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Educação ambiental: IAT vai distribuir 8 mil mudas na Expo Umuarama

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A educação ambiental será o pilar das ações do Instituto Água e Terra (IAT) na 49º edição da Expo Umuarama. O evento agrário, um dos mais importantes do Paraná, começa nesta quinta-feira (7) e vai até 17 de março, no Noroeste do Paraná. A programação do órgão ambiental prevê palestras, informações técnicas, brincadeiras educativas e a distribuição de 8 mil mudas de espécies frutíferas nativas durante os 11 dias de exposição.

“Serão muitas palestras ambientais, focadas em alguns de nossos programas, como o Rio Vivo, Paraná Mais Verde, CastraPet e o ICMS Ecológico. Esse calendário ambiental é importante por permitir, por exemplo, explicar à população o que se deve fazer para transformar uma área de preservação ambiental em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Ou por fornecer as mudas adequadas para a restauração de uma área degradada”, explica o chefe do escritório regional do IAT em Umuarama, Luis Carlos Borges Cardoso.

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De acordo com ele, entre as mudas que serão ofertadas estão espécies como a jabuticaba, araçá, cerejeira, pitanga, ingá e gabiroba. Haverá, também, a divulgação de informações sobre tutela responsável de animais domésticos, por meio da equipe do Castrapet, e sobre as Unidades de Conservação abertas à visitação do Paraná, dentro do programa Parques Paraná.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL – A expectativa da organização da Expo Umuarama é que aproximadamente 2,5 mil crianças matriculadas nas escolas do município e região visitem a feira. Como forma de incentivar a conscientização ambiental, o IAT irá organizar jogos educativos, entre eles o jogo da memória e o dominó, ambos com imagens da fauna, flora e de ecossistemas que mostram a composição da biodiversidade paranaense.

Estão programadas ainda quatro palestras para abordar os seguintes temas: outorga da água; pesca como instrumento de sustentabilidade; prevenção de ataque de grandes felinos; Pagamento por Serviços Ambientais (PSA); e o ICMS Ecológico por biodiversidade.

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EXPOSIÇÃO – A expectativa da organização da 49ª Expo Umuarama é atrair 300 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 100 milhões em negociações entre os dias 7 a 17 de março. A feira acontece no Parque Internacional Dario Pimenta da Nóbrega e busca atrair diversos setores do agronegócio.

Confira a agenda de palestras do IAT na Expo Umuarama:

11/3, segunda-feira

8h30 – Oficina de outorga e recursos hídricos (auditório do evento)

19h – Pesca como instrumento de sustentabilidade (auditório do evento)

14/3, quinta-feira

14h – Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) (estande do IAT)

15h – ICMS Ecológico por biodiversidade (auditório do evento)

16h – Prevenção para ataque e predação de grandes felinos (estande do IAT)

Fonte: Governo PR

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Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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