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Comunidade científica debate diretrizes para a Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná

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Discutir ciência, tecnologia e inovação para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável com base no conhecimento. Esse é o objetivo da 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, que começou nesta quarta-feira (3) com cerca de 600 participantes de instituições públicas e privadas de ensino superior, comunidade científica, ambientes promotores de inovação, representantes governamentais e agentes do setor produtivo empresarial. O evento segue até quinta-feira (4) na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Curitiba.

Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, a programação contempla sete grupos de trabalho com diferentes temas, como financiamento da pesquisa, permanência de pesquisadores no Brasil, inovação nas empresas, programas e projetos estratégicos, divulgação científica, juventude e inclusão social.

Durante a solenidade de abertura, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, ressaltou o compromisso do governo com a ampliação de investimentos para o avanço científico. “A ciência do Paraná vive um momento ímpar, com investimentos nunca antes alcançados, o que reflete diretamente para que o Estado esteja em terceiro lugar no ranking de competitividade nacional, com impacto direto nos resultados econômicos”, afirmou.

Ele ressaltou o aumento recente no orçamento para a ciência, tecnologia e inovação, que corresponde a 2% da receita tributária, conforme estabelece a constituição estadual. “Em 2022, foram destinados R$ 100 milhões para o financiamento de projetos em várias áreas do conhecimento e no ano passado o valor aumentou para R$ 511 milhões”, explicou o secretário. Neste ano o montante chega a R$ 708 milhões. Os recursos são oriundos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Guila Calheiros, destacou a conferência como um “movimento nacional para discussões e criações de estratégias para um sistema efetivo de apoio à ciência”. “Em 2024, o investimento federal para o segmento, previsto para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), é de R$ 12 bilhões”, complementou.

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Os participantes do evento também podem conferir ao longo dos dois dias de programação os principais projetos de ciência, tecnologia e inovação no espaço do Programa Paraná Mais Ciência, que operacionaliza a aplicação do Fundo Paraná, conforme o Plano Plurianual do Estado (PPA). 

CENÁRIO ESTADUAL – Na programação do primeiro dia da conferência, um dos painéis discutiu políticas públicas implementadas pelo Estado, por meio da Seti, da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) e da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. Os painelistas destacaram a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, aprovada em março deste ano, assim como a formação de redes de pesquisadores voltadas para a proposição de soluções inovadoras em prol da sociedade.

Um dos palestrantes, o procurador do Estado do Paraná, Diogo Luiz Cordeiro Rodrigues, pontuou os aspectos jurídicos envolvidos no cenário científico paranaense. “Esse tipo de evento contribui para amadurecer as ideias e efetivar os projetos, sendo necessário institucionalizar as políticas públicas, por meio de normas e interpretações jurídicas, com foco numa cultura de apoio à ciência, tecnologia e inovação”, apontou.

GRUPOS DE TRABALHO – No período da tarde, os participantes começaram os debates nos sete grupos de trabalhos, utilizando metodologias definidas pelo MCTI para a elaboração de propostas para o avanço da ciência no Brasil. As atividades serão finalizadas nesta quinta-feira (4), com a apresentação de resultados em duas plenárias.

A professora Luciana Rosenau, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), relatora do grupo que trata sobre políticas para permanência de pesquisadores no Brasil, sinalizou os desafios para a formação desses cientistas. “Estamos discutindo ações para tornar o país mais interessante para a permanência desses talentos, a partir de investimento em programas contínuos para assegurar o avanço de pesquisas”, enfatizou.

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EVENTO REGIONAL – Os resultados da Conferência Estadual irão subsidiar a Conferência Regional Sul, que acontecerá em 25 e 26 de abril, também em Curitiba. Além do Paraná, o evento irá reunir participantes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Os eventos estaduais e regionais realizados por todo o território brasileiro precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevista para em junho, em Brasília (DF). Os documentos compilados contribuirão para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2030.

PARCERIA – As conferências contam com o apoio de diferentes instituições de ensino superior: UTFPR; Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila); Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); IFPR; Universidade Estadual de Londrina (UEL); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); Universidade Estadual do Paraná (Unespar); Universidade Virtual do Paraná (UVPR);  PUCPR e Universidade Positivo (UP).

PRESENÇAS – A abertura da conferência contou com a presença de autoridades governamentais, acadêmicas e institucionais: a controladora-geral do Estado, Luciana Carla da Silva Azevedo; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; os deputados estaduais Márcia Huçulak e Fábio Oliveira; o reitor Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho, da UTFPR; o reitor Irmão Rogério Renato Mateucci, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); a reitora Salete Paulina Machado Sirino, da Unespar; e presidente da União Paranaense de Estudantes (UPE), João Scandolara; entre outros.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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