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Com contas públicas equilibradas, Paraná se fortalece na vitrine de parcerias internacionais

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Com as contas públicas em situação de equilíbrio, um 2022 de bom resultado fiscal – o Estado registrou superávit primário de R$ 6,6 bilhões – e nota alta no índice do Tesouro Nacional que mede a Capacidade de Pagamento (CAPAG), o Paraná se posiciona de maneira definitiva no mapa de investimentos e parcerias internacionais.

Apresentar esse cenário e projetos locais para viabilizar novas parcerias foi um dos motivos da missão do governador Carlos Massa Ratinho Junior nos Estados Unidos na semana passada. Ele teve conversas com as diretorias do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além da International Development Finance Corporation (DFC), agência de desenvolvimento externo do governo dos EUA.

O Estado desenvolve esse trabalho há quase uma década e captou, desde 2019, mais de R$ 5 bilhões com bancos nacionais e internacionais porque está bem posicionado no índice do CAPAG, com nota B, resultado da boa gestão fiscal em anos recentes. Apenas estados com A e B conseguem captar parcerias com bancos globais com garantia da União. Esses protocolos também recebem autorização do Senado Federal, que avalia, entre outras coisas, justamente o equilíbrio financeiro de um ente federativo.

Parte dos recursos para esses investimentos é fruto justamente de acordos com o Banco Mundial e o BID, que ajudam o Paraná em grandes projetos, como o Paraná Urbano III, que viabiliza obras urbanas, e o Educação para o Futuro, que permitirá implementar mais ferramentas tecnológicas e ampliar a oferta de educação profissionalizante na rede estadual.

O resultado desse modelo já apareceu nas contas públicas. O Paraná foi o estado da região Sul que mais realizou investimentos em 2022. Com volume de R$ 6,2 bilhões, ficou à frente de Santa Catarina (R$ 5,4 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 3,4 bilhões), segundo dados do Boletim das Finanças Estaduais, da Secretaria da Fazenda. No âmbito nacional, frente às 27 unidades federativas, apenas de São Paulo, Bahia e Minas Gerais, estados mais populosos, aparecem na frente. Os investimentos cresceram 34,1% na comparação com 2021.

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Para continuar essa política, o governador apresentou aos diretores das instituições o Banco de Projetos, criado em 2019, que consistiu em uma política pública de elaboração de grandes projetos para o Estado. O primeiro ciclo de obras que nasceram nele está em andamento ou perto da conclusão, como a revitalização da Orla de Matinhos e a pavimentação em concreto da PRC-280, no Sudoeste.

O Estado também já anunciou investimento de mais R$ 3,4 bilhões para um novo pacote que inclui a duplicação de Matinhos a Praia de Leste, o novo Contorno Sul de Curitiba, o viaduto Catuaí de Maringá, a duplicação da PR-317 em Toledo, entre outras. Atualmente, esse banco tem cerca de R$ 8 bilhões em potenciais obras, que podem ser viabilizadas com novas parcerias. 

“Além dos macro projetos de infraestrutura que vão demandar atração de investimentos privados, como a concessão de 3,3 mil quilômetros de rodovias e a Nova Ferroeste, temos grandes projetos estaduais para outras rodovias e construção de mais moradias e equipamentos públicos visando o desenvolvimento sustentável. Com essa aproximação e as garantias que o Estado consegue apresentar para esses acordos, queremos construir novos financiamentos nos próximos anos”, afirmou Ratinho Junior.

CENÁRIO FISCAL – De acordo com o Boletim das Finanças Estaduais, outros resultados positivos nas finanças do Paraná colaboram com a atração desses investimentos. O resultado orçamentário primário, indicador que exclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública, é um grande indicador da saúde fiscal no Paraná. Em 2022, ele foi de R$ 5,6 bilhões, segunda maior soma entre os estados do País.

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Mesmo com a frustração de arrecadação decorrente da Lei Complementar 194/2022, publicada em junho de 2022, e que reduziu a alíquota paranaense sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações de 29% para 18%, o Paraná obteve resultado primário positivo por causa da arrecadação do primeiro semestre, impactada pela retomada dos investimentos do setor privado. O Paraná possui a quarta maior economia do Brasil e alcançou, no fim do ano passado, a menor taxa de desemprego da história recente.

“Um resultado orçamentário primário positivo significa que as receitas primárias são maiores do que as despesas primárias, ou seja, há uma economia orçamentária. Isso indica uma situação fiscal saudável, com o governo conseguindo gerar superávit nas suas principais operações. Tal indicador reflete na capacidade do governo em gerar recursos suficientes para cobrir despesas operacionais e investimentos, mantendo esse ciclo de maneira positiva”, disse o secretário estadual da Fazenda, Renê Garcia Junior.

De acordo com ele, a gestão das contas públicas é um diferencial positivo do Paraná, juntamente com a qualidade, a relevância e a sustentabilidade dos projetos reunidos e elaborados pelo Poder Executivo. “Quando o Estado mantém as contas equilibradas, ele aumenta sua capacidade de pagamento e investimentos, o que por sua vez faz crescer sua atratividade aos olhos dos organismos internacionais”, arrematou.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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