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Estado certifica concluintes de residência para modernização de serviços públicos

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O Governo do Estado entregou os certificados para os 56 concluintes do curso de especialização ofertado pelo Programa de Residência Técnica em Inovação, Transformação Digital e E-Gov (Integre). O curso é voltado para a melhoria da eficiência e da agilidade dos serviços públicos em diferentes setores de atuação.

A coordenação pedagógica e administrativa do curso está com a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Os profissionais participaram ao longo de 2021 a 2023 de disciplinas ofertadas pela universidade nas áreas de ambientação aos processos de transformação digital, análise e aplicação de dados e interação entre a sociedade com as inovações tecnológicas. Durante esse período, os residentes também desenvolveram atividades práticas em diferentes órgãos da administração direta e autárquica.

O objetivo é estimular os profissionais para o uso responsável e proativo de todo o potencial das tecnologias digitais, a fim de contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade do Estado. Dessa forma, uma das propostas do programa é atualizar os processos empregados no âmbito do poder público e ampliar a capacidade de solução de desafios.

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A coordenadora estadual do programa, Fátima Padoan, destaca a importância da iniciativa para o aperfeiçoamento de profissionais no âmbito do poder público. “É uma oportunidade para a continuidade da formação profissional de servidores públicos do estado do Paraná e profissionais recém-graduados, a partir da especialização e das atividades práticas realizadas nos órgãos e repartições públicas do Estado”, afirma.

NOVA TURMA – A segunda turma do Programa Integre iniciou as atividades em setembro de 2023, com previsão de encerramento para agosto de 2025. Os novos residentes possuem formação em cursos como Administração, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Civil, Jornalismo, entre outras áreas de formação. Os profissionais cumprem 30 horas semanais de atividades práticas, recebem bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 2.375 e auxílio-transporte.

Com amparo na Lei nº 20.086/2019, o programa de Residência Técnica é uma política pública de Estado coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em parceria com as sete universidades estaduais, e em conjunto, com diversos órgãos e autarquias da Administração Pública Direta.

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A iniciativa é voltada para profissionais recém-formados e consiste na oferta de um curso de especialização, na modalidade do ensino a distância, associado ao desenvolvimento de atividades práticas diárias em órgãos públicos estaduais. Parte das vagas ofertadas é reservada para servidores públicos.

INVESTIMENTOS – O Governo do Paraná investiu, até o momento, cerca de R$ 262,3 milhões destinados, principalmente, para o custeio de bolsas-auxílio no decorrer de 25 edições do programa de Residência Técnica realizadas desde 2013. As residências já abordaram temas como gestão pública, ciências forenses, projetos e obras públicas e economia rural, sendo que a última edição lançada, de gestão em turismo, iniciará as atividades em setembro deste ano.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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