PARANÁ
Estado repovoa Parque Passaúna em Curitiba com meio milhão de peixes nativos
Publicado em
20 de março de 2025por

O Parque Municipal Passaúna, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), recebeu 500 mil novos peixes nativos nesta quinta-feira (20) durante mais uma ação do projeto Rio Vivo, do Governo do Estado. Além da soltura dos animais, que contou com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do prefeito Eduardo Pimentel, também houve o plantio de mudas de árvores frutíferas na mata ciliar do parque e a assinatura de um convênio de R$ 4,5 milhões para pesquisas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ligadas à iniciativa.
Segundo o governador, o Rio Vivo integra uma estratégia mais ampla que inclui uma série de ações como o plantio de árvores nativas e o incentivo à adoção de fontes de energia limpas e renováveis. “O Paraná se consolidou por quatro anos consecutivos como o estado mais sustentável do Brasil e este trabalho que o Governo do Estado está fazendo é para levar o repovoamento dos rios, fazer com que eles possam estar cada vez mais vivos com peixes nativos”, afirmou Ratinho Junior.
“Só hoje, soltamos meio milhão de peixes aqui em Curitiba, em parceria a prefeitura, e a nossa meta é chegar a 10 milhões de peixes soltos até 2026 em todas as regiões do estado. Isso é fruto de uma preocupação que temos com a sustentabilidade e uma demonstração de que é possível promover o desenvolvimento econômico com cuidado com o meio ambiente”, concluiu o governador.
O projeto Rio Vivo é coordenado pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, unidade vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A iniciativa segue critérios estabelecidos por uma resolução do Instituto Água e Terra (IAT) para evitar a introdução de espécies exóticas nos rios e selecionar peixes com genética e tamanho ideais para o repovoamento.
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No Parque Passaúna, o processo de repovoamento foi feito com traíras e lambaris em estágio juvenil de desenvolvimento, que tem um índice de sobrevivência maior se comparado aos alevinos (peixes recém-nascidos). A ação em Curitiba integra a segunda fase do Rio Vivo, iniciada em novembro de 2024, e que prevê a soltura de 2,6 milhões de peixes nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí com investimentos de R$ 558 mil.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, agradeceu o apoio do Estado para promoção do repovoamento do Passaúna. “Curitiba, assim como o Paraná, encara a sustentabilidade como prioridade, tanto é que já plantamos 30 mil árvores em menos de três meses. Estes 500 mil peixes vão ajudar a garantir a qualidade da água que abastece a população, além de servirem como uma ferramenta ambiental e um incentivo à pesca esportiva na nossa cidade”, disse.

RIO VIVO – Criado em 2021 pelo Governo do Estado, o projeto tem como objetivo promover a conservação das principais bacias hidrográficas do Paraná, otimizando o uso da água e trabalhando na recomposição da ictiofauna (conjunto de espécies de peixes) e preservação dos ecossistemas locais. Além dos esforços de preservação ambiental, a proposta estimula ações de educação ambiental com a população da região e crianças em idade escolar, incrementando o caráter social do Rio Vivo.
No ciclo inicial, entre 2021 e 2022, foram soltos 2,6 milhões de peixes. Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, a meta do Governo do Estado é repovoar as bacias locais com 10 milhões de animais de espécies como traíra, pacu e pintado até 2026.
“Além da recuperação dos estoques da ictiofauna local, o Rio Vivo ajuda na educação ambiental com o envolvimento de crianças e da população ribeirinha em ações de plantio de mudas em áreas de mata ciliar, limpeza de rios e cuidados com a natureza. É uma ação completa para a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade do Paraná”, afirmou Souza.
Além dos aspectos sustentável e educacional, coordenador técnico da Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, Roald Andretta, ressaltou que o terceiro ponto que compõe o tripé do projeto é o incentivo ao turismo por meio da pesca esportiva. “Nos levantamentos estatísticos que fazemos nos eventos de pesca esportiva em que o Estado é parceiro, a estimativa é de que cada peixe gera cerca de R$ 940 em receita para a cidade e o comércio local, cerca de 30 vezes mais do que ele vale na banca”, frisou.
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BASE CIENTÍFICA – Durante a soltura dos peixes, o governador também assinou um convênio que estabelece um trabalho integrado envolvendo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) no âmbito do Rio Vivo. A proposta receberá um investimento de aproximadamente R$ 4,6 milhões e prevê o ingresso da UEM no projeto com ações de pesquisa e a geração de um banco genético de espécies de peixes consideras em possível risco.
Segundo o reitor da UEM, Leandro Vanalli, dois laboratórios da instituição de ensino superior também serão utilizados para reprodução dos animais visando posterior soltura nos rios paranaenses: a estação experimental de piscicultura do distrito de Floriano, em Maringá; e a área de pesquisa com tanques-rede do Rio do Corvo, no Campus Regional do Noroeste, em Diamante do Norte.
“Temos um grupo de pesquisa do Departamento de Zootecnia chamado PeixeGen, que já recebeu destaque nacional na produção de genética de tilápias e outros peixes. Com isso, poderemos identificar as espécies mais adequadas para cada rio e produzir os peixes próprios para o repovoamento de cada bacia hidrográfica”, declarou Vanalli.
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PRESENÇAS – Também participaram da ação no Passaúna os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; Turismo, Márcio Nunes; Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes; Indústria, Comércio e Serviços, Christiano Puppi; e da Comunicação, Cleber Mata; o superintendente das Bacias Hidrográficas e Pesca, Chico da Pesca; os secretários municipais do Governo, Marcelo Fachinello; de Meio Ambiente, Marilza Dias; e da Comunicação Social, Marc Sousa; os deputados estaduais Alexandre Curi, Anibelli Neto, Nelson Justus e Paulo Gomes; e vereadores.
Fonte: Governo PR

PARANÁ
Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava
Published
11 horas agoon
3 de abril de 2025By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.
Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora.
Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.
PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas.
Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.
O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.
Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”
CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES – Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.
A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.”
Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.
Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.
“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.
Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.
Fonte: Governo PR

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