NOVA AURORA

PARANÁ

Estado ajuda 166 famílias a comprarem apartamentos novos em Londrina

Publicado em

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quarta-feira (13) da inauguração e entrega das chaves a 240 famílias de Londrina, novas proprietárias do Residencial Portal das Grevilhas, um empreendimento construído em uma parceria entre o Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e a Village Construções, que recebeu um investimento total de quase R$ 35 milhões.

O Governo do Estado, por meio do programa Casa Fácil Paraná, aportou R$ 2,5 milhões em subsídios para o custeio do valor de entrada a 166 famílias, que passam a residir no conjunto a partir de agora.

No evento, o governador destacou a parceria entre os diferentes níveis do Poder Executivo e da iniciativa privada para a viabilização do empreendimento. “Hoje entregamos mais 240 apartamentos de um total de 8 mil moradias que foram concluídas ou estão em construção em Londrina e que contam com recursos do Casa Fácil Paraná, que é o maior programa habitacional do Brasil”, afirmou Ratinho Junior.

Desde que foi criado, em 2021, o Casa Fácil já ajudou 3.055 famílias londrinenses a comprarem uma moradia. Os investimentos do programa na cidade totalizam R$ 45,8 milhões.

Ao citar os investimentos no projeto e em outras iniciativas, como a formatura de 362 novos policiais militares que passam a atuar na região e o início das obras de construção do Viaduto da PUC, Ratinho Junior enfatizou a importância de Londrina para o desenvolvimento do Paraná. “Londrina é a segunda maior cidade do Estado, vem crescendo muito e o Estado tem procurado acompanhar esse desenvolvimento com grandes investimentos, como estes que efetivamos hoje em obras de infraestrutura, habitação e no reforço da segurança pública”, acrescentou.

Leia Também:  PCPR na Comunidade leva serviços de polícia judiciária aos bairros Pinheirinho e Santa Cândida em Curitiba

SUBSÍDIOS – Os valores, de R$ 15 mil por família para a entrada da compra do imóvel, foram liberados pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos e que não possuíam casa própria. Os descontos foram aplicados diretamente no financiamento contratado entre os compradores e a Caixa Econômica Federal, mediante análise técnica da Cohapar e aprovação de crédito do banco.

Além do benefício estadual, as famílias receberam descontos variáveis conforme a renda do programa Minha Casa Minha Vida e puderam utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das prestações, com financiamento em até 30 anos.

O Residencial Portal das Grevilhas conta com apartamentos com modelo arquitetônico padrão de 43,32 metros quadrados, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As unidades são divididas em blocos de quatro pavimentos cada, localizados no bairro Braga, região Norte de Londrina.

PROGRAMA AMPLIADO De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, o programa Casa Fácil Paraná, que entra agora em sua segunda etapa, recebeu diversas melhorias que visam facilitar ainda mais a aquisição da casa própria pelas famílias paranaenses, além de aquecer o mercado da construção civil no Estado. “O governador assinou em julho uma mudança que aumentou de R$ 15 mil para R$ 20 mil o subsídio por família e ampliou de três para quatro salário mínimos a faixa de renda das pessoas que podem receber o benefício”, explicou.

Leia Também:  Sanepar e Invest Paraná vão atuar em parceria com empreendedores da Bacia do Miringuava

“A regra que estabelecia uma cota máxima de subsídio por empreendimento e por município também foi retirada, podendo chegar a todas as unidades dos novos conjuntos residenciais. Com isso esperamos simplificar ainda mais o processo de contratação com as construtoras e os municípios, dando mais velocidade à redução do déficit habitacional do Paraná”, disse o presidente da Cohapar.

SONHO ACESSÍVEL – Uma das novas moradoras do Portal das Grevilhas é a auxiliar administrativa Edna Amantea, de 52 anos, vai morar em um apartamento com a filha e a neta. Para ela, o desconto concedido pelo Estado foi determinante para ter condições financeiras de arcar com o financiamento imobiliário. “Sair do aluguel é um sonho de todo brasileiro e que eu acalentava há muito tempo. Ter um local para morar que é seu é diferente do aluguel, que é dinheiro que não volta onde não podemos fazer nenhum investimento”, contou.

“Eu vou pagar uns 70% a menos de parcela do que eu pagava de aluguel, então eu vou ter condições de guardar um dinheiro e ir mobiliando e fazendo o apartamento do meu jeito”, revelou.

A dona de casa Silvana Eleutério de Oliveira, 46, recebeu as chaves do seu apartamento das mãos do governador e está ansiosa pela mudança. “Eu estou muito feliz por Deus ter me abençoado com esse privilégio de poder realizar o meu sonho de ter o meu cantinho pra morar depois de 18 anos sofridos pagando aluguel. A família toda está contente e queremos nos mudar logo para cá”, comemorou.

Governador Carlos Massa Ratinho Jr inaugura 240 apartamentos, dos quais 166 receberam subsídio do Governo do Estado, totalizando R$ 2,5 milhões de investimento.

O Residencial Portal das Grevilhas conta com apartamentos com modelo arquitetônico padrão de 43,32 metros quadrados, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Foto: Gabriel Rosa/AEN

PRESENÇAS – A inauguração contou com a participação do secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; dos deputados estaduais Alexandre Curi, Cloara Pinheiro, Tiago Amaral, Luiz Claudio Romanelli, Cobra Repórter, Soldado Adriano José e Tercílio Turini; do prefeito em exercício de Londrina, João Mendonça; além de vereadores de Londrina e de outros prefeitos da região Norte do Paraná.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

Published

on

By

Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

Leia Também:  Estado participa do Show Rural 2023 com tecnologia, inovações e apoio ao agronegócio

Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

Leia Também:  Defesa Civil intensifica atendimento aos municípios; barragens operam com segurança

LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA