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Competições em Londrina unem aventura, tradição indígena e diversão para as famílias

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Os Jogos de Aventura e Natureza (JANs), do Governo do Paraná, levam a Londrina, neste final de semana, beach tennis, punhobol, futebol americano, futevôlei, skate, kart pista, maratoninha, patinação e hand beach. A etapa Norte, organizada pelas secretarias estaduais do Esporte e da Mulher e Igualdade Racial, prefeituras e federações esportivas, terá atividades, além de Londrina, também em Alvorada do Sul e Primeiro de Maio.

Os JANs acontecem no formato que une competição, apresentação e participação social. A edição de 2023 tem como grande motivação a integração de regiões por meio do esporte. Os jogos serão realizados em quatro etapas em 2023: JAN Norte (junho), em Londrina, Primeiro de Maio e Alvorada do Sul; JAN Festival de Inverno; (julho), em Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba; JAN Corredor das Água (setembro/outubro), em Porto Rico, São Pedro do Paraná, Paranavaí, Marilena, Maringá e Terra Rica; e JAN Angra Doce (outubro), em Siqueira Campos, Jacarezinho, Carlópolis, Ribeirão Claro, Tomazina e Tibagi.

Além das competições já tradicionais, duas grandes novidades dessa edição e que já começam no JAN Norte são o Festival da Família, com atividades de cultura, esporte e lazer, e os Jogos Indígenas, que serão disputados no aterro do Lago Igapó, unindo tradição e inclusão.

Na abertura oficial das atividades, nesta sexta-feira (2), no Ginásio Moringão, o secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, ressaltou a importância os Jogos de Aventura e Natureza e dos eventos correlatos por criarem um sistema de apoio e fomento à economia local.

“Teremos mais de 2 mil atletas na região neste final de semana e muitas novidades. É a primeira vez que os indígenas vêm praticar esportes com esse grau de divulgação e nos apresentar sua cultura, para que sejam cada vez mais respeitados. Já o Festival da Família é uma festa de integração, que acontecerá em todas as cidades que receberão os JANs. Haverá jogos, apresentações de grupos musicais e cantores, atividades para pets, etc. O festival, como diz o nome, é para a família”, afirmou.

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Os Jogos Indígenas reúnem etnias Kaingang e Guarani das aldeias Água Branca e Apucaraninha, localizadas próximas às Londrina e Tamarana, e da Terra Indígena de Laranjinha, no município de Santa Amélia, no Norte Pioneiro. A competição vai evidenciar a tradição dessas comunidades. Eles serão disputados por cerca de 200 participantes em dez modalidades: corrida de tora, arremesso de pedra, corrida de maraká, corrida, futebol, arremesso de lança, zarabatana, arco e flecha, luta corporal e cabo de guerra.

O vice-cacique da Aldeia Água Branca, Renato Kriri Ka Mrem, destacou que os Jogos Indígenas querem atingir novos públicos para mostrar uma cultura de vários séculos. “O respeito vem também do conhecimento das diferenças. O povo indígena tem direitos e merece apoio de todos as formas. Esperamos que outros possam se inspirar no que o Governo está fazendo Londrina”, disse.

Já o Festival da Família vai atender crianças, jovens, adultos, idosos e paradesporto. Em parceria com a prefeitura de Londrina e a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), o evento tem a proposta de integrar a família e comunidade. “O festival não vai apenas beneficiar a população em termos de saúde e bem-estar, mas também promoverá uma maior integração social e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários”, afirmou Muriel Tonin, coordenador do Festival da Família.

Serão ofertadas oficinas como rugby, flag football, skate, teqball, patinação, beach tennis, entre outras. Também haverá gincanas. O concurso Garotinho Garotinha vai proporcionar uma experiência divertida para as crianças: mostrar um figurino, acompanhado de personalidade, charme e talento, de forma saudável. Ele é aberto a participantes com idade entre 3 e 15 anos.

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O Pet da Família convida as famílias a apresentarem animais de estimação, promovendo a interação, a socialização e o bem-estar animal. O objetivo é celebrar o vínculo com os pets, ao mesmo tempo em que conscientiza a respeito da importância do cuidado e do respeito aos animais. E o Gincana da Família convoca as famílias para participar, em conjunto, de atividades esportivas com estímulo ao trabalho em equipe, cooperação e interação entre gerações.

PRESENÇAS – Participaram da abertura oficial a secretária estadual da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte; o secretário municipal de Cultura de Londrina, Bernardo Pellegrini; o diretor presidente da Federação de Esporte de Londrina, Marcelo Oguido; e lideranças religiosas.

Confira a programação dos Jogos de Aventura e Natureza da região Norte:

LONDRINA

01 a 04 de junho: Beach Tennis (GoBeach)

01 e 02 de junho: Punhobol (Escolas Estaduais)

03 e 04 de junho: Punhobol (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Jogos Indígenas (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Festival da Família (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Futebol Americano (VGD)

03 e 04 de junho: Futevôlei (Villa 10)

03 e 04 de junho: Kart Pista (Kartódromo)

03 e 04 de junho: Skate (Pista MRV)

03 e 04 de junho: X1 (Villa 10)

03 e 04 de junho: Patinação (Aterro do Igapó)

04 de junho: Maratoninha JAN (Aterro do Igapó)

05 a 07 de junho: Punhobol (Aterro do Igapó)

ALVORADA DO SUL

03 e 04 de junho: Hand Beach (Centro de Eventos)

PRIMEIRO DE MAIO

10 e 11 de junho: Corrida de Aventura (Ginásio de Esportes Tancredo Neves)

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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