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Com esportes indígenas e gincana da família, Londrina recebe os Jogos de Aventura e Natureza

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Os Jogos de Aventura e Natureza (JANs), organizados pela Secretaria de Estado do Esporte, em parceria com a Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, prefeituras municipais e federações esportivas, chegam à região de Londrina neste final de semana. A etapa Norte reúne jogos, encontros e brincadeiras em Londrina, Alvorada do Sul e Primeiro de Maio.

Os JANs acontecem no formato que une competição, apresentação e participação social. A edição de 2023 tem como grande motivação a integração de regiões por meio do esporte e vai agrupar mais de 50 modalidades, entre beach tennis, punhobol, futebol americano, futevôlei, skate, kart pista, maratoninha, patinação, hand beach e as atividades do Festival da Família e Jogos Indígenas, que neste ano ocorrer concomitantemente.

Os Jogos Indígenas acontecem nos dias 3 e 4 de junho. Será a primeira edição. Durante a tarde de sábado e a manhã de domingo, o Aterro do Lago Igapó recebe mais de 200 indígenas para uma grande mostra da sua tradição esportiva, centrada em dez modalidades (corrida de tora, arremesso de pedra, corrida de Maraká, corrida, futebol, arremesso de lança, zarabatana, arco e flecha, luta corporal e cabo de guerra) que serão disputadas pelas etnias Kaingang e Guarani.

Participam atletas das aldeias Água Branca e Apucaraninha, localizadas próximas às cidades de Londrina e Tamarana, e da Terra Indígena de Laranjinha, no município de Santa Amélia, no Norte Pioneiro. Os Jogos Indígenas levarão para o Aterro do Igapó a tradição dos povos originários, inscrita na produção dos artefatos e pinturas corporais que compõem as modalidades esportivas, reunida nos artesanatos que serão expostos e poderão ser adquiridos na Feira de Arte Indígena.

De acordo com Renato Kriri Ka Mrem, vice-cacique da Aldeia Água Branca, os Jogos Indígenas vão apresentar as tradições dos povos originários para novos públicos. “É uma oportunidade de mostrar a nossa cultura, a nossa tradição e os nossos costumes”, afirmou. “O respeito vem do conhecimento das diferenças. Esperamos que outros municípios possam se inspirar no que o Governo do Estado está promovendo em Londrina”.

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A abertura dos Jogos Indígenas, com apresentação de cantos e danças, será realizada no sábado, entre 13h e 18h30. A programação completa está disponível nas redes sociais dos Jogos Indígenas no Instagram e no Facebook.

FESTIVAL DA FAMÍLIA – Em parceria com a prefeitura de Londrina e a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), o Festival da Família também acontece nos dias 3 e 4 de junho, com a proposta de integrar a comunidade através da prática de atividade física. O objetivo do programa é atender crianças, jovens, adultos, idosos e paradesporto nos municípios que sediarão os Jogos de Aventura e Natureza.

Serão ofertadas oficinas como rugby, flag football, skate, teqball, patinação, beach tennis, entre outras. Também haverá gincanas. O concurso Garotinho Garotinha vai proporcionar uma experiência divertida para as crianças: mostrar um figurino, acompanhado de personalidade, charme e talento, de forma saudável. Ele é aberto a participantes com idade entre 3 e 15 anos.

O Pet da Família convida as famílias a apresentarem animais de estimação, promovendo a interação, a socialização e o bem-estar animal. O objetivo é celebrar o vínculo com os pets, ao mesmo tempo em que conscientiza a respeito da importância do cuidado e do respeito aos animais. E o Gincana da Família convoca as famílias para participar, em conjunto, de atividades esportivas com estímulo ao trabalho em equipe, cooperação e interação entre gerações.

“O festival não vai apenas beneficiar a população em termos de saúde e bem-estar, mas também promoverá a integração social e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários”, afirma Muriel Tonin, coordenador do Festival da Família.

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PRÓXIMAS EDIÇÕES – Os jogos serão realizados em quatro etapas em 2023: JAN Norte (junho), em Londrina, Primeiro de Maio e Alvorada do Sul; JAN Festival de Inverno; (julho), em Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba; JAN Corredor das Água (setembro/outubro), em Porto Rico, São Pedro do Paraná, Paranavaí, Marilena, Maringá e Terra Rica; e JAN Angra Doce (outubro), em Siqueira Campos, Jacarezinho, Carlópolis, Ribeirão Claro, Tomazina e Tibagi.

Confira a programação dos Jogos de Aventura e Natureza da região Norte:

LONDRINA

01 a 04 de junho: Beach Tennis (GoBeach)

01 e 02 de junho: Punhobol (Escolas Estaduais)

03 e 04 de junho: Punhobol (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Jogos Indígenas (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Festival da Família (Aterro do Igapó)

03 e 04 de junho: Futebol Americano (VGD)

03 e 04 de junho: Futevôlei (Villa 10)

03 e 04 de junho: Kart Pista (Kartódromo)

03 e 04 de junho: Skate (Pista MRV)

03 e 04 de junho: X1 (Villa 10)

03 e 04 de junho: Patinação (Aterro do Igapó)

04 de junho: Maratoninha JAN (Aterro do Igapó)

05 a 07 de junho: Punhobol (Aterro do Igapó)

ALVORADA DO SUL

03 e 04 de junho: Hand Beach (Centro de Eventos)

PRIMEIRO DE MAIO

10 e 11 de junho: Corrida de Aventura (Ginásio de Esportes Tancredo Neves)

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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