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Consumo de água chega a 1 bilhão de litros nos primeiros dias da temporada, no Litoral

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Moradores e veranistas consumiram mais de 1 bilhão de litros de água no Litoral nos primeiros dias da temporada de verão, o equivalente ao consumo de um mês de uma cidade como Guarapuava ou Toledo, ou 11 dias em Curitiba. De 17 de dezembro a 2 de janeiro, a média foi de 63 milhões de litros de água por dia.

O pico foi no primeiro dia do ano, quando chegou a 93 milhões de litros, 13% a mais do que no primeiro dia de 2022. Esse volume seria suficiente para abastecer durante um mês cidades com população em torno de 20 mil habitantes, como Cafelândia e Realeza, por exemplo.

Durante o verão, a Sanepar mantém uma superestrutura operacional no Litoral para atender ao grande aumento da população nas praias e garantir regularidade no abastecimento. Houve apenas registros pontuais de falta de água ou de baixa pressão na rede, causados por rompimentos de rede e vazamento oculto.

Com apoio de caminhões-pipa, foram injetados 3,4 milhões de litros de água tratada nos reservatórios-contêineres instalados em áreas estratégicas e diretamente nas redes de distribuição, reforçando o abastecimento nos horários de maior consumo.

A companhia também instalou 33 geradores de energia elétrica em sistemas de captação, produção e distribuição de água e também no sistema de esgoto do Litoral a fim de assegurar a operação dos equipamentos em caso de queda no fornecimento de energia. Isso foi necessário na última semana do ano para manter em funcionamento a captação do Rio Sai-Guaçu, em Guaratuba, durante manutenção corretiva do serviço de energia elétrica.

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“A Sanepar tem feito todos os investimentos e esforços ao longo dos anos para melhorar cada vez mais a capacidade e eficiência de produção e distribuição de água no Litoral. Durante a temporada, disponibilizamos mais trabalhadores operacionais para atender a esta demanda. Pelo segundo ano consecutivo, não houve falta de água na passagem do ano, quando o consumo triplica em relação aos dias normais. Isso é motivo para comemorarmos”, afirma o diretor de Operações da Companhia, Sergio Wippel.

DICAS DE USO RACIONAL – Mesmo com todas essas ações, a Sanepar alerta para que moradores e veranistas façam uso racional da água, evitando desperdício. As dicas são simples:

– Tome banhos mais rápidos (no máximo, cinco minutos);

– Não deixe crianças brincando com chuveiros e mangueiras;

– Mantenha limpa a água das piscinas infantis com o uso de água sanitária, sem esvaziá-las;

– Cubra as piscinas infantis à noite para evitar evaporação e conservar a água limpa, sem esvaziá-las;

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– Mantenha a torneira fechada ao escovar os dentes e fazer a barba. Abra somente na hora do enxágue;

– Ao lavar a louça, limpe os restos de comida dos pratos e panelas e só depois abra a torneira para molhá-los. Com a torneira fechada, ensaboe toda a louça e, então, abra a torneira para enxaguar;

– Evite lavar o carro durante a temporada. Faça isso depois que retornar de viagem;

– Não lave calçadas nem quintal durante a temporada. Use vassoura para tirar a sujeira;

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná tem ações voltadas aos veranistas e comunidade local, com atividades esportivas e de lazer, aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, torneios e eventos esportivos, além de uma série de outras práticas relacionadas ao entretenimento. Acesse o site www.verao.pr.gov.br e confira a programação completa das atrações promovidas pelo Governo do Estado. As ações são realizadas nos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste do Paraná.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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