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Com apoio do Estado, nova fábrica de produtos zero açúcar vai gerar mil empregos em Marialva

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta sexta-feira (5) da inauguração da nova fábrica da Lightsweet, empresa paranaense líder na produção e comercialização de produtos zero açúcar. Localizada em Marialva, na região Noroeste, a unidade recebeu investimento de R$ 20 milhões e vai dobrar sua capacidade produtiva, gerando 170 empregos diretos e mais de 900 indiretos.

A empresa foi enquadrada no Paraná Competitivo, programa de incentivos fiscais do Governo do Estado. “O Paraná está em um bom momento na economia porque criamos um ambiente de paz, que ajuda a atrair investimentos e gerar empregos para a nossa população”, afirmou Ratinho Junior. “A Lightsweet é uma empresa que qualquer país da América Latina gostaria de sediar, porque ela representa a inovação em um mercado que está em plena expansão. Temos o orgulho de dizer que ela é uma empresa paranaense, pé vermelho, daqui de Marialva”.

Com 33 anos de mercado, a Lightsweet foi pioneira na introdução dos adoçantes à base de stévia no mercado nacional. É detentora das marcas Lowçucar e Magro e conta com um portfolio com mais de 170 itens, entre adoçantes, pudins, biscoitos, misturas para bolo, leite condensado, gelatinas e diversas opções de adoçantes em sachês e líquidos.

A nova unidade conta com mais de 10 mil metros quadrados de área construída, ampliando o atual complexo fabril, que tem 60 mil metros quadrados. Além de dobrar a produção, a Lightsweet pretende aumentar significativamente o portfólio de produtos, com o objetivo de atingir novos mercados.

A empresa vai migrar a produção para as novas instalações, transformando a atual unidade fabril em um centro logístico. Além disso, a nova estrutura também vai permitir a fabricação própria de produtos da marca que atualmente são terceirizados. “Com esse novo prédio, nossa expectativa é aumentar em 100% tudo que produzimos hoje. Espaço não falta, temos a possibilidade de crescer para acrescentar outros equipamentos e outros produtos que estão em evolução”, explicou o diretor-presidente da Lightsweet, Amaury Couto.

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“O Paraná é referência, é um estado que preza pela natureza, pela forma física, por saúde e por educação, que são pontos fundamentais para nossa projeção. Temos orgulho de dizer que somos uma empresa paranaense”, acrescentou.

O secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, destacou o caráter inovador da Lightsweet, que foi pioneira no uso da stévia como uma alternativa ao açúcar. “Essa empresa trouxe inovação ao desenvolver esses adoçantes, posicionando nossa região no mercado nacional e internacional”, afirmou. “Agora, com esse grande investimento, vai poder dobrar sua produção e gerar mais emprego para os paranaenses”.

SUSTENTABILIDADE – O novo prédio traz também diversas iniciativas sustentáveis, e é mais um passo importante dentro da agenda ESG da empresa. Entre as medidas sustentáveis está o reaproveitamento da água da chuva, geração de energia fotovoltaica que atenderá 100% da demanda da fábrica, além de telhas térmicas e sistema de tratamento de efluentes.

Todo projeto de construção foi idealizado com o objetivo de aprimorar as práticas sustentáveis já existentes na Lightsweet e implementar novas ações que contribuam para melhoria de todo ecossistema. A empresa possui selos e certificações que demonstram todo o seu empenho no desenvolvimento sustentável, como o Selo ODS 2022, Selo Clima Paraná, Selo EuReciclo, além de ser signatária do Pacto Global desde 2011.

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EMPRESA – Fundada em 1990, a empresa nasceu a partir do desenvolvimento de pesquisas realizadas pelo professor Amaury Couto durante sua passagem como docente e pesquisador na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ele participou do Projeto Stévia, que buscava desenvolver um adoçante natural tendo como matéria-prima a planta nativa do Brasil e do Paraguai.

Os produtos da marca estão presentes nas principais redes varejistas e atacadistas, além de cozinhas industriais, rede hoteleira, restaurantes e cafeterias. Eles também são exportados para a América Latina, Índia e Emirados Árabes. A empresa conta, atualmente, com 210 funcionários, além de gerar cerca de mil empregos indiretos.

PRESENÇAS – Participaram da inauguração os secretários estaduais da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e do Turismo, Márcio Nunes; o chefe de Gabinete da Governadoria, Darlan Scalco; o diretor executivo da Lightsweet, César Couto; os deputados estaduais Evandro Araújo, Tiago Amaral e Soldado Adriano José; e o prefeito de Marialva, Victor Celso Martini.

Fonte: Governo PR   

 

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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