PARANÁ
Com tecnologia, lucro com a banana supera renda com a soja em Novo Itacolomi
Publicado em
15 de maio de 2024por
Itajuba TadeuO cultivo de banana tem se mostrado uma opção altamente rentável para produtores da região de Apucarana, no Vale do Ivaí. A renda com a comercialização da fruta supera até mesmo os ganhos obtidos com a soja e outros grãos. Para conseguir mercado, o plantio da fruta vem se modernizando. Novas tecnologias como o georreferenciamento de propriedades, o uso de drones para a pulverização de defensivos, mudas criadas em laboratório e o uso de produtos biológicos já fazem parte da rotina dos produtores.
Essas e outras práticas de cultivo, além do mercado da banana, serão discutidos nesta sexta-feira (17) durante o 11º Encontro Regional de Produtores de Banana, que acontece em Novo Itacolomi, um dos municípios que mais produzem na região. O encontro é realizado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater), Prefeitura de Novo Itacolomi, com o apoio da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Novo Itacolomi (Cofai) e Sicredi.
O lucro com a cultura da banana fica comprovado quando o produtor faz as contas. Paulo Eduardo Sípoli Pereira, gerente regional do IDR-Paraná de Apucarana, informou que a renda líquida gerada por um hectare de soja é de aproximadamente R$ 2.000. Já para a banana o lucro salta para R$ 15.000, em média.
“Em toda a região alguns produtores que arrendavam terras para plantar grãos estão optando pela banana. Além disso, tem agricultor apostando na produção de banana orgânica, com certificação. Duas propriedades já conseguiram o selo. Os produtores estão em busca de aumentar a sustentabilidade dos cultivos”, afirmou.
Ronaldo Cezar Magon produz banana há vinte anos na comunidade Marreca. A propriedade dele foi o local escolhido para a realização de uma Manhã de Campo que faz parte da programação do encontro sexta-feira. Até optar pela banana e se tornar referência no município, Magon lidava com a cafeicultura.
“Comecei aos poucos, com mil pés. Hoje são sete alqueires plantados e a produtividade chega a 40 toneladas por hectare. A banana tem seus altos e baixos, mas é uma produção fora de série. É um dos melhores negócios quando não tem geada. É por isso que o pessoal está voltando a plantar banana, porque mesmo com preço baixo a renda é bem melhor que o lucro da soja ou do milho”, afirmou.
Desde o ano passado, Magon vem usando drones para aplicar defensivos agrícolas no bananal. “Além de economizar produto, a aplicação com drone é muito melhor do que o trabalho feito com o trator, como fazia antes”, revelou.
O cuidado com o cultivo tem proporcionado bons resultados para o produtor. “Eu venho colhendo banana o ano inteiro. Para isso, é importante zelar do solo, fazer a adubação, aplicar o fungicida na hora certa. Estou ensacando os cachos de banana o que melhora o desenvolvimento e a qualidade da fruta. Sem ensacar, o cacho leva 90 dias para se formar. Com o ensacamento, em 50 dias está pronto para a colheita”, explicou.
Magon lembrou, também, a importância da assistência técnica para melhorar a produtividade. “Eu troco ideia e converso com o Emerson de Almeida, do IDR-Paraná. A assistência técnica é direta e muito importante para conseguir bons resultados”, disse. A produção do sítio abastece uma rede de supermercados de Maringá e também a Cofai.
Desde 1996 a cultura da banana gera renda para os produtores do município, mas nos últimos anos tem ganhado relevância econômica para muitas famílias. Atualmente 95 produtores cultivam banana. De acordo com técnico extensionista Emerson de Almeida, a estimativa é de que a área chegue a 490 hectares este ano. “A rentabilidade e o custo mais baixo do que a produção de grãos têm atraído os produtores”, disse.
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NOVAS OPORTUNIDADES – O cultivo de banana está impulsionando novas oportunidades de negócio em Novo Itacolomi. A Cofai reúne a produção de banana do município e é a única cooperativa da região com acesso direto à área do produtor na Ceasa de Maringá. Semanalmente a cooperativa vende 900 caixas de banana na central. O município também já tem instalada uma indústria de bala de banana, diversificando a oferta de produtos feitos com a fruta.
FESTAS – O 11º Encontro Regional de Produtores de Banana é promovido junto com a Festa do Frango e a da Banana de Novo Itacolomi e está dividido em dois momentos.
No primeiro, a partir das 9h, será realizada a Manhã de Campo na propriedade de Ronaldo César Magon. Os produtores vão conversar a respeito da comercialização e dos cuidados pós-colheita, preparação das caixas e cargas de banana. Especialistas ainda vão abordar a tecnologia de aplicação de defensivos com drones, com atividade prática. Também serão apresentadas novidades em produtos biológicos para a banana e o uso de armadilha, tipo cunha, para o monitoramento da broca do rizoma da bananeira.
À tarde, a partir das 14h, haverá palestras a respeito da produção de energias renováveis, além do manejo e tecnologias para o cultivo de banana.
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil
Published
2 minutos agoon
4 de abril de 2025By

O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025
No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.
Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada.
“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.
Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.
INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?
“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.
O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.
Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.
Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.
Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.
“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.
CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.
Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.
As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.
Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace.
“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.
Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.
Fonte: Governo PR

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