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Empresa italiana de alta tecnologia inaugura em Curitiba seu primeiro escritório no Brasil

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quarta-feira (26), em Curitiba, da inauguração do escritório brasileiro do Grupo Biesse. A empresa italiana, que fabrica sistemas e máquinas para as indústrias de móveis e de vidro, está presente no Brasil desde 1987, mas somente agora inaugurou um escritório no País, escolhendo a capital paranaense como ponto de partida.

O investimento na nova sede foi de € 2 milhões (R$ 11,1 milhões na cotação atual), empregando atualmente 20 pessoas. A expectativa é chegar a 50 empregados em até três anos, além de duplicar o volume de negócios atual. A presença no mercado brasileiro busca ampliar o fornecimento de maquinários para indústrias do Brasil e de países como Chile, Argentina, Uruguai e Colômbia.

Ratinho Junior destacou que o Estado é um importante polo moveleiro no País e é líder nacional na produção de madeira, além de estar próximo aos principais mercados consumidores do segmento. “É motivo de orgulho para o Paraná ter sido escolhido para ser o ponto de referência para a América do Sul dessa grande multinacional italiana. Somos um polo moveleiro no Brasil, setor que é muito importante para a economia do Estado”, disse.

“Além de estar próximo de seus clientes, a empresa destaca que a estrutura logística do Paraná foi essencial para implantar sua sede aqui na nossa capital. Isso demonstra a importância do trabalho do Governo do Estado de fazer do Paraná a grande central logística da América do Sul”, salientou o governador. “Estamos no centro do PIB do continente e a poucas horas das capitais dessa região. Isso dá um dinamismo muito grande às empresas que precisam fazer suas exportações e importações”. 

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O diretor Financeiro da Biesse no Brasil, Eduardo Toledo, também colocou a estrutura da cidade e a proximidade com os polos moveleiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul entre os motivos para a escolha de Curitiba para a implantação de sua filial. “Foi uma escolha estratégica porque Curitiba é uma capital cosmopolita, com um ambiente de negócios muito bom, que vem crescendo muito nos últimos anos, além de estar muito próxima do polo moveleiro da região Sul”, disse.

O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, afirmou que a presença da empresa no Estado consolida um bom momento. No ano passado o Paraná se tornou a quarta maior economia do País. “A Biesse é uma das grandes fabricantes de maquinários para o setor moveleiro. Ao trazer sua filial para cá, ela demonstra que possuímos mão de obra especializada e somos esse hub logístico que atende todo esse setor”, disse.

NOVA SEDE – A unidade tem 600 metros quadrados e um showroom de 1.300 metros quadrados, o maior da América do Sul nesse segmento. O espaço é totalmente equipado e será utilizado para demonstrar aos clientes as aplicações das máquinas produzidas pela Biesse. A companhia está promovendo, ao longo desta semana, um evento de portas abertas chamado Inside, recebendo clientes de todo o Brasil e de outros países da América do Sul. 

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Operando em mais de 160 países, a Biesse possui 14 fábricas e 29 filiais, com presença direta nos principais mercados mundiais. A empresa conta com cerca de 4,4 mil funcionários e tem um volume de negócios avaliado em € 800 milhões (R$ 4,4 bilhões), com a produção de 7 mil máquinas por ano. 

Para o diretor Regional da Biesse para as Américas, Federico Broccoli, a expectativa com a nova filial é atender o mercado da América do Sul com mais agilidade e competência. “A Biesse iniciou sua expansão no mercado internacional pela América, com a instalação de indústrias no Canadá e nos Estados Unidos, mas sempre houve a necessidade de ampliar os negócios nessa região do mundo, até porque foi ela que nos permitiu crescer e chegar onde estamos”, destacou. 

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade o diretor Comercial da Biesse para a América do Sul, Alessandro Agnoletti; a cônsul interina da Itália em Curitiba, Maria Salamandra; e o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Itália, Francesco Pallaro.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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