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Geração Olímpica e Paralímpica: Mari Santilli mira o pódio na paracanoagem em Paris

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A paracanoísta Mari Santilli, 46 anos, considera-se um gráfico humano. A carreira dela é uma sequência de altos e baixos. E, como a própria paratleta aponta, agora, às vésperas da Paralimpíada de Paris-2024, que será disputada de 28 de agosto a 8 de setembro, é hora do gráfico subir. Mari é a personagem da vez da série de reportagens Geração Olímpica e Paralímpica da Agência Estadual de Notícias (AEN), que mostra a importância do apoio do Governo do Paraná na carreira dos atletas, paratletas e técnicos que disputarão os Jogos de Paris-2024.

Na terceira edição da Paralimpíada que disputa, Mari mira o pódio nos Jogos da França, após ficar na sétima colocação em maio no Paramundial da Hungria, campeonato em que já conquistou o bronze nas duas edições anteriores, em 2022 e 2023.

“Eu sou um gráfico porque já subi e caí várias vezes. Isso deixa a gente resiliente. O importante é cair apoiada para sempre levantar de volta. E posso dizer: em algumas provas, eu ressuscito”, confia a paratleta curitibana. Ela perdeu a perna esquerda da coxa para baixo após um acidente de moto em 2006.

Em Paris, Mari vai disputar a prova de 200 metros individual da canoagem na categoria L3, de paratletas que tem uma das pernas amputadas. Na segunda quinzena de maio, ela viajou para Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, onde concluiu a preparação para a disputa dos Jogos com o técnico da seleção brasileira, Thiago Pupo.

Mais experiente em sua terceira Paralimpíada, Mari Santilli acredita que possa chegar ao bronze nos Jogos de Paris. Na primeira disputa, no Rio-2016, que marcou a estreia da paraconagem nos Jogos, ela não se classificou para as finais. Já em Tóquio-2021, a curitibana ficou em oitavo em um ano marcado por um salto técnico das competidoras, o que a deixou satisfeita com o resultado.

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Agora em Paris, enfatiza Mari, é hora de buscar o topo. “Estou mirando a medalha de bronze porque reconheço que as atletas britânicas vão para a disputa muito acima de todas as outras”, afirma a representante brasileira. “Tive um tombinho há pouco no Mundial da Hungria dentro do meu gráfico. Mas até a disputa em Paris tudo pode mudar e o gráfico voltar subir novamente no momento exato”.

APOIO – Mari contou com apoio do Geração Olímpica e Paralímpica (GOP), do Governo do Paraná, ao longo de todo o ciclo da Paralimpíada de Tóquio em 2021 até os Jogos de Paris. Segundo ela, o GOP fez toda diferença na preparação para os Jogos. Sem o apoio do Governo do Estado, aponta a paratleta, seria muito difícil alcançar uma preparação de ponta como ela vem tendo.

Graças à bolsa-atleta do Geração Olímpica e Paralímpica e outros patrocínios que conta, Mari vem treinando com equipamentos de ponta e tem uma equipe multidisciplinar que a acompanha, com treinador, fisioterapeuta, nutricionista e médico.

“O Geração Olímpica e Paralímpica é um parceiro de todas as minhas conquistas. Se não tivesse apoio, teria que pensar muito antes de trocar meu remo, por exemplo, que custa R$ 2,5 mil. Pensaria muito para ter um fisioterapeuta, para ter minha suplementação especial. Com esse patrocínio, não penso. Vou lá e faço”, afirma.

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“Se eu não atualizar meus equipamentos, fico para trás. Antes, por exemplo, eu treinava com uma canoa fora dos padrões, que tinha 23 quilos. Ano passado adquiri uma de 15 quilos, que me permite ganhar velocidade nas provas. Esse foi meu investimento para Paris”, compara.

COPEL – Até o final de 2024, o programa terá investido mais de R$ 55 milhões em bolsas financeiras para atletas e técnicos vinculados a instituições paranaenses (federações e escolas), atendendo desde jovens promessas a estrelas de renome internacional. A iniciativa é patrocinada pela Copel desde o início – e de forma exclusiva desde 2013.

Para o presidente da Copel, Daniel Slaviero, o apoio busca tornar o Paraná referência de esporte olímpico e paralímpico no Brasil, ao valorizar os atuais talentos do Estado. “Nós temos orgulho de apoiar, junto com o governo do Paraná, esses atletas e profissionais que por muito tempo vêm se preparando para um dos momentos mais significativos da história dos esportes. Estamos torcendo com toda energia”, comenta.

O programa abrange, além do pagamento mensal de bolsas financeiras a atletas e técnicos, recursos necessários para a execução e gestão das atividades previstas, confecção de uniformes, material de divulgação e promoção, infraestrutura de logística (hospedagem, alimentação e transporte), programas de treinamento e capacitação, bem como avaliações médicas e laboratoriais dos atletas.

Confira o vídeo:

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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