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Em Cascavel, dez pessoas privadas de liberdade se formam em cursos profissionalizantes

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O Complexo Social da Polícia Penal em Cascavel, no Oeste do Paraná, realizou na última sexta-feira (20) a cerimônia de formatura de 10 pessoas privadas de liberdade nos cursos de capacitação profissional de gestão de empresas, construção civil e mídias sociais. Os formandos são beneficiários do uso da tornozeleira e também egressos do sistema prisional.

Os cursos, com duração de 240 horas, foram ofertados por uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná, o Grupo Universal nos Presídios (UNP) e a instituição de ensino superior Faculdade Fanduca, plataforma digital educacional que oferta ensino a distância. A atividade educacional dentro das unidades prisionais no Paraná está prevista na Lei de Execução Penal (LEP) e garante ao custodiado remição da pena.

As aulas foram ministradas no modelo de Educação a Distância (EaD) por professores disponibilizados pela Fanduca. Para aqueles que não tinham acesso a computador com conexão à internet, as aulas aconteceram na unidade prisional em salas adequadas para o estudo, chamadas de telecentros.

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O diretor do Tratamento Penal do Complexo Social, Blacito Sampaio, comentou sobre o impacto que a educação tem na vida do apenado após cumprimento de pena. “O papel da Polícia Penal é garantir que o custodiado retorne para a sociedade como um indivíduo qualificado, com meios de se manter financeiramente e de prover a sua família. A capacitação profissional dá ao apenado a oportunidade de recomeçar sua a vida”, disse. 

A pedagoga do Setor Pedagógico do Complexo Social de Cascavel, Elisane Freitas Meneses, destacou o papel da Polícia Penal na ressocialização das pessoas privadas de liberdade. “É necessário trabalharmos em conjunto: Polícia Penal, sociedade em geral e familiares dos apenados para que, de fato, obtenhamos uma ressocialização efetiva. A educação é um direito de todos e um dever do Estado. O trabalho da Polícia Penal é levar essa oportunidade a todas as pessoas privadas de liberdade que desejam mudar suas vidas”, destacou.

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Os apenados que participaram da colação de grau usaram trajes tradicionais para cerimônia e receberam os certificados das mãos das autoridades presentes no evento. Seus familiares puderam acompanhar a formatura.

A cerimônia contou com a presença do diretor interino do Complexo Social de Cascavel, Douglas Brusadin; do chefe da divisão do Tratamento Penal, Ari Batista da Silva; da representante do Conselho da Comunidade, Pâmela Pfeffer; do representante do Escritório Social de Cascavel, policial penal Marco Aurélio; do representante da Igreja Universal, pastor João Batista; e familiares dos formandos.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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