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Governador inaugura ponte que liga Ilha dos Valadares ao centro de Paranaguá

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou nesta sexta-feira (20) a ponte que liga a Ilha dos Valadares ao Mercado Nilton Abel de Lima, no Centro de Paranaguá, no Litoral do Estado. Batizada de Ponte Domingos Massa, a obra atende o maior bairro da cidade, onde vivem mais de 30 mil pessoas, mas que só conseguiam ter acesso ao continente usando uma passarela ou a balsa usada para transportar veículos. 

O investimento foi de R$ 13,4 milhões, sendo que R$ 11,7 milhões foram repassados pela Secretaria de Estados das Cidades (Secid) e o restante, de R$ 1,7 milhão, foi a contrapartida do município. O recurso também contemplou a revitalização da passarela existente, que atende apenas pedestres e ciclistas e cuja obra inicia na sequência, além dos serviços de administração da obra e de implantação de estruturas, instalações elétricas, pavimentação, calçamento, sinalização e paisagismo.

Ratinho Junior salientou que a ponte se junta a outras obras que o Governo do Estado está executando no Litoral, como a Ponte de Guaratuba, a revitalização das orlas de Matinhos e Pontal do Paraná e duplicação entre Guaratuba e Garuva. “Começamos um grande planejamento para o nosso Litoral para que ele pudesse se desenvolver, não apenas no turismo, mas também na logística”, disse.

“E esta obra beneficia a população de uma ilha que é maior do que 340 cidades do Paraná, que tem uma economia ativa e onde mora boa parte dos trabalhadores do porto, empresas e do comércio do nosso Litoral”, salientou. “Estamos promovendo a mobilidade, o direito de ir e vir e o acesso a serviços essenciais. O Corpo de Bombeiros vão poder entrar nos Valadares, as ambulâncias e a Polícia Militar vão poder atender rapidamente a comunidade, os caminhões de entrega vão poder abastecer os mercados e farmácias”.

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A estrutura conta com 294 metros de extensão, permitindo o trânsito de automóveis e veículos de transporte. Além de melhorar a mobilidade dos moradores, o projeto também facilita o acesso a serviços de saúde, escolas e ao Centro de Paranaguá. A nova ponte também vai estimular o comércio e o turismo na ilha, que pode receber novos bares, restaurantes e estruturas de hotelaria.

“Era uma obra aguardada há mais de 30 anos, que vai atender mais de 30 mil moradores da ilha. Ela é fruto do esforço tanto do Governo do Estado Paraná quanto do município de Paranaguá”, afirmou a secretária estadual das Cidades, Camila Scucato. “Ela vai garantir o direito da população de ir e vir, dar acessibilidade, mobilidade e facilitar o acesso de ambulâncias, do Corpo de Bombeiros e até mesmo o pessoal que tem que trazer mercadorias para a região”. 

LIBERADA – A liberação para o tráfego foi celebrada com as buzinas dos caminhões, motos e veículos “O povo precisa muito dessa ponte, principalmente quem precisa levar os seus familiares para o médico do outro lado, isso vai ajudar muito”, disse o autônomo Júlio Costa Filho, que mora há 35 anos na ilha.

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“A gente tinha que atravessar de barquinho, o que era complicado em dias de chuva. Eu tenho um neto autista, que preciso carregar de bicicleta para levar para a terapia, já cheguei a cair com ele porque era perigoso para passar”, conta a merendeira Andrea Marques, de 53 anos. “Agora ele vai poder ir de carro com a mãe e o pai dele e vai facilitar a vida de todo mundo”.

PRESENÇAS — Participaram da solenidade os secretários estaduais da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; e do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza; os diretores-presidentes do Instituto Água e Terra (IAT), José Luiz Scroccaro; e do Viaje Paraná, Irapuan Cortes; os deputados estaduais Alexandre Curi, Nelson Justus e Alexandre Amaro; e o subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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