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Governador apresenta projetos do Paraná e discute novos financiamentos junto ao BID

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A comitiva internacional liderada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior cumpriu nesta quinta-feira (11) mais uma agenda de busca de parcerias para o Paraná nos Estados Unidos. A equipe se reuniu com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o brasileiro Ilan Goldfajn, com que tratou de parcerias que já estão em andamento e sobre a perspectiva da obtenção de novos financiamentos para obras de infraestrutura no Estado.

De acordo com o governador, que conclui na capital norte-americana uma série de encontros de negócios nos Estados Unidos, é essencial que o Governo do Paraná continue a apresentar as suas vantagens competitivas ao mundo para viabilizar novos investimentos.

“Além da perspectiva geográfica e da força histórica do agronegócio paranaense, o Estado passa neste momento pelo maior processo de transformação em sua infraestrutura, com novos investimentos nas rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Isso traz vantagens aos nossos produtores e empresários, que têm custos reduzidos para exportarem a sua produção, e também ajuda a atrair novos investidores internacionais, gerando mais empregos e renda para a nossa população”, afirmou Ratinho Junior.

“Temos adotado uma estratégia de fortalecimento da imagem do Paraná no Brasil e no mundo e essas agendas com empresários, agentes financeiros e importantes parceiros institucionais, como o BID, fazem parte desse planejamento de médio e longo prazo que, em última instância, visa melhorar a qualidade de vida dos paranaenses”, concluiu o governador.

Na avaliação de Goldfajn, a conjuntura atual, em que a presidência do BID está sob o comando do Brasil, traz uma janela de oportunidade para a liberação de recursos ao Paraná. “É um prazer receber o governador do Estado e equipe para tratarmos da continuidade deste relacionamento, que já vem de muito tempo, ainda mais agora em que a instituição conta com um presidente brasileiro”, declarou.

BANCO DE PROJETOS – O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, explicou que o Paraná iniciou a partir de 2019 uma política de investimentos do Tesouro do Estado na elaboração de projetos de engenharia, no que foi chamado de Banco de Projetos. A iniciativa permitiu, segundo ele, que a gestão estadual tivesse mais facilidade de apresentar o seu planejamento a potenciais investidores e financiadores.

O primeiro ciclo de obras está em andamento ou perto da conclusão, como a revitalização da Orla de Matinhos e a pavimentação em concreto da PRC-280, no Sudoeste, e o Estado já anunciou investimento de mais R$ 3,4 bilhões para um grande pacote que inclui a duplicação de Matinhos a Praia de Leste, o novo Contorno Sul de Curitiba, a pavimentação entre Mandirituba e São José dos Pinhais, o viaduto Catuaí de Maringá, a duplicação da PR-317 em Toledo, entre outras.

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“O Governo do Paraná possui o maior banco de projetos executivos do Brasil, que atualmente já totalizam cerca de R$ 8 bilhões em potenciais obras. O que isso quer dizer: que esses projetos estão muito bem encaminhados para licitação. Muitos deles se tornam obras feitas com recursos próprios do tesouro estadual, mas agora estamos buscando captar novas fontes de financiamento, inclusive internacional, para levar os benefícios de maneira mais rápida à população”, disse Silva.

Entre as prioridades, estão obras viárias, como contornos, novos acessos, duplicações de rodovias e outras obras de infraestrutura. “Os projetos estão sendo bem recebidos nas reuniões de apresentação, como esta em Washington, por estarem bem estruturados, o que abre novas possibilidades para o Estado gerar empregos, aumentar a sua competitividade e promover o desenvolvimento econômico e social”, acrescentou o secretário do Planejamento.

PARCERIAS – Atualmente, o Governo do Paraná possui seis operações de crédito contratadas junto ao BID em áreas como desenvolvimento social, segurança pública, infraestrutura e logística, desenvolvimento urbano, gestão fiscal e educação. Os contratos somam mais de US$ 1 bilhão, dos quais US$ 430,7 milhões são de contrapartidas do Estado e US$ 621 milhões são oriundos de financiamentos do banco. Até 2027, ainda está prevista a aplicação de US$ 324,7 milhões deste montante nos projetos.

Entre eles estão o Paraná Urbano III, que viabiliza investimentos em obras nos municípios; e o Educação para o Futuro, que permite a continuidade dos investimentos em ferramentas tecnológicas e no fortalecimento da educação profissionalizante.

A administração estadual também negocia a liberação de um novo financiamento para o setor de habitação de interesse social, no valor de US$ 187,5 milhões, dos quais US$ 37,5 milhões são de contrapartidas estaduais. Os recursos deverão ser utilizados para a construção de 8 mil casas populares pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) a famílias em situação de vulnerabilidade social, que também receberão o acompanhamento técnico de assistência social durante e após a mudança.

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A nova operação foi aprovada durante a 160ª reunião da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia, em março de 2022, e agora está em fase de tratativas entre o Estado e o BID para a sua efetivação.

NOVA FERROESTE – O Governo do Estado também apresentou ao BID a Nova Ferroeste. O Paraná pretende viabilizar a construção de 1.567 quilômetros de ferrovias entre a região Sul e Centro-Oeste.

O objetivo, conforme explica o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Fagundes, é fazer com que o projeto, que poderá ser leiloado ainda este ano, se torne mais atrativo aos investidores, aumentando a concorrência entre as empresas.

“A conversa foi excelente e nós vamos começar a avaliar a possibilidade de utilizarmos ferramentas do BID que podem aumentar muito a atratividade da Nova Ferroeste com a redução dos riscos financeiros. Estamos falando de um projeto de mais de R$ 30 bilhões. É uma etapa importantíssima, em que os investidores vão avaliar a possibilidade de efetivamente colocar dinheiro no empreendimento”, contou Fagundes.

Maior projeto férreo em andamento no Brasil, a Nova Ferroeste será o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados do País após ser concluída. A estimativa é de que 70% da carga que será transportada será para a exportação, melhorando a balança comercial do Estado e do País, além de gerar 300 mil empregos diretos e indiretos.

EMBAIXADA – Ratinho Junior também se reuniu nesta quinta com o Bernardo Paranhos Velloso, encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A conversa também girou em torno de projetos em andamento e das possibilidades de conectar empresários paranaenses e americanos.

PRESENÇAS – Também participaram da reunião o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, e o diretor de Relações Institucionais e Internacionais do órgão, Giancarlo Rocco; o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero; e o deputado estadual Alexandre Curi. Pelo BID, estiveram presentes o chefe de Gabinete, Bernardo Guillamón; a conselheira da Presidência, Bar Ben Yaacov; e a especialista em Infraestrutura, Maria Cecília Ramírez Bello.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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