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Com 547 milhões de unidades, Paraná bate novo recorde trimestral na produção de frango

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O Paraná renovou o seu próprio recorde e chegou a quase 547 milhões de unidades de frango produzidas no 1º trimestre de 2023, um aumento de 48,17 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o Estado continua a liderar com ampla margem a produção deste tipo de proteína no País, com 34% da participação nacional, bem à frente dos estados de Santa Catarina (13,1%) e Rio Grande do Sul (12,7%), que completam o pódio. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além de liderar a produção total de frango, o Estado também registrou a maior alta (+48,17 milhões), quase quatro vezes melhor do que a do segundo colocado na lista, o estado de Goiás (+12,52 milhões), que é seguido por São Paulo (+7,19 milhões), Santa Catarina (+5,52 milhões de cabeças), Minas Gerais (+5,35 milhões) e Mato Grosso (+1,72 milhão).

As 547 milhões de unidades de frango produzidas no 1º trimestre bateram o recorde de 523 milhões alcançados no último trimestre de 2022. A primeira vez que o Estado ultrapassou a marca de 500 milhões foi no 4º trimestre de 2020. 

O bom desempenho no segmento, puxado sobretudo pelo Paraná, fez com que o Brasil tivesse o melhor desempenho trimestral da sua história na produção de frango desde o início da série histórica analisada pelo IBGE, a partir de 1997.

SUÍNOS – Outro destaque do Estado no segmento pecuário apontado pelo instituto foi o abate de suínos, com o segundo maior aumento registrado no comparativo entre os primeiros três meses do ano de 2023 em relação a 2022. Com um crescimento de 114,39 mil no número de unidades abatidas, o Paraná ficou na vice-liderança nacional em termos de desempenho, atrás da vizinha Santa Catarina, que ampliou a sua produção em 349,21 mil unidades.

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Nos números totais entre janeiro e março deste ano, a classificação se repete, com Santa Catarina liderando a produção de carne de porco com 4,2 milhões de unidades abatidas no 1º trimestre, seguida pelo Paraná, com 2,9 milhões de unidades. O Rio Grande do Sul, com 2,5 milhões, completa a classificação, demonstrando a força da região Sul do País neste segmento.

OUTROS DESTAQUES – O Paraná também foi o segundo estado com o acréscimo mais significativo na produção de ovos, com 4,15 milhões de dúzias a mais no período em relação ao 1º trimestre de 2022, atrás apenas de Goiás (+5,52 milhões de dúzias). A produção total no 1º trimestre deste ano no Estado foi de 101,7 milhões de dúzias, o que garantiu a liderança do segmento na região Sul e a segunda colocação em nível nacional, atrás apenas de São Paulo, que produziu 267,5 milhões de dúzias.

Em nível nacional, essa foi a maior produção já registrada para um 1º trimestre e a sétima vez em que a produção brasileira ultrapassou a marca do bilhão de dúzias dentro da série histórica da pesquisa.

A aquisição de couro também cresceu na comparação com janeiro a março de 2022, com uma variação positiva de 143,60 mil peças no Paraná, a segunda melhor, atrás apenas de Rondônia (+189,23 mil peças).

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No total, a produção estadual foi de 731 mil peças de couro entre janeiro e março de 2023, o 4º melhor resultado do País e o primeiro de um estado fora da região Centro-Oeste, que se destaca neste segmento, liderado por Mato Grosso (1,2 milhão de peças), Mato Grosso do Sul (990 mil) e Goiás (971 mil).

NÚMEROS NACIONAIS – Os resultados da produção animal no 1º trimestre de 2023 apontam que o abate de frangos subiu 4,9%, o de bovinos aumentou 4,8% e o de suínos teve alta de 3,2% ante o mesmo período de 2022. Frente ao 4º trimestre de 2022, o abate de frangos cresceu 2,3%, o de bovinos recuou 2,7% e o de suínos teve alta de 1,2%.

A aquisição de leite foi de 5,88 bilhões de litros, com queda de 1,2% ante o 1º trimestre de 2022 e recuo de 6,9% contra o trimestre imediatamente anterior. Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes teve alta de 6,8% frente ao 1º tri de 2022 e queda de 0,5% ante o 4° tri de 2022, somando 7,75 milhões de peças.

Foram produzidos 1,02 bilhão de dúzias de ovos de galinha no 1º tri deste ano, alta de 2,6% na comparação anual e queda de 2,8% em relação ao 4º tri de 2022.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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