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Dívida em queda, receita em alta: como o Paraná se tornou o 3º estado com melhores contas

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O resultado da mais recente edição do Ranking de Competitividade dos Estados trouxe o Paraná como um dos estados mais sólidos em termos fiscais do País. A lista divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostra as contas paranaenses como a terceira melhor de todo o Brasil em sua solvência fiscal.

O índice é um dos nove pontos analisados pelo ranking dentro do pilar da Solidez Fiscal e considera a relação entre a dívida consolidada líquida (DCL) do estado e sua receita corrente líquida (RCL) ao longo do ano. Em linhas gerais, é um indicador que mensura o quanto a dívida do estado consome da sua receita: quanto melhor o indicador, mais recursos ficam livres para executar políticas públicas e investimentos.

E, nesse ponto, o Paraná apresentou um avanço bastante expressivo, saltando cinco posições em comparação a 2023, indo da oitava para a terceira melhor solvência do País.

De acordo com a diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda, esse crescimento é reflexo de uma gestão planejada que busca melhorar as condições de pagamento e reduzir o saldo devedor da dívida pública constantemente. “Com uma dívida consolidada líquida cada vez menor em relação à receita corrente líquida, o Paraná se consolida como um estado financeiramente sólido e confiável, além de apresentar uma das menores DCLs do País”, diz.

Uma das ações que ajudaram a colocar as contas em dia foi a renegociação com o Banco Itaú da dívida histórica relacionada ao Banestado que se estendia por mais de 20 anos. Em 2023, o Governo do Paraná conseguiu não só um desconto de 65% sobre esse valor como fez sua quitação antecipada. Isso resultou em uma economia de R$ 2,8 bilhões e ajudou a puxar os indicadores de solvência para cima.

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AVANÇO EM NÚMEROS – A dívida consolidada líquida é um índice que leva em conta toda a dívida consolidada do Estado, deduzido o saldo relativo aos haveres financeiros. Na prática, é o total que o governo estadual precisa destacar para pagar sem duplicidade, suas obrigações financeiras assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.

Por outro lado, a receita corrente líquida é tudo aquilo que entra nos cofres públicos, deduzido as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional, as contribuições dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social. Como a RCL já desconsidera repasses obrigatórios, o custeio previdenciário e demais compensações, ela é aquela parte do orçamento que é de uso do Governo do Estado e pode ser aplicada em melhorias e ações governamentais. Assim, a solvência fiscal calcula o quanto essa relação é saudável.

No caso do Paraná, o avanço expressivo no Ranking de Competitividade dos Estados 2024 acontece justamente em razão da constante redução da dívida, que atingiu o menor patamar em mais de uma década. Em 2011, os passivos paranaenses chegaram a R$ 14,7 bilhões — o que correspondia a 72,9% de toda sua receita na época. Em 2023, o estado encerrou o ano com dívida negativa de R$ 2,87 bilhões, a segunda melhor do País, atrás apenas do Mato Grosso.

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Ter dívida líquida negativa significa que o Estado tem disponibilidade financeira superior à dívida de longo prazo. Na prática, isso representa sustentabilidade nas contas e garante que o Paraná tenha condições de executar programas de governo e realizar investimentos nas mais diversas áreas, como saúde, educação, infraestrutura e segurança, por exemplo, ao invés de gastar com o pagamento de juros.

Essa mudança tão radical no panorama em tão pouco tempo é resultado de uma boa gestão fiscal e está relacionada a outro critério do ranking, o Índice de Liquidez, que avalia a capacidade que os estados têm de cumprir suas obrigações financeiras com base nos recursos disponíveis. Nesse ponto, o Paraná ocupa a segunda colocação e que faz do estado uma referência nacional.

RESULTADOS PRÁTICOS – Na prática, esse bom desempenho paranaense na sua solvência fiscal permite que o Governo invista mais — e os resultados já começaram a aparecer. O reflexo direto dessa conquista em 2023 apontada pelo Ranking de Competitividade foi o aumento recorde no valor empenhado para investimentos que o Paraná teve nos seis primeiros meses de 2024, o maior dos últimos 20 anos, e que o colocou como o terceiro estado que mais investiu no período em comparação aos demais entes da federação.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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