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Com aporte de R$ 5,2 milhões, Estado inicia projeto para conter cheias do Rio Iguaçu

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta-feira (20), em União da Vitória, no Sul do Paraná, o protocolo de intenções para a contratação do anteprojeto para contenção de cheias no Rio Iguaçu. Em busca da solução mais viável, o documento vai levar em consideração os 17 estudos existentes para minimizar os impactos das enchentes na região.

O investimento do Governo do Estado apenas nesta etapa é de R$ 5,2 milhões, com prazo de 45 dias para a contratação da empresa responsável. A partir disso, são 10 meses para a elaboração do anteprojeto indicando a melhor proposta técnica, que pode ser única ou por meio de diferentes intervenções, incluindo túneis, canais extravasores, diques, denotações de rochas, desassoreamento e alargamento do rio.

“Estou muito motivado para buscar a melhor solução para amenizar esse problema crônico das enchentes, que atormenta a população de União da Vitória há mais de 50 anos. Motivado porque sei que teremos os melhores profissionais para encontrar o projeto mais adequado com base em estudos de especialistas capacitados para isso”, destacou o governador Ratinho Junior.

“Não é uma solução fácil, por isso peço um pouco mais de paciência da população. Mas tenham certeza: vamos tirar do papel e diminuir esse problema que assola União da Vitória”, acrescentou ele.

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Com base na nova Lei de Licitações, de 2021, a intenção é que a obra possa começar já em 2025, com a emissão das primeiras licenças ambientais e a instalação do canteiro de obras. Paralelamente, será elaborado o projeto de executivo, que terá como base a solução indicada pelo anteprojeto.

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), será responsável pela obra, com suporte da Secretaria de Estado do Planejamento via Paraná Projetos.

“O anteprojeto é muito importante porque é ele que vai nortear a busca pela solução mais adequada do ponto de vista técnico, financeiro e ambiental para o Rio Iguaçu. A resposta certa para diminuir o drama quase meio século de milhares de paranaenses e catarinenses”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Chegamos a um momento em que nunca se chegou: de contratar o estudo definitivo que vai nos dizer o que devemos fazer e como devemos fazer. Com ciência e técnica, sem bravatas, juntando todos os estudos que já existem. A verdade é que não havia projeto para solucionar o problema de União da Vitória, agora vai existir”, completou.

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CHUVAS FORTES – Em outubro do ano passado, as chuvas intensas elevaram o nível do Rio Iguaçu em diferentes pontos causando estragos em diversas cidades, sendo União da Vitória a mais prejudicada – aproximadamente 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

Essa foi a segunda maior cheia da história na cidade, com o Iguaçu alcançando 8,38 metros, mais de três vezes o nível normal, que é de 2,5 metros. Extensão maior havia ocorrido apenas em 1983, quando o rio chegou a 10,42 metros.

“União da Vitória já sofreu muito, por isso esse projeto é tão essencial. Em mais de 50 anos, é a primeira vez que se está trabalhando com coerência, montando um estudo técnico que vai indicar a melhor solução. Algo definitivo”, afirmou o prefeito Bachir Abbas.

Um levantamento feito pela Coordenadora da Defesa Civil do Paraná mostrou que, de 1º de outubro a 1º de novembro de 2023, 157 municípios foram prejudicados pelas chuvas em todo o Estado. O prejuízo total estimado, incluindo perdas no setor público e privado, foi de R$ 829,6 milhões.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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