Nesse primeiro momento, os óculos serão utilizados apenas no ambiente escolar, a fim de facilitar a adaptação. Com feedback dos professores e usuários, o objetivo será aprimorar constantemente a política pública. Caso a equipe técnica avalie a possibilidade de utilizar essa tecnologia fora do ambiente escolar, os óculos poderão ser utilizados em casa pelos alunos em um sistema de comodato não oneroso.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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