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Com união e ações rápidas na citricultura, Paraná mantém combate ao greening

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A integração entre as diferentes esferas públicas, a iniciativa privada e o setor produtivo foi o destaque no Seminário de Citricultura, realizado nesta sexta-feira (14) dentro da programação da 53ª ExpoParanavaí. O greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), é a praga mais severa da citricultura devido à sua rápida disseminação, danos profundos e dificuldades de controle.

No evento, o diretor de Defesa Agropecuária da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Renato Blood, destacou as parcerias do Estado no combate ao greening. “O grande destaque do nosso trabalho é a integração com os municípios e a iniciativa privada. Com a fiscalização agindo em propriedades, o setor privado trabalhando com equipes de corte e erradicação e os municípios atuando na erradicação pela área urbana”, explicou.

Blood salientou que, com esse trabalho conjunto, o Estado conseguiu erradicar aproximadamente 1,5 milhão de plantas hospedeiras – citros em condições mais suscetíveis e murta – do Diaphorina citri, um inseto que carrega a bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas), principal agente do greening.

“Este é um dado extremamente significativo e importante para a citricultura paranaense. A junção dos esforços demonstra que, mesmo em um cenário de dificuldade, registramos um aumento de áreas plantadas, mostrando a força do trabalho integrado”, reforçou o diretor da Adapar.

O evento também contou com a apresentação dos resultados da Câmara Técnica de Citricultura, instituída pela Resolução nº 4, de 10 de janeiro de 2025, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

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Criada no âmbito do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), a Câmara tem como objetivos promover a discussão e a proposição de ações e normas de defesa sanitária para a cadeia produtiva de citros, além de sugerir estudos, acompanhar e avaliar iniciativas e difundir tecnologias e conhecimentos.

Ela é composta por representantes titulares de órgãos e instituições do setor, incluindo os do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), além do Sistema Ocepar, Faep, outras entidades representativas do setor produtivo e representantes de municípios.

“Essa é uma doença possível de controlar com a parceria entre o poder público, entidades representativas do setor, produtores e industriais”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. “O Estado tem espaço para crescer na citricultura, o nosso desejo é impulsionar isso, mas precisamos unir as forças no combate ao greening senão todos perdem”.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, ressaltou a importância da cooperação entre diferentes entidades no combate ao greening. “A integração com os municípios, as cooperativas e a iniciativa privada tem sido fundamental para manter a sanidade dos pomares paranaenses. O trabalho conjunto permitiu avanços significativos na erradicação de plantas hospedeiras e na conscientização da população sobre a necessidade do controle do greening”, afirmou.

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O Seminário de Citricultura fez parte da programação da 53ª ExpoParanavaí e destacou também mercados e sustentabilidade no setor, que tem Paranavaí como principal município produtor de laranjas. O município tem uma produção de 184 mil toneladas e um rendimento financeiro de R$ 189,1 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) dispostos no Valor Bruto de Produção (VPB) de 2023. Outros seis municípios da região noroeste completam a lista dos maiores produtores no Estado.

No âmbito estadual, dados do Deral mostram que os citros tiveram produção de 860,9 mil toneladas em 2023 – 731,6 mil de laranjas, 94,4 mil de tangerinas e 34,7 mil toneladas de limões. Em rendimento monetário, a laranja foi responsável por R$ 752 milhões, as tangerinas tiveram VBP de R$ 177,4 milhões, enquanto os limões foram valorados em R$ 55,9 milhões.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Com investimento de R$ 41 milhões, governador entrega novo Viaduto da PUC, em Londrina

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 O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou, neste sábado (5) o novo viaduto na BR-369, com acesso à Avenida Jockey Clube e Avenida das Indústrias, em Londrina, no Norte do Paraná. Conhecido como Viaduto da PUC, a estrutura soluciona um antigo gargalo viário da cidade, melhorando a saída para o município de Cambé e o fluxo decorrente da universidade. Ao todo, o Estado investiu R$ 41,5 milhões na obra.

A obra era esperada há anos pela população da cidade, que agora passa a trafegar pelo trecho com mais agilidade e segurança. “Estamos solucionando um problema histórico da região. São milhares de famílias que, todos os dias, terão um trajeto mais seguro e tranquilo. Além disso, esta obra ajuda as pessoas que estão indo trabalhar ou estudar a se deslocarem com mais rapidez. É um viaduto que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas”, disse o governador. 

Além de desafogar o trânsito de veículos que passam pela rodovia, a obra facilita significativamente o acesso à Pontifícia Universidade Católica (PUC) e agiliza a conexão com o município de Cambé e Rolândia, contribuindo para o desenvolvimento econômico e logístico regional.

A estrutura é composta por um viaduto tipo diamante que permite entrar e sair da BR-369 por meio de vias marginais, também ligadas às rotatórias, em ambos os sentidos da rodovia. O projeto contempla ainda a implantação de passeios nas marginais e embaixo do viaduto, garantindo mais segurança para pedestres. 

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“O viaduto da PUC é uma obra muito relevante em uma interseção com rodovia federal, mas que fica praticamente dentro da cidade que, historicamente, sempre teve muitos acidentes. Mas conseguimos entregar, dentro do prazo, uma solução de engenharia que resolve este problema”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

O trecho recebe diariamente um grande volume de tráfego, incluindo caminhões pesados, circulando entre Londrina e outras cidades da região, ligando a outras rodovias que se conectam com as regiões Oeste e Noroeste do Estado.

“Estamos muito satisfeitos de ver que o Estado, junto com as demais forças políticas da região, tem investido nas obras prioritárias para nossa cidade. Este viaduto vai melhorar a mobilidade urbana de Londrina e toda a região”, afirmou o prefeito de Londrina, Tiago Amaral.

PISO REGIONAL – Durante o evento, o governador Carlos Massa Ratinho Junior também destacou o decreto que institui o maior piso regional do Brasil. Assinado na sexta-feira (4), o documento estabelece valores que variam entre R$ 1.984,16 e R$ 2.275,36, divididos em quatro faixas salariais.

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“Estamos com os melhores índices de emprego da nossa história. Isso mostra o bom momento do Paraná. Com esta medida, reafirmamos o compromisso do Estado e do setor produtivo com o trabalhador paranaense, com o objetivo de levar mais renda e desenvolvimento socioeconômico a todo o Paraná”, afirmou Ratinho Junior.

O reajuste médio do salário mínimo do Paraná foi de 13%. Os novos valores são quase  50% superiores ao salário mínimo nacional. “Essa foi uma construção feita junto com o Conselho do Trabalho do Estado do Paraná, que valoriza os nossos trabalhadores e oxigena a nossa economia”, disse o secretário de Trabalho, Qualificação Profissional e Renda, Do Carmo.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes o vice-governador Darci Piana; os secretários de Estado Norberto Ortigara (Fazenda), Márcio Nunes (Agricultura e Abastecimento), Alex Canziani (Inovação), Beto Preto (Saúde), Guto Silva (Cidades), Leonaldo Paranhos (Turismo), Ulisses Maia (Planejamento), coronel Marcos Tordoro (Casa Militar); o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Alexandre Curi; o deputado federal Luiz Carlos Hauly; 
os deputados estaduais Tercilio Turini, Cobra Reporter e Jairo Tamura; o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre; e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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