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Com cadeiras especiais, 51 pessoas com mobilidade reduzida aproveitaram as praias no Paraná

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O Verão Maior Paraná é para todos. Por meio do projeto Praia Acessível, o Governo do Estado disponibiliza cadeiras adaptadas para que pessoas com mobilidade reduzida possam se banhar no mar. Em duas semanas de atendimento, os equipamentos já propiciaram momentos de lazer a 51 usuários. A ação é da Secretaria de Desenvolvimento Social e Família, em parceria com a Sanepar e a Secretaria do Esporte.

“Tivemos muitos relatos de pessoas que não entravam na água por muito tempo, por terem essa mobilidade reduzida, e agora conseguem realizar esse grande sonho. Esse cuidado e atenção com a inclusão é uma marca forte desta gestão e que, com toda a certeza, será ainda intensificada em 2023”, destacou o secretário de Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.

O Praia Acessível, está presente em seis pontos de acessos distribuídos nos municípios de Matinhos (2 locais), Guaratuba (1 local) e Pontal do Paraná (3 locais).

Fernando Smolinski, de 38 anos, ficou com a mobilidade reduzida depois do diagnóstico de uma doença rara. Ele, que era surfista, passou mais dois anos sem entrar no mar e conta como foi a emoção de reencontrar seu refúgio espiritual.

“Por muito tempo surfei e a praia era meu refúgio. Desde que tive meu problema de saúde, acabei deixando de frequentar. Ao chegar na praia e conhecer essa possibilidade, foi sensacional. Fiquei com as energias renovadas e ainda mais feliz ao me sentir cuidado. As pessoas que conduzem a cadeira são muito preparadas, até uma fisioterapeuta acompanhou minha entrada, isso é um grande diferencial”, comemorou.

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A disponibilização de cadeiras anfíbias já ocorreu em anos anteriores, possibilitando essa inclusão. Porém, nesta edição, o atendimento é feito por especialistas nas áreas de fisioterapia e educação física, com ênfase em ações para a pessoa com deficiência.

Além disso, mais de 300 pessoas que atuam nas ações do Verão Maior Paraná receberam capacitação na área, bem como uma palestra sobre a importância da luta pela acessibilidade, com a presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Coede), Emmanuelle Aguiar.

“Nosso cuidado deve ir muito além da inclusão, mas também abrange a conscientização, para que todos possam pensar em meios e formas de todos participarem de momentos de lazer e bem-estar”, reforçou o secretário Carboni.

EQUIPAMENTOS – As cadeiras anfíbias têm rodas especiais que permitem o deslocamento na areia e no mar. Elas possuem cinto de segurança regulável, encosto, assento, apoio cervical para a cabeça e apoio para os pés em tecido emborrachado, removível e lavável. São flutuantes e confeccionadas em material leve, resistente e inoxidável.

Por serem mais altas, elas permitem que o usuário entre no mar em uma profundidade segura. Nas praias, o uso é orientado por profissionais qualificados, que explicam a forma correta para condução das pessoas com deficiência até a cadeira e auxiliam em seu uso.

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VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná tem ações voltadas aos veranistas e comunidade local, com atividades esportivas e de lazer, aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, torneios e eventos esportivos, além de uma série de outras práticas relacionadas ao entretenimento. Acesse o site www.verao.pr.gov.br e confira a programação completa das atrações promovidas pelo Governo do Estado. As ações são realizadas nos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste do Paraná.

Confira as datas e os locais de disponibilidade das cadeiras:

De 28 de dezembro a 31 de janeiro

De terça-feira a domingo, das 9h às 19h

Guaratuba

Praia do Cristo – Final da Avenida Atlântica s/n

Matinhos

Balneário Caiobá – Av. Atlântica, entre as ruas Londrina, Apucarana e Ponta Grossa

Matinhos – Final da Travessa Morena e início da Rua das Sereia

Pontal do Paraná

Ipanema – Av. Dep Anibal Khury, no final da Av. São Luís

Shangrilá – Av. Dep. Anibal Khury, no final da Av. Edo Puhl

Praia de Leste – Avenida Dep. Anibal Khury, no final da Rua Rio Grande do Norte

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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